Tá certo, eu sei que meus palpites da rodada passada foram uma catástrofe. Não acreditei na superação do Metrô, por causa dos desfalques, desmereci a força avaiana na Ressacada _ e acreditei que a síndrome de CP do JEC tinha acabado _ e mantive a teimosia de não botar fé no surpreendente Imbituba.
Ou seja, uma vergonha. Como estava desaparecido aqui do blog desde então, mas não foi por isso, faço agora o mea culpa. Faz parte do show acertar, errar e errar muito feio, que é o caso. Mas não pensem que isso encerra a tradição dos palpites. Nem pensar! Estão aí os pitacos da oitava rodada, prontos para receber críticas, elogios ou simplesmente outros palpites. Vamos lá:
Joinville 4 x 0 Juventus
O pessoal do JEC ainda não deve ter encontrado o rumo da Arena depois da coça que levou na Ressacada domingo. Mas nesses casos, nada melhor que um joguinho em casa na sequência contra um saco de pancadas. Por isso, reabilitação à vista.
Imbituba 2 x 2 Criciúma
Quem diria que os dois times do Sul se encontrariam a essa altura do campeonato e o Imbituba seria o favorito do confronto? Pois é, o time da terra do surfe e das baleias já é, pra mim, a grande surpresa do Estadual, aconteça o que acontecer adiante. Mas apesar da superioridade atual do caçula, a camisa do Tigre merece respeito e vou de empate.
Brusque 1 x 2 Metropolitano
É final de campeonato para ambos. Só que tem uma diferença bem simples, o Metrô está na ascendente, enquanto o Brusque vai descendo a ladeira. O time de Blumenau precisa quebrar a escrita de jogar muito mal longe do Sesi (perdeu os três até aqui), enquanto o Brusque quer o contrário, voltar a somar pontos em casa (perdeu as três últimas). Vai ser jogão, mas acredito mais no embalo verde.
Chapecoense 1 x 1 Figueirense
O time do Oeste já é a decepção do turno, resta saber se a mudança de treinador será capaz de surtir algum efeito imediato. O Figueira está arrumando a casa aos poucos, mas ainda há muito por fazer. Jogo com cara de empate.
Atlético x Ibirama 0 x 1 Avaí
Um tomou uma piaba, outro aplicou uma coça no domingo. Motivações inversas na Baixada. Dito isso, a vitória é primordial para qualquer um deles. Vencer na Baixada é complicado, mas desconfio que o Avaí já conseguiu entrar nos trilhos (mais cedo do que o previsto) e, nesse caso, é favorito.
Pessoal, neste domingão de sol estarei ausente e não vou poder fazer o tradicional lance a lance de Metropolitano x Atlético, nem comentar os demais jogos. Além de uma folguinha para curtir a família, embarco para SP bem no horário dos jogos, para acompanhar nesta segunda-feira a passagem da Taça da Copa do Mundo pelo Brasil.
Se conseguir, mais tarde comento os resultados da rodada. De qualquer forma, meus palpites estão aí no post abaixo.
Faltei no meio de semana (e teve gente que disse que eu não quis arriscar palpite no clássico), mas estou de volta com os palpites da sétima rodada do Catarinense. Sem mais delongas, vamos a eles.
Criciúma 4 x 2 Brusque
É o famoso jogo da crise. Todo mundo querendo mostrar serviço para não aumentar a dor de cabeça. Resta saber se dessa vez o Viola vai viajar com o grupo ou se vai ter amistoso do Curingão outra vez? E o Suca? Se perder, cai? Eu acharia uma tremenda injustiça, mas vai depender da cabeça dos cartolas brusquenses, porque, pra mim, dá Tigre.
Metropolitano 1 x 1 Atlético
Grande jogo no Sesi. O Metrô manda bem em casa, e o Atlético vai melhor ainda quando está longe da sua torcida. O que pode pesar contra o time de Blumenau são as ausências do meia Mário André e, principalmente, do goleiro João Paulo, peça importantíssima (primordial, eu diria) do elenco. Os reservas dele são garotos, o que deixa um certo risco no ar. Vou de empate.
Juventus 1 x 3 Figueirense
O Figueira surpreendeu muita gente jogando bem no clássico de quinta-feira. Mas tem aquela história, contra o maior rival a história é sempre diferente. Será que o time do Márcio Goiano vai manter a pegada no João Marcatto? A favor, o fato de ter pela frente o saco de pancadas do campeonato, que ainda por cima vai todo remendado, já que teve três expulsos, fora os lesionados, no último jogo. Figueira na cabeça.
Chapecoense 2 x 0 CFZ Imbituba
O Imbituba já mostrou que vai incomodar muita gente nesse campeonato, mas ainda assim acho que o time do Oeste prevalece no Índio Condá, até porque precisa do resultado para espantar a crise.
Avaí 1 x 2 Joinville
Sinceridade, se isso aqui fosse Loteca, nesse eu cravava um triplo, tranquilo. Tem tudo para ser o grande jogo do campeonato até o momento, o encontro dos favoritos ao título. Mas não vou ficar em cima do muro, não. O Avaí é o melhor time do Estadual, logo é o favorito ao título lá em maio. Mas no turno nunca escondi que considerava o JEC o mais cotado, e mesmo que o empate na Ressacada seja bom resultado para o tricolor, tô apostando em vitória.
Avaí entrou como favorito no clássico, mas encontrou um Figueirense disposto a mostrar que não seria presa fácil. Quase conseguiu mais do que isso, pois só não venceu porque sucumbiu à pressão nos acréscimosFoto: Flávio Neves |
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Atacante trombador e filósofo da bola, Jardel disse uma das grandes verdades do mundo da bola: Clássico é clássico. E vice-versa.
Verdade que mais uma vez prevaleceu no clássico da Capital. O Leão entrou na condição de favorito, afinal o rival capengava no campeonato e fervilhava em crise dentro e fora de campo. Só que, em campo, só vale a rivalidade. E o Figueira, na estreia do interino e provável efetivado Márcio Goiano, mostrou raça e uma certa organização que ainda não tinham aparecido no Estadual. Só não venceu por causa de outra pérola do futebol: "o jogo só acaba quando termina".
O jogo no Scarpelli começou a mil por hora. O Leão marcou logo aos 5 e deu a impressão de que a possibilidade de um novo créu era real. Só que aí apareceu Willian, e o praticamente estreante marcou duas vezes em cinco minutos, o primeiro uma pintura, e o segundo não menos belo, na raça, virando o clássico. A essa altura, o alvinegro era melhor.
Superioridade que prevaleceu por boa parte do jogo. Sávio, outra vez mera figura decorativa, saiu no intervalo. Precisa ainda de muito ritmo de jogo para mostrar o que sabe (ou ao menos sabia). Na etapa final, o Avaí ensaiou pressão, o Figueira segurou como deu. Nos acréscimos, porém, quando já tinha festa na galera, o jovem Medina foi decisivo mais uma vez. Sofreu o pênalti (desnecessário, mas que ocorreu) que Leonardo converteu (e Wilson quase pegou). Tudo igual no clássico. Foi melhor pra alguém? Na tabela, não. No jogo, para o Avaí, que evitou a derrota no apagar das luzes. Mas o Figueira também tem algo a comemorar, apesar do golpe no finzinho: não perdeu, o que muita gente dava como certo. E jogou bem, prenúncio de reação.
Nos outros jogos da quinta-feira, o Joinville fez o que dele se esperava: venceu o Metrô em casa e retomou a liderança. Está praticamente garantido na semifinal do turno. Apesar do 3 a 1, o jogo não foi moleza. O Metrô fez bom jogo, mas pecou na arriscada tentativa de jogar com três zagueiros após um único treino. As falhas foram fatais lá atrás, já que o time marcou o primeiro gol fora de casa, outra vez com o argentino Trípodi, e em alguns momentos foi até melhor em campo. Pior do que a derrota, a terceira em três jogos longe de casa, foi o prejuízo que vem junto da Arena: as expulsões de Mário André e do goleiro João Paulo (esse num lance bobo, bobo...). Vão fazer muita falta no jogo de domingo, contra o Ibirama, no Sesi, onde o clube agora tem obrigação de manter os 100% se ainda sonha com algo no turno. No gol, por exemplo, Davino terá que escolher entre dois garotos, Charles ou Tiago. uma tremenda fria para ambos.
E no outro jogo, o Imbituba reencontrou o Juventus, que subiu com ele da Especial, e mostrou o quanto eles se distanciaram desde então. Terceira vitória do time em casa, enquanto o lanterna Juventus, que terminou o jogo com sete jogadores em campo, caminho decidido de volta para a Segundona.
Pessoal, antes que alguém se preocupe achando que fui sequestrado ou algo do tipo, deixo aqui uma explicação para a ausência do já tradicional lance a lance do jogão entre JEC x Metrô, na Arena.
Problemas de instabilidade na internet durante todo o dia me impediriam de fazer uma transmissão em tempo real, com a participação na hora de todos vocês, como sempre. Então achei por bem não fazer dessa vez. Vou acompanhar o jogo e mais tarde coloco aqui minhas impressões do confronto.
Desculpem pelo transtorno, como diria o Willian Bonner (hehehehe).
Entra ano, sai ano, e os clubes brasileiros estão diante de uma montanha de dívidasFoto: Divulgação |
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Discussão recorrente quando o assunto é futebol é o tamanho do endividamento dos clubes brasileiros. Sabe-se que ele é grande e não poupa nem os mais organizados, mas esta lista, atualizadíssima, esclarece de fato a situação. Uma auditoria independente, feita para o site Futebol Finance, foi divulgada nesta semana, já com números referentes a 2009. E traz uma conclusão desanimadora: apesar do processo de profissionalização dos clubes estar caminhando, mesmo que lentamente, e de ações como a Timemania, a dívida não para de crescer. Eis a lista dos 20 maiores:
Clube Dívida (R$ milhões)
1º Vasco 377,854
2º Flamengo 333,328
3º Fluminense 320,721
4º Atlético-MG 283,334
5º Botafogo 265,424
6º Corinthians 255,164
7º Palmeiras 197,229
8º Internacional 176,906
9º Santos 175,565
10º Portuguesa 155,598
11º Grêmio 154,638
12º São Paulo 148,380
13º Cruzeiro 131,578
14º Vitória 91,313
15º Coritiba 52,994
16º Náutico 49,857
17º Atlético-PR 37,028
18º Paraná 27,303
19º Figueirense 10,940
20º São Caetano 3,137
Algumas considerações:
- O Vasco desbancou o Flamengo do topo da lista, mas isso tem explicação. É que durante os anos negros da gestão Eurico Miranda os números eram manipulados, maquiados. Ao assumir, Roberto Dinamite botou tudo a limpo e mostrou a verdadeira situação do clube. Tem, agora, um tremendo pepino pela frente para resolver.
- O fato de os quatro grandes do Rio estarem no Top 5 (três no pódio e o Botafogo em 5º, só o Galo se intromete entre eles) não me espanta. Aliás, espanta alguém?
- Como a Portuguesa consegue dever tanto?
- Até Inter, São Paulo e Cruzeiro, reconhecidamente os mais organizados do país, têm dívidas grandes.
- Como o Corinthians, que há 5 anos teve um dos maiores aportes de dinheiro da história, da MSI, e antes disso teve da Hick's Muse, consegue acumular tanto passivo? Essa eu sei a resposta, mas deixo para o leitor tirar as próprias conclusões...
- E o Figueirense, ein? 10 milhões é muita grana para um clube do porte do alvinegro da Capital. Alguém explica essa?
Estava prometida para essa segunda-feira a confirmação que pararia Ibirama. O Atlético anunciaria um nome de peso (e não era o Ronaldo) para o ataque, surfando no sucesso da onda Viola em Brusque.
Hoje, porém, o discurso foi outro. O clube confirma que busca reforços, um zagueiro e um atacante, mas desconversa sobre o tal "atacante de renome nacional". O supervisor Biro-Biro disse que nunca houve nada disso, até porque, segundo ele, não haveria dinheiro no clube para tal investimento.
Mas este blogueiro apurou com uma fonte que conhece muito bem a Baixada que houve, sim senhor, um contato para trazer uma estrela. E seria o atacante Denílson, ex-São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Seleção e atualmente peladeiro oficial. Um contato pelo menos existiu, mas como Denílson acabou acertando a ida para o futebol grego na semana passada, os planos naufragaram. A princípio, a ideia de trazer algum famoso está engavetada.
Engraçado foi ouvir algumas pessoas do clube argumentando que o engano partiu da imprensa, que teria trocado as bolas. Entendeu Denílson quando na verdade o time do Alto Vale negociava a volta do ídolo Lenílson, que de fato se concretizou.
Tá bom, me engana que eu gosto.
Joinville assumiu a liderança ao vencer o Atlético, em Ibirama. E, para este blogueiro, já garantiu a primeira vaga na semifinal do turno. Restam três lugares, e o trio do Vale é sério candidatoFoto: Fabrizio Motta |
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Antes de o campeonato começar, eu havia dito que o desnível incial do Catarinense, com umas equipes com muito mais tempo de treinamento do que outras, daria aos chamados pequenos a chance de aprontar nesta primeira etapa, o turno, já que os ditos grandes usariam a fase para experimentar e acertar o time para o returno e a reta final.
Disse isso no primeiro post de 2010, e é exatamente o que está acontecendo. Tá, o líder Joinville não é pequeno, mas em relação aos demais tem a vantagem de ter formado a base na Copa SC, no fim de 2009. Era o favorito ao turno e está correspondendo. Após a semana com vitórias maiúsculas contra Brusque e Ibirama, ambas fora de casa, o tricolor do Norte, na minha opinião, é o primeiro time garantido na semifinal do turno. Restam três vagas.
Hoje, elas seriam do trio do Vale. Atlético, Brusque e Metropolitano fechariam o G-4, o que pode perfeitamente repetir-se daqui a quatro rodadas, quando serão definidos os semifinalistas. Os três são os que estão melhor aproveitando a vantagem de "largar melhor", digamos assim.
O Metropolitano na base das vitórias magras em casa. Até aqui só venceu no Sesi, sem tomar gols, mas só perdeu fora. Vai precisar melhorar isso se quer mesmo avançar. Pega Joinville e Avaí longe do Sesi, e ao menos empates serão necessários. Em casa, precisará manter os 100% nos clássicos contra Atlético e Brusque.
Atlético e Brusque, aliás, pra mim são as surpresas positivas. Eram incógnitas antes de a bola rolar. O Brusque até começou muito mal, tomando um vareio dos reservas do Avaí, mas a partir daí engrenou. O Atlético, mesmo com a derrota em casa neste domingo, mostrou que tem time para brigar na parte de cima. Quarta-feira, eles se encontram no Augusto Bauer. Promessa de jogão.
Dos grandes, quem ainda pode estragar os planos do atual G-4 é o Avaí. Mesmo ainda se acertando, o Leão tem atualmente elenco e estrutura superior aos demais, é inegável, e pode chegar mesmo sem força máxima.
Importante ressaltar que é importante ao trio do Vale concentar forças nestas quatro últimas rodadas do turno e buscar de fato a classificação. Porque, no returno, a tendência é de que os grandes, e incluo aí o Criciúma, Figueirense e a Chapecoense, vão vir mais fortes e querendo recuperar o terreno perdido.
Metropolitano marcou o gol do jogo logo aos 34 segundos e perdeu outras chances de construir uma vitória mais folgada no SesiFoto: Gilmar de Souza |
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Atualização dia 1/2, às 16h - É, não aguentou. Renê é o mais novo integrante da fila dos desempregados da nação. O tempo foi curto, mas em compensação no período que ficou o técnico não mostrou a que veio. Que o Figueira volte aos trilhos logo, porque a coisa anda feia no Scarpelli.
Sobre a rodada, falarei mais tarde. Em resumo, por enquanto, o jogo do Sesi. Grande vitória do Metropolitano, que manteve os 100% em casa com o 1 a 0 sobre o Figueirense.
Quem chegou atrasado não viu o primeiro gol do argentino Trípodi pelo Verdão, logo aos 34 segundos de jogo. Depois disso, o que se viu foi um massacre do time da casa. Bola na trave, gols perdidos, Wilson salvando o alvinegro. Um primeiro tempo pra torcida verde não esquecer. Só não foi perfeito porque gol mesmo só houve um, o time segue perdendo muitas chances.
Trípodi entrou e precisa ficar, tem qualidade, raça e faz o que andava faltando: bota a bola pra dentro. Quando não faz, leva perigo, assusta a zagueirada. A tendência é de que melhore de acordo com o avanço da condição física, uma grande notícia para a torcida verde.
No segundo tempo, o jogo caiu demais, até pelo calor absurdo que fez em Blumenau neste domingo. Como o Metrô fez o dele, administrar o resultado, o problema foi o Figueira. O time pareceu incapaz de reagir. Até Junior Negrão, o bom atacante alvinegro, fez turismo por Blumenau. Mal pegou na bola.
A pergunta que fica é óbvia: há quatro jogos sem vencer, e com atuação abaixo da crítica em todas, e com clássico com o Avaí no Scarpelli pela frente, na quinta-feira, o técnico Renê Weber vai se segurar no cargo? Sempre sou contra mexidas logo no começo do campeonato, mas entendo que a pressão sobre o técnico, que já chegou como uma aposta arriscada, pode tornar-se insuportável. Ah, e antes que alguém pergunte, não apostaria nem um centavinho furado na possibilidade de rebaixamento do Figueirense. No turno já era, mas há todo o returno pela frente.
Mas sobre a rodada, como eu disse, falo mais tarde, após o jogão da Baixada.
A opinião e a análise sem meias palavras do editor de Esportes do Santa, Rodrigo Braga, sobre o que rola no mundo esportivo. Destaque para o futebol, mas nenhuma modalidade deixará de merecer um pitaco. Fale com o blogueiro No Twitter:
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