
Este blog participa do evento na Praça da Alfândega, de 30 de outubro a 15 de novembro
Daniel Day-Lewis e grande elenco lideram Nine ao stauts de obra prima |
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Durante a história do cinema, alguns filmes bons foram identificados por numerais - "2001", por exemplo. Outras bombas como "2012" também receberam a benção da matemática. Ultimamente, porém, o número da vez é o 9: "Distrito 9", "9" e "Nine"... É uma pletora de filmes lançados com proximidade que levam o último decimal no nome.
Observação boba à parte, "Nine" é um filme genial. Eu fui na pré-estreia, e fiquei triste da sala não estar lotada - porque é um filme que as pessoas tinham que ver, mesmo sendo um musical, mesmo não sendo um blockbuster, mesmo não sendo do James Cameron. É um filme belíssimo sobre a essência humana e sobre a nossa incapacidade de satisfação, é uma ode ao artista na busca da figura de esposa, amante e musa inspiradora. O elenco conta com Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson, Sophia Loren e Fergie - todos renomados artistas, todos em interpretações memoráveis e fortíssimas. As músicas, apesar de toda sua genialidade e força, são apenas pano de fundo para a intrincada história de um diretor que perdeu seu brilho. É uma crônica da queda, um hino ao esquecimento e ao fracasso. É um filme lindo e sincero, com imagens plenas e acessíveis.
Na verdade, faltam-me palavras para dizer o quanto gostei do filme. Se você não gosta de musicais, veja. Se você não gosta de Daniel Day-Lewis, veja. Se você não gosta da Fergie, veja. Se você não gosta de dramas, veja. Se você não gosta de muita coisa, também veja. Se você gosta de tudo, veja também. Acho que, resumindo, é um filme que as pessoas tinham que ver.
Agora que ele já sai de cartaz em algumas salas, já vou me preparando para dizer: é um filme que as pessoas deviam ter visto.
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site do Porto Alegre Pumpkins: poapumpkins.com.br
twitter do Porto Alegre Pumpkins: twitter.com/poapumpkins
Primeiro time de futebol americano do estado, o Porto Alegre Pumpkins sagrou-se campeão do Primeiro Campeonato Gaúcho em 2008. O time mantem-se invicto dentro do estado e é o único time gaúcho a vencer fora do Rio Grande do Sul.
Em 2010 o Pumpkins encara mais um desafio no Segundo Campeonato Gaúcho. Os jogos da primeira fase já estão definidos: dia 14 de Março o Pumpkins enfrenta o Esteio Burriers, e dia 11 de Abril o Pumpkins joga contra o Porto Alegre Bulls.
Pumpkins e Burriers já jogaram duas vezes em 2009, com duas vitórias do Pumpkins: uma por 60 a 0, e a outra por 56 a 0. O Bulls é um time novo que ainda não jogou contra o Pumpkins.
A temporada de treinos do Pumpkins começa na segunda no final de fevereiro, e você pode participar - fique ligado aqui no blog, no site ou no twitter, que atualirazemos as informações sobre locais de treino e horários.
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Primeiros erros, segundas chances. Antigas intenções, mesmos sonhos.
Muito se fala em novas oportunidades para aquele que errou - certamente seria melhor falar apenas de primeiras chances e de acertos, mas as pessoas erram bastante (até eu e você, quem diria). Então, derramado o leite, choramos e pedimos uma nova garrafa para o leiteiro. Não é sempre que ele dá - mas, caso dê, seria bom já olhar de antemão se é desnatado ou integral... Pra não ter erro.
Uma das maiores alegrias da vida é ver um raio cair duas vezes no mesmo lugar - especialmente se o mesmo lugar for você e se o raio for aquilo que você, desde aquela primeira chance, queria, precisava, desejava, amava. Aproveite a segunda vez como se fosse a primeira, mas com novo conhecimento adquirido: você se safou de ficar sem, e agora já sabe que ficar sem seria fatal.
Agradeça à segunda mas saiba, desde já, que terceiras chances são raras. Então faça essa contar para algo, tendo em vista que você já pisou na bola com a primeira... Porque terceiras são mais raras que segundas que são mais raras que primeiras, e assim por diante: é tudo matemática simples, realmente.
Nós é que complicamos tudo.
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Esse novo Sherlock Holmes é um belo caso da passagem do tempo.
O Holmes que eu tenho na memória - o antigo Holmes - era um homem extremamente inteligente, absurdamente conhecedor de tudo, incrivelmente absorto em seus casos, ausente de sentimentos humanos e grande apreciador de fumar cachimbo e cheirar cocaína.
O novo Sherlock Holmes, retratado no filme homônimo por Robert Downey Jr, é mais violento, mais sociável, mais humano e não usa nenhuma droga (mesmo que a cocaína fosse legal na época).
O antigo Holmes já praticava boxe, mas o novo desce a porrada o tempo todo. O antigo nutria uma admiração morna por Irene Adler (primeira aparição em "Um Escândalo na Boêmia", sendo citada algumas vezes depois), mas o novo é perdidamente apaixonado pela mesma mulher - ainda que o antigo vivesse criticando Watson por ser sentimentalóide demais. A cocaína também sumiu, por motivos óbvios.
Interessante notar as transformações de um personagem imortal e - imagina-se - imutável, algumas dadas por aquilo que a sociedade considera aceitável e admirável, outras ocorrendo na tentativa de cativar o público de sua geração.
Como hoje é segunda-feira e eu sou um pregador de ir ao cinema durante a semana, recomendo que vejam o novo Sherlock Holmes. Não é um filme inesquecível nem genial, a trama não lembra os mistérios de Doyle e não há nenhuma interpretação memorável - mas é um filme bastante divertido, que não dará chance de você dormir nem ficar entediado... E o que é a coisa mais rara numa segunda-feira?
Elementar, meu caro Watson: a diversão.
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Todo Ano Novo vem com aquela promessa de algo mais, de algo além, de alguma vitória que antes não estava lá. Sejam conquistas futuras ou sonhos vazios, todo grupo de 365 dias vem envolvido por expectativa e desejo - até mesmo quando o grupo é de 366 dias, em casos bisextos.
2010, claro, mal chegou e já está meio enrugado, caído, desmoralizado. Não consigo me lembrar assim de cabeça de algum outro ano que tenha começado tão mal - tantas mortes, assassinatos, desastres, acidentes...
O horrível deslizamento em Angra dos Reis logo desviou a atenção pública da virada do ano para o impiedoso poder destrutivo da natureza; uma enorme mancha de sangue sai de nosso perimetro urbano e atravessa as estradas que levam até o litoral em um final de semana que registrou diversas mortes; as praias já não parecem seguras enquanto prefeituras e policiais brigam pela possibilidade de cuidar das casinhas de salva-vidas... E sabe-se lá mais o quê.
Eu chego a ficar nervoso só de imaginar o que mais 2010 nos reserva.
Esse nervosismo, claro, é uma mistura de temerosidade com esperança - temerosidade de que as tragédias se tornem padrão, e esperança de que isso seja apenas 2009 dando tchau, algo passageiro que logo dará espaço ao Ano Novo, cheio de paz, saúde, felicidade e todas essas coisa que sempre queremos mais. Porque, de notícias ruins, 2009 já nos ensinou tudo que sabia. 2010, por favor, conte outra história: troca a fita, seu Ano Novo!
Eu no estádio durante a partida :) |
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Ano veio e ano foi, eu já voltei para o Brasil, e só agora dou notícias - enfrentei alguns problemas logísticos e não tava conseguindo postar aqui por algum motivo obscuro.
Pois bem, o jogo Jacksonville Jaguars e New England Patriots foi ótimo - bom, ótimo para mim, que sou torcedor do Patriots. O time da casa ganhou de 35 a 7 - com quatro touchdowns do tal marido da Gisele Bundchen, o Tom Brady, ou 'Tom Terrific' para os mais chegados.
As pessoas sempre falam do quanto o nosso país é americanizado. Claro, ao notar o sucesso econômico que o Estados Unidos fez no mundo capitalista, fica difícil de não seguir o líder e tentar ser igual ou, ao menos, parecido. Fica interessante, claro, notar as grandes diferenças entre os dois mercados.
Como escritor, não posso deixar de notar a diferença entre os livros brasileiros e americanos - nós, acostumados a edição de luxo e consumidores de livros 'pocket' em papel de qualidade, acharíamos muito estranho comprar e se contentar com um livro 'paperback' pequeno e de papel de baixa qualidade, ou edições de luxo que na verdade só tem capa dura e um papel levemente mais caro. Basta segurar um livro americano e um livro brasileiro para notar a diferença - os livros americanos são muito mais leves. O mesmo vale para a edição das capas - enquanto as nossas tomam um tom mais artístico, as americanas preferem seguir a ideia de letras grandes com informação clara e sucinta, sem muita invenção nem charminho. As diferenças acabam por aí - o leitor americano consume o mesmo que o leitor brasileiro - seja livros de auto-ajuda ou romances da lista do New York Times. E pelas minhas contas, 11 de cada 10 americanos estão lendo algum livro do Dan Brown.
Ao ligar a televisão já podemos notar outras diferenças - nem tanto pela programação, que acaba sendo muito parecida com a brasileira, tendo shows homônimos e de mesmo caráter, mas pelas propagandas. Enquanto nossas propagandas preferem contar historinhas e fazer sugestões espertinhas ou piadinhas desmedidas, as propagandas gringas querem passar a mensagem... E só. Isso limita o narrador a dar informações do produto/evento/programa e parar por aí, sem inventar muito mais.
Interessante notar que dois grandes mercados americanos - editorial e televisivo - abordam seu público da mesma maneira objetiva e sem permeios, maneira tão diferente da nossa, mais artística e, até certo ponto, menos comercial.
Entre semelhanças e diferenças, claro, resta tirar algo bom de tudo isso - ideias boas que poderíamos importar.
Sendo o grande centro da viagem o jogo entre Jaguars e Patriots, jogado no Gillette Stadium, fica difícil não falar da grandiosa obra de Robert Kraft. Milionário e torcedor do Patriots desde sempre, comprou o time quando a ameaça de falir e se mudar para outra cidade chegou aos portões do time. Após o investimento, investiu mais ainda: construiu o Gillette Stadium, que seria lar de 3 campeonatos mundias nos anos seguintes.
E não é para menos: o estádio, com capacidade para quase 70 mil pessoas, não é apenas confortável e bem cuidado, mas também possui uma belíssima infraestrutura de comércio e alimentação à sua volta. Logo atrás das arquibancadas têm McDonalds, diversas outras lanchonetes, lojas com produtos do time e banquinhas com copos, programação do jogo e outras coisas... Tudo buscando dar lucro ao time, e tudo alcançando grande sucesso - qualquer bom torcedor prefere gastar alguns trocos ali dentro do que no seu McDonalds, sabendo que assim pode ajudar o time.
O enorme estacionamento à volta do estádio cobra amargos 40 dólares para estacionar, mas oferece não apenas ótima segurança e espaço, mas também perpetua uma das maiores e mais queridas tradições americanas: o tailgating. Tal ritual consiste em chegar horas antes do jogo começar e, com amigos reunidos, comer, beber, conversar e se divertir. Para ter uma ideia, eu cheguei ao estádio às 10h15 da manhã, e o estacionamento já estava lotado - sendo que o jogo era às 13h00. Os americanos levam tendas e barracas para escapar da chuva, alojando tudo quanto é coisa embaixo delas - desde mesas com diversos petiscos e salgadinhos até churrasqueiras portáteis que farão o tradicional barbecue deles.
Do lado de fora a grandiosidade é maior, por mais estranha que soe a frase - o Patriot Place, centro de comércio, cultura e diversão, abraça o estádio com mais de 350 mil metros quadrados de lojas, restaurantes, lancherias e até mesmo um hotel e um cinema de luxo.
Durante a partida o estádio é preenchido por música e cantoria, sempre dando espaço para anúncios comerciais - desde "prove o hamburguer oficial do New England Patriots" até "compre sofás na loja oficial de sofás do New England Patriots" - e até mesmo alguns sorteios - coisa do tipo "ei, você sentado na fileira tal e tal no assento tal e tal, você acaba de ganhar um celular de tal companhia, o celular oficial do New England Patriots"... Então fica tudo nisso: o torcedor cria uma forte identificação com alguns produtos, com seu estado e com as 69.999 pessoas sentadas ao seu lado.
Isso é algo muito fácil de notar: o quanto o esporte une os americanos. Todo mundo tem algo em comum, e qualquer um tem assunto o bastante para ser amigo de qualquer outro. "New England" Patriots seria algo como "Nordeste" Patriots, englobando e unificando uma região inteira sob o mesmo manto. Nova York tem dois times - o Jets e o Giants - mas é a exceção. Quando paramos para pensar em todos confrontos entre azuis e vermelhos aqui no sul, é impossível não imaginar se não seria melhor ter um time só, algo em comum que fosse fator de união, e não de afastamento. Mas, claro, os torcedores do Patriots detestam o pessoal da Flórida, de Nova York, de Buffalo e de Indianapolis - mas ao menos eles moram bem longe dali.
Eu no Patriots Hall of Fame, atrás de famosa frase de Bob Kraft: "Espiritualidade, fé e democracia são os fundamentos de nosso país. Somos todos Patriotas. E, hoje à noite, os Patriots são campeões do mundo" |
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Eu, torcedor fanático do New England Patriots, time de futebol americano de Boston, saí de casa com camiseta do time. Esqueci que no processo do "chegar-lá" eu teria que atravessar o caminho do "até-lá" - mais particularmente uma parada de muitas horas no aeroporto internacional de Miami... Terra do Miami Dolphins, rival do Patriots.
Mas tudo bem: se eu, sendo gremista como sou, sobrevivi a 22 anos numa cidade abarrotada de colorados, vou passar bem em Miami.
Ó, engano. Já na imigração a guarda - uma senhora parecedissíma com a nossa governadora - quis saber o que eu faria em Boston. Expliquei que era turismo, e que eu veria o jogo do Patriots. Ela, sentada ao lado de uma placa "nós da imigração levamos nosso negócio muito à sério" - perguntou porque eu, brasileiro do sul do sul do Brasil, acabei virando fã do Patriots, time do norte do nordeste do Estados Unidos, e não de algum time mais do sul dos Estados Unidos - "talvez o Miami Dolphins", ela sugeriu. Fiquei sem resposta e quase fui extraditado do país.
Logo depois, em uma loja, fiquei conversando com a atendente, uma simpática mexicana que adora o Brasil (se bem que descrever "que adora o Brasil" é padrão, já que todo mundo adora o Brasil) - e acabamos falando de futebol americano. Quando falei mal do Chad Henne, quarterback do Miami Dolphins, um outro vendedor me olhou torto, ficou vermelho e foi embora. A querida mexicana me explicou que ele era fanático pelo Dolphins - o quarto dele era todo enfeitado nas cores do time e tudo o mais.
Consegui fugir vivo de Miami, e ontem passei o dia todo passeando no Gillete Stadium, estádio do New England Patriots. Dizer "estádio", claro, é subestimar: é mais um campo de futebol americano de primeira linha com uma cidade de lojas, restaurantes e cinemas em volta: é loja e luxo pra tudo quanto é lado. No centro de toda atenção, claro, está o estádio, o gigantesco ProShop - uma loja de artigos do time que faz esquecer a Grêmio Mania - e o Patriots Hall of Fame, um belo museu que registra a história do time: desde bolas históricas até equipamento usado por jogadores, autógrafos, touchscreens com jogos-fatos-e-curiosidades, mini-sala-de-cinema, jogos onde você se coloca no lugar dos atletas, vestiário de mentirinha onde você pode colocar os equipamentos, análise de jogadas do passado e mais um montão de coisas. Sempre escutamos a expressão "state of the art" para descrever estádios americanos e, realmente, o Gillette Stadium é uma obra de arte da engenharia moderna e desse tal de capitalismo. Só de estar ali você nota automaticamente que o lugar está rendendo milhões e milhões para Bob Kraft, dono do time - e, tendo acompanhado o Patriots há tantos anos, aproveitei a sensação de estar naquele mesmo estádio onde eu vi tantos jogos e senti tantas emoções, mesmo que numa cidadezinha no sul do sul do Brasil.
Bom, mas hoje é o dia do grande jogo: o New England Patriots recebe o Jacksonville Jaguars nesse mesmo Gillette Stadium. Será emocionante: se o meu Patriots ganhar, está automaticamente dentro do mata-mata da pós-temporada; se o Jaguars perder, está automaticamente fora do mata-mata da pós-temporada. Acho que o Patriots não tem mais chance de ir para a Libertadores.
Típico registro de quem desceu do avião, viu neve no cordão da calçada e tirou foto. |
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Sai no dia 24 de Dezembro de casa, rumando para Boston. A viagem toda durou, imaginem só, 40 horas. Mas eu não vim de carroça não, pode contar:
O voo Porto Alegre - Montevideo dura pouco mais de 1 hora. Cheguei às 10 da manhã em Montevideo, meu voo saía às 11 da noite. 13 horas de espera, 14 de viagem.
Montevideo - Miami demora cerca de 9 horas. Meu voo atrasou uns minutos, mas cheguei na hora (segundo o piloto, ele estava acelerando mais que o comum e gastando mais gasolina que o comum por causa do atraso... Mas ele prometeu que não seria demitido por isso). Acho também que atropelamos uma rena do Papai Noel no caminho, por causa de toda a turbulência. Esperei em Miami pelo voo até Boston das 6 da manhã (menos 3 horas de fuso, hm) até às 4 da tarde. Então são 9 horas de voo e 10 de espera - 14 mais 9 mais 10, 33 horas.
Miami - Boston atrasou, cerca de meia hora. O voo dura pouco menos de 3 horas, então isso fecha 36 horas de viagem. Cheguei em Boston lá pelas 8 da noite. Até pegar minha mala e arrumar um táxi para meu querido-mas-no-meio-do-nada hotel, fazer o check-in e arrumar minhas coisas, já era meia-noite. Então aí está: passei o Natal viajando uma viagem de 40 horas.
Está frio aqui, mas não muito. Neva, mas não muito. Hoje vou visitar o Gillette Stadium, casa do New England Patriots, time de futebol americano para o qual eu torço. Domingo tem jogo, contra o Jacksonville Jaguars - e eu não poderia deixar de ir, claro.
Depois conto mais!
(como estou sem Photoshop, não consigo arrumar as fotinhos, mas assim que voltar coloco umas boas aqui)
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Lá no auditório da AMRIGS nesse domingo eu tive o prazer de participar como homenageado da formatura da Turma do Jardim de Infância da Escola Sítio do Pica-Pau Amarelo - onde também fui Patrono da Feira do Livro neste ano de 2009. É uma honra poder participar de tais eventos e entrar em contato com uma gurizada tão especial quanto a do Sítio.
Como é de costume da escola e de seus queridos/brilhantes/educados alunos, a grandiosa cerimônia foi comemorada em grande estilo e seguida por um espetacular espetáculo: "A Magia do Circo", teatro com performances estonteantes dos alunos. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, seguem as fotos do domador e seus cavalos; das bailarinas equilibristas; dos Michael Jackson's, dos palhaços; da domadora de tigres e onças; dos fisiculturistas fortões e das ginastas.
Eu, que só fui vestido de terno mixuruca, fico com as mil palavras, e deixo aqui registrado meu discurso:
"Queridos Formandos,
Tenho o enorme prazer de ser o homenageado de vocês neste grandioso momento. Já visitei várias vezes a escola, sempre saindo de lá sorridente, contente, feliz e orgulhoso de ver cada um de vocês cada vez maior, mais inteligente, mais forte e mais feliz. A minha alegria de hoje, porém, ultrapassa a todas as outras: vocês, jovens, promissores, cheios de talento e sonhos, se formam. Queridos Formandos, meus parabéns por essa vitória, e que ela seja apenas mais uma conquista na bela caminhada de cada um de vocês. Vocês, queridos, são o nosso futuro, o nosso sorriso, a nossa vitória.
Dou como singelo presente para cada um de vocês uma medalha e um livro: "Cadu e os Antigos Segredos do Colégio", que escrevi e ilustrei pois levo minha escola no coração, para sempre - assim como vocês sempre cultivarão o Sítio do Pica-Pau Amarelo como uma boa lembrança, como um ótimo momento na vida de vocês - tenho certeza de que ele será apenas mais um entre tantos.
Muito obrigado."
Tenho andado numa fase criativa muito boa (graçazadeus!) e bastante ocupado (aindabem!), então meu tempo pra postar no blog diminuiu muito mais do que eu gostaria :/
Mas, para sanar minha dívida com a sociedade (haha), vou dar dicas rápidas de filmes... Então, a partir de agora, quando vocês entrarem no blog e não tiver nada de novo, aluguem algum desses filmes. Combinado?
"Um louco apaixonado" e "500 Dias com Ela" são comédias românticas, coisa que eu detesto - mas me diverti muito com os dois. O primeiro é uma espécie de "O Diabo Veste Prada" para meninos, e o segundo é o filme que toda comédia romântica deveria ser - e, até certa extensão, um belo plano de relacionamento.
O francês "Amar não tem preço" é revoltante. Não gostei. Fala sobre tudo que me irrita na sociedade: prostituição fingindo ser amor, gente interesseira, gente medíocre, etc, etc, etc. Tem a Amelie Polan, mas é irritante - o que soa contraditório, mas é verdade.
"A Vida dos Outros" e "Os Falsificadores" são filmes maravilhosos, pesados, densos, inteligentes e inquietantes. Recomendo ver os dois - mas não no mesmo dia, porque é bom digerir com paciência cada um.
"Atividade Paranormal" é o filme menos assustador do mundo. Todas as cenas que poderiam assustar uma criança de 3 anos já foram exibidas no trailer, então nada te surpreende - a única coisa surpreendente do filme é sua total falta de clima e clímax. Algo como beijar uma tábua, só que sem as felpas. Horrível, decepcionante - a frase "não assista sozinho" no cartaz certamente era uma campanha para levar mais gente ao cinema, e não uma campanha para não matar os espectadores de medo.
O filme da série "Reno 911" segue a receita original e diverte, mas de forma ainda mais satisfatória. Pra quem conhece e gosta da série é um prato cheio. Pra quem não conhece a série é uma bela iniciação. Pra quem conhece e não gosta da série, bom, eu recomendo tomar uma aspirina, porque é dos seriados mais levemente-divertidos-e-idiotamente-engraçados da TV.
Se você faz parte do grupo de dez pessoas que ainda não viram "O Curioso Caso de Bejamin Button", veja. Até ontem eu fazia parte do seleto grupo, mas estou feliz de ter saído. É uma ótima adaptação do texto original, um daqueles filmes que te coloca de frente com a questão mais fundamental da vida de forma contundente e irrecusável (sendo essa questão a morte, não o imposto de renda).

O escritor Carlos Augusto Pessoa de Brum, de 22 anos, fala de tudo um pouco - desde literatura até festas, desde filosofia até shows e desde cinema até música -, sem perder o bom humor... Bom, pelo menos tentando não perder o bom humor Sugestões, dúvidas ou críticas? Mande um e-mail LIVROS DO AUTOR


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