Adoro quando meus pais vêm me visitar porque acabo fazendo o que eu não costumo fazer normalmente: curtir a cidade como turista. Ontem mesmo passeamos pelos parques, fomos ao Gasômetro e fizemos o passeio de barco pelo Guaíba, que estava lindo de morrer. Hoje, apesar da chuva, vamos passear pela Zona Sul e visitar o museu Iberê Camargo. Para amanhã e depois, mais alguns passeiso e pelo menos uma churrascaria tradicional.
Fica uma observação: é uma pena que muitos dos turistas que chegam no Salgado Filho peguem um ônibus de excursão direto para a Serra e fiquem sem conhecer Porto Alegre.
E nunca mais voltei. Sim, faz um tempão que eu não venho aqui. Não tem desculpa, eu sei. Mas é que há momentos que simplesmente não dá.
Talvez tenha me dado uma certa gastura de internet. De vez enquando blog cansa, twitter enjoa, flickr enche a paciência. Nas últimas semanas (ou meses?), fiquei mais olhando do que digitando. Aliás, nem olhando, viu? É que às vezes internet pra mim é igual viagem pra SP - só dá a trabalho.
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Acho que também me deu uma certa preguiça do verão gaúcho. E agora que ele está indo embora (e já vai tarde), meu ânimo para outras bobeiras da vida, como isso aqui, talvez esteja voltando.
Não que o verão tenha sido ruim. Muito pelo contrário. Apesar da primeira experiência no mar gaúcho não ser tão empolgante assim, posso dizer que nos 10 dias que me joguei no litoral, tive sorte: peguei condições climáticas perfeitas e mar surpreendente (em tempo: comparadas com a experiência anterior).
O problema da preguiça não é exatamente o verão em si, mas a distância entre a minha cama fresquinha e fofinha e a praia, especialmente nos 80 dias do verão em que não há casa alugada. E a ansiedade da expectativa que as correntes marítimas estejam favoráveis para a transparência nos outros 10 dias. Afinal, de que adianta percorrer uma centena e meia de quilômetros por uma casa com o colchão mofado, cupins e goteiras pra pegar um mar de lodo?
É nesse ponto que meu lado consumista começa a aflorar, e eu já fico querendo uma casa com pedra canjiquinha, vidros verdes, grama japonesa bem aparada e piscina com borda infinita de pastilhas vidrotil. E férias de três meses. Desta forma, poderia curtir o verão sem estresse e sem depender dos caprichos da mãe-natureza. Mas se eu pudesse ter tudo isso, iria para a Polinésia Francesa, não é mesmo?
Às vezes eu tenho certeza que não nasci pra ser uma pessoa romântica. Porque não consigo ver um belo pôr do sol sem abstrair que aquilo ali é uma bola gigantesca incandescente, a 150 milhões de quilômetros da terra, onde ocorre, por exemplo, fusão de átomos de hidrogênio (ti lindo), e que por acaso é o centro do nosso sistema solar. E pensar nisso me dá um medinho...
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Olha, eu até que me esforço, mas não consigo entender as pessoas que inventam amarrações bizarras pros biquinis. Não é porque biquini é um troço pequeno que sua modelagem não deve ser, digamos, preservada. O que é pra amarrar no pescoço, me melhor amarrar no pescoço, e não nas costas. O que é pra amarrar nas costas, é melhor amarrar nas costas, e não na parte de baixo do biquini.
Se não quer ficar com marca, é melhor ir logo pra uma praia de nudismo ou então vai fazer bronzeamento artificial, oras.
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Acabo de ganhar de presente o livro 100 praias que valem a viagem, do Ricardo Freire, e tem tudo a ver com a experiência relatada no post anterior. Ironia pura, eu sei disso. Enquanto isso, meu amigo Giresse diz que o RS não tem as praias mais bonitas do Brasil, mas em compensação tem as mulheres. Se eu fosse homem, concordaria com ele. Mas como não sou, prefiro praias mais bonitas.
Fartos do maçarico que assola Forno Alegre, resolvemos, eu e o marido, desligar o ar-condicionado e passar o último sábado "na praia", numas de conhecer, curtir o clima de inferno com uma brisa marítima e fechar um aluguel de uma casa no carnaval.
Pausa para um comentário: no domingo, dia seguinte a minha primeira ida ao litoral gaúcho (na verdade é a terceira, mas Torres não conta), o caderno Donna ZH trouxe uma matéria dos lugares que fervem no verão: Punta, Rio e Floripa. Confesso que me bateu uma pontinha de arrependimento de alugar uma casa onde, teoricamente, o verão não ferve. Mas ok, a Gol não está vendendo passagens a 50 reais, então passou, passou...
Bom, chegando "na praia", fomos direto fazer um tour pelas imobiliárias pré-selecionadas aqui e aqui para não perder muito tempo. Roda daqui, procura de lá, achamos a casa com o melhor custo x benefício da ocasião, que ainda vinha com um plus a mais, um pequeno detalhe que não estávamos dando muita importância: a piscina.
Missão cumprida, fomos comer alguma coisa e, enfim, olhar a praia (praia aqui é = mar + areia). Chegamos, silêncio constrangedor. Olhamos um pra cara do outro e saiu ao mesmo tempo:
- C***lho, ainda bem que a p* da casa tem piscina...
O resto, a Cássia já contou aqui.
Ah, finalmente poderei comemorar o término oficial do meu inferno astral. Passô, passô. E foi por muito pouco que ele não me pegou. Sim, porque na condição de pessoa beach-houseless terei pequenos infernos astrais, ao menos nos finais de semana de verão. Praia não é um local com mar. Praia é um estilo de vida.
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Pensando na vida muito rapidamente e no meu ano novo particular, listei 10 desejos mundanos meus, misturando coisas que eu realmente quero e coisas que eu sei que jamais farei, terei ou serei. Na verdade, eu estava devendo uma listinha de 8 coisas para a Cynthia desde o ano passado, mas não rolou... Vamos lá?
1. Pilotar um avião
2. Aprender a tocar guitarra
3. Beber, e ficar bêbada ANTES de ficar enjoada
4. Comprar um Mini Cooper conversível
5. Ser menos ansiosa
6. Ter uma casa de frente para o mar
7. Conseguir dormir 4 horas por noite e viver muito bem com isso
8. Saber surfar
9. Falar francês fluentemente
10. Aprender a costurar AFU
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Um dia comemorarei meu aniversário como a Kate Moss. Certo que temos muito em comum (exceto a aparência, lógico. Conseguem ouvir as gargalhadas?).
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A melhor frase da semana:
"Robs, super fato, se eu fosse hetero, e nós fôssemos casados, Suri seria nossa filha."
Estava meio off, né? Meio não, toda off. Mas por uma boa causa: férias! E férias no verão!
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Por falar em verão, ainda bem que meu inferno astral acontece na minha estação do ano favorita. Ele passa batido e eu não sinto nadica de nada.
E de férias, então, coisa boa. Quero mais infernos assim, zanzando de leste a oeste do estado fluminense, de Búzios a Paraty. Nem chuva e engarrafamentos são capazes de transformar o inferno astral em inferno real.
As férias se foram, mas o inferno não pegou, não.
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Enquanto isso, uma placa num supermercado na região dos lagos - RJ dizia assim: "Comida para crianças".
Não, não eram papinhas nestlé ou cremogema, mas miojo, batatinhas, biscoitos Elma Chips, doces e refrigerantes. Suuuper saudável.
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Renovado meu estoque de biquínis durante as férias, agora tenho que gastá-los em algum lugar por aqui, desde que não incluam a infernal BR101, aviões e cloro. Acho que tenho poucas opções...
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Não vou ficar mais tanto tempo off. Prometo!
O fim do ano, aliás, o fim do mundo, é assim: todas as pessoas que você não viu durante o ano inteiro querem fazer happy-hours em dezembro, comovidas pelos festejos natalinos, como se o mundo fosse acabar em 1/1/doanoseguinte.
Happy-hours diversos sempre estão acompanhados de hidratos de carbono submersos em óleo quente, vulgo fritura, que podem aparecer na forma de batata frita, aipim frito, bolinho de bacalhau frito, bolinha de queijo etc. E bebidas alcoólicas, óbvio, tipo chopp, cerveja, espumantes etc.
Fritura e bebidas diversas na véspera do mês mais importante do ano em termos de emagrecimento - janeiro, verão bombando, sacou? - não combinam. Logo, temos que aumentar a frequência na academia, na corrida, no pilates, na musculação e na natação.
Além dos muitos happy-hours e do horário estendido na academia, vem o fato que temos que trabalhar muitas vezes mais do que o normal, porque, lógico, o mundo explode em 1/1/doanoseguinte.
E trabalhamos muito para comprar todos os presentes de amigo-secreto que surgem como gremlins molhados. Corremos para o shopping, brigamos por uma vaga no estacionamento e nos acotovelamos nas filas que se formam nos corredores dos shoppings, não antes de enfrentar hooooooooras de trânsito lento.
Amigos-secretos são eventos sociais muito agradáveis (ou nem tanto), assim como formaturas e festas de final de ano de empresas. E em alguns destes eventos temos que estar bem produzidas, então perdemos mais tempo no salão, porque é verão e não podemos apenas fazer a mão. Tem que fazer o pé pra aparecer bem tratado na sandália chique da estação (quanto ão!).
E continuando com o "ão", tem também a depilação, afinal é verão e não dá pra aparecer cabeluda na praia (aliás, não dá pra aparecer cabeluda NUNCA, nem no inverno mas gelado do mundo).
Praia? Ah é, tem que dar tempo de ir à praia! Mas pelo menos na praia a gente consegue ir depois do que o mundo acaba, né? Aff, dezembro é um inferno, mas no fundo, adoro!
Então a mulher chega em casa e encontra 5 bermudas jogadas sobre a cama. Pergunta pro marido:
- Que p. de zona é essa que você fez aqui? Por que todas as suas bermudas estão em cima da cama???
E o marido responde:
- A culpa é sua! Você que me ensinou a combinar roupas, eu tive que experimentar todas com essa camisa aqui. Agora aguenta.
Sim, é um fato real...
Ontem fiz minha primeiríssima aula de ioga, contagiada pela empolgação da Cássia.
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Hoje eu desejaria ter nascido uma tartaruga marinha, que respira uma vez só a cada hora...
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Só as pálpebras funcionam sem doer.
A pessoa decidiu manter a peruca longa até o casório da prima, daqui a duas semanas, no intuito de fazer um penteado bem bunito. Mas tá dando um nervoso...
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O cabelón é mantido em comprimento de miss desde os 30 anos. Sim, é a minha última chance de ter cabelo grande. Depois de uma certa idade não dá mais. É que o estilo Carmen Mayrink Veiga não me agrada muito.
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Mas eu acho que vou manter o cabelón até o fim do verão. Ainda tenho crédito...

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