Cobradores e motoristas de ônibus da Grande Florianópolis e do transporte rodoviário estadual se reuniram em três assembleias nesta quinta-feira para discutir os itens da pauta de reivindicações da categoria para 2010.
Segundo o secretário de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano na Grande Florianópolis (Sintraturb), Antônio Carlos Martins, 75 itens da pauta foram aprovados.
Entre as reivindicações estão o aumento real de 5%, mais reposição da inflação; garantia de emprego para os cobradores; aumento do vale-alimentação para R$ 340; fornecimento de uniformes de verão para os trabalhadores e pagamento de anuênio (aumento de 1% do salário a cada ano de trabalho do funcionário) para toda a categoria - hoje, cerca de 40% da categoria tem esse benefício.
Martins afirma que o próximo passo é encaminhar o documento ao secretário de Transportes, ao Setuf e ao Setpesc, sindicatos que representam os patrões da categoria. Eles também pretendem voltar a conversar sobre a participação da categoria no lucro (PL) das empresas.
A pauta será entregue na próxima semana. A partir daí, devem começar as negociações.
Vai começar o ano de mobilizações de motoristas e cobradores de ônibus da Grande Florianópolis e do transporte rodoviário estadual. Nesta quinta-feira, em três assembleias no auditório da Catedral, no Centro da Capital (às 9h30min, 15h30min e 19h), o Sintraturb vai discutir com os trabalhadores a pauta de reivindicações que vai apresentar aos patrões. De acordo com o dirigente sindical Deonísio Linder, a lista tem mais de 70 itens. Ele explicou que o objetivo é aprovar a pauta, fazendo os ajustes que forem sugeridos pelos representados. Na semana que vem, o Sintraturb deve entregar o documento para os sindicatos patronais. A partir daí, serão iniciadas as negociações. A data-base da categoria é 30 de abril. Deonísio afirmou que, até lá, quer ter assinado o acordo com o Setuf e Setpesc, sindicatos que representam os patrões, o acordo da categoria, sem a necessidade de greves e paralisações. Alguns itens que serão discutidos: — Aumento real de 5%, mais reposição da inflação — Garantia de emprego para os cobradores — Aumento do vale-alimentação para R$ 340 — Fornecimento de uniformes de verão para os trabalhadores
A paralisação relâmpago que pegou usuários de ônibus da Grande Florianópolis de surpresa na manhã de sexta-feira, não deve se repetir neste sábado. Pelo menos isto é o que garante o secretário de comunicação do Sindicato dos motoristas e cobradores da Grande Florianópolis (Sintraturb), Antônio Martins.
Ele diz que a categoria não prevê a suspensão dos trabalhos durante todo este dia e que, provavelmente, também não haverá paralisação no domingo. Porém, ele alerta que a partir de segunda-feira, motoristas e cobradores poderão cancelar os serviços de transporte coletivo em qualquer momento, novamente sem aviso prévio.
A paralisação de sexta-feira foi um protesto contra a demissão de um funcionário da Estrela. Mais de cem ônibus da empresa, que faz a ligação Ilha-Continente e opera em alguns bairros de São José, ficaram na garagem das 5h às 8h30min.
A empresa de ônibus Estrela, envolvida na paralisação de três horas e meia na manhã desta sexta-feira na Capital, considera o movimento do Sindicato dos motoristas e cobradores da Grande Florianópolis (Sintraturb) ilegal.
Em nota de esclarecimento, a empresa alega que não houve aviso prévio, nem assembleia da categoria para que houvesse a paralisação.
Leia na íntegra a nota de esclarecimento:
A empresa Estrela vem a público esclarecer que considera a paralisação, ocorrida no início da manhã de hoje, ilegal. A manifestação promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores desrespeitou liminar que proíbe o bloqueio da sede, dos veículos e do terminal operado pela empresa. Além disso, a paralisação ocorreu sem aviso prévio (exigência legal quando se trata de serviços essenciais, caso do transporte coletivo) e sem realização de assembléia da categoria.
Quanto ao funcionário que foi desligado da empresa, a orientação legal diz que membro do Conselho Fiscal não tem direito a estabilidade, pois sua função é de fiscalizar as contas da gestão do Sindicato. Há, ainda, uma decisão judicial que concede estabilidade apenas aos sete membros da diretoria e seus suplentes.
Sendo este o entendimento da lei, não há irregularidade alguma na demissão do referido funcionário. Respeitando os direitos individuais deste funcionário a empresa Estrela não se manifesta sobre os motivos específicos da demissão.
Transportes Coletivos Estrela
Florianópolis, 22 de janeiro, 2010.
O representante da empresa de transporte urbano Estrela, advogado Sérgio Borini, disse que a suspensão dos serviços prestados pela empresa na manhã desta sexta-feira, na Grande Florianópolis, foi provocada muito mais por sindicalistas, que bloquearam a saída dos ônibus da garagem, do que pela paralisação-relâmpago de funcionários.
Ele alega que grande parte dos motoristas e cobradores da empresa queriam sair do prédio onde os ônibus ficam estacionados, no bairro Capoeiras, na parte continental da Capital, mas teriam sido impedidos por integrantes do sindicato dos motoristas e cobradores da Grande Florianópolis (Sintraturb). A mobilização teria tido o apoio de alguns funcionários.
Diretores da empresa e a assessoria jurídica vão se reunir nas próximas horas para discutir medidas que devem ser tomadas contra o Sintraturb para evitar a repetição do incidente.
"Tem um ditado popular: chama a mãe que o pai tá doido. É assim que estou me sentido. Imagine a população", desabafou o vice-prefeito e secretário de Transportes e Terminais de Florianópolis, João Batista Nunes, em entrevista à rádio CBN/Diário no começo da manhã desta sexta-feira, ao tentar exprimir seus sentimentos sobre a paralisação de funcionários da empresa de transporte urbano Estrela.
Motoristas e cobradores cruzaram os braços das 5h às 8h30min, pegando os usuários do sistema de surpresa. A categoria protesta contra a possível aplicação de multas pela permanência dos ônibus no Terminal de Integração do Centro (Ticen) além do tempo permitido, e a demissão recente de um funcionário.
Para Nunes, a mobilização organizada pelo sindicato dos trabalhadores pode ser classificada, no mínimo, como um desrespeito à cidade.
Ele ressalta que o Sintraturb havia comunicado a possibilidade de paralisação na noite de quinta-feira e deu como prazo para o início dos protestos a sexta, dia 22. Como pararam às 5h, não houve tempo hábil para discutir o caso e impedir a parada, afirma o vice-prefeito.
— Não há sistema que se sustente com tantas paralisações. O povo não confia no sistema, que pode ir à falência. Não adianta gestores e empresas adotarem posturas pró-ativas se não há sinergia por parte dos funcionários — questiona.
Motivação desconhecida
Segundo o vice-prefeito, prefeitura e sindicato estariam negociando há cerca de 15 dias uma saída para o impasse provocado pela demissão do funcionário.
Ele alega que, em reunião recente, as partes já teriam chegado a um consenso com relação à fiscalização do tempo de permanência dos ônibus no Ticen. Ficou acordado que os veículos podem permanecer no local por 15 minutos para o embarque e desembarque de passageiros.
— Se não for cumprido o acordo a empresa é multada. E essa multa só é repassada aos funcionários se eles forem culpados pelo problema — explica o secretário, que ressalta o trabalho de fiscalização da prefeitura, que coloca Florianópolis como uma das únicas capitais do país que não tem transporte coletivo clandestino.
Sobre a demissão do funcionário, Nunes argumenta que o cargo não possui estabilidade e que não seria um caso de perseguição.
Secretário pede investigação
— É o chamado terrorismo branco, que não mata pessoas mas atingem aqui milhares de pessoas e ninguém faz nada. Os gestores sempre são apontados como culpados. Toda a hora eles param (trabalhadores) e a cidade fica numa insegurança total. Hoje, a população prefere ir ao trabalho de carro do que de ônibus. Nós sempre implantamos ações para melhorar, mas acabamos apontados como os culpados por tudo.
O vice-prefeito reclama do que chamou de "omissão dos poderes" e pediu a intervenção da Polícia Federal (PF) no caso.
— Não existe mágica. Deveriam investigar a prefeitura, empresas e, principalmente, o sindicato. (...) É impressionante como querem desqualificar o sistema relacionando o problema envolvendo um único funcionário. Por isso quem paga é a cidade.
A paralisação de motoristas e cobradores da Estrela pegou de surpresa, na manhã desta sexta-feira, os usuários do sistema de transporte urbano que costumam utilizar as linhas operadas pela empresa.
As linhas operadas pelos funcionários mobilizados ligam a parte insular e continental de Florianópolis, a Capital e São José, e alguns bairros do município vizinho.
Por volta das 8h15min, pessoas aguardavam a volta do serviço nas paradas de ônibus e no Terminal de Integração do Centro (Ticen). Era o caso de Rosinete de Souza, que tentava ir do Rio Tavares, no Sul da Ilha, para Coqueiros, na parte continental da cidade.
— Isso é um desrespeito com a população. Eles reajustam a passagem e o povo paga. Eles trocam os horários de ônibus e o povo colabora. E agora eles param. O povo paga, paga, paga e não tem retorno nenhum. Os prejudicados são os trabalhadores, as pessoas que têm médico, e tudo mais. O transporte coletivo tem que respeitar o passageiro — reclamava Rosinete, que às 8h45min contabilizava duas horas de espera pelo ônibus da Estrela que pretendia embarcar para chegar ao trabalho em Coqueiros, onde trabalha.
Sem ônibus, o jeito encontrado pela empregadora da mulher para não ficar sem o trabalho da funcionária foi custear a ida dela ao trabalho, de táxi.
Noticiário e a paralisação
Rosinete criticou a postura do sindicato dos trabalhadores que teria articulado a paralisação para a madrugada desta sexta sem avisar a população. Ela soube da mobilização por outros usuários do sistema de transporte, também prejudicados pelo protesto, quando chegou ao Ticen.
— As pessoas me falaram que eles (representantes do sindicato) deram entrevista para a RBS e anunciaram a possibilidade da paralisação. Se falaram isso, teriam que dizer que teria a paralisação. Eu saí do meu bairro e não tive como chegar no trabalho — finaliza.
Veja o que disseram os usuários do transporte que estavam no Ticen desde cedo ao repórter Gabriel Rocha:
Os ônibus da empresa Estrela, que estavam parados na garagem deste a madrugada devido à paralisação de motoristas e cobradores, voltaram a atender a população por volta das 8h30min desta sexta-feira. Às 8h55min, os passageiros que aguardavam no Terminal de Integração do Centro, em Florianópolis, embarcaram no primeiro coletivo que chegou ao local após o restabelecimento do serviço.
*Imagens do repórter Gabriel Rocha
Antes do anúncio da volta gradativa ao trabalho dos motoristas e cobradores da Estrela, que pararam as atividades às 5h desta sexta-feira na Grande Florianópolis, houve discussão entre dirigentes do sindicato da categoria e o advogado Sérgio Borini, representante da empresa.
Os ônibus não saíram da garagem pela manhã e um grupo de aproximadamente 200 motoristas e cobradores permanece no local.
A mobilização teria sido motivada pelas multas aplicadas aos ônibus que permaneciam no terminal de integração do Centro da Capital (Ticen)por muito tempo e pela demissão do conselheiro fiscal Ederson Borba — eleito em assembleia da categoria e que teria sido demitido há cerca de três semanas.
No bate-boca, Borini defende que não haveria estabilidade na função ocupada por Borba e que por isso a demissão é legítima. Ele apresentou aos participantes do protesto uma liminar judicial que determina a desobstrução dos acessos à garagem da empresa, o que permitiria o retorno ao trabalho pelos funcionários que não participam do movimento.
O Sintraturb alega que em nenhum momento os manifestantes impediram a entrada e saída de veículos e pessoas do local.
Veja imagens do encontro:
Dionísio Linder, do sindicato dos motoristas e cobradores da Grande Florianópolis (Sintraturb), anunciou que os ônibus da empresa Estrela vão voltar a atender a população a partir das 8h30min. Os funcionários da empresa paralisaram as atividades às 5h desta sexta-feira e, até as 8h15min, permaneciam na garagem da empresa no bairro Capoeiras, em Florianópolis. Com a mobilização, quem precisa se locomover de ônibus entre a parte insular e continental da Capital, e entre a cidade e São José, é prejudicado.
Dionísio diz ainda que segue o alerta de paralisação na cidade, com possibilidade de os funcionários cancelarem o trabalho novamente nesta sexta-feira. Ele também explica que outras empresas podem paralisar a partir de sábado, já que a luta para a reintegração de um conselheiro fiscal _ eleito em assembleia e demitido há cerca de três semanas — é de todo a categoria.

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