É uma velha verdade que na política se pode muitas vezes aprender com o inimigo. Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917.
Para oposicionistas do PP, não se trata mais de tríplice aliança, mas “tripa aliança”.
Os deputados Renato Hinnig e Edison Andrino (PMDB) estão articulando uma reunião da Grande Florianópolis para o próximo dia 18, quando reafirmariam posição pela candidatura de Eduardo Moreira.
Prevalecendo candidaturas próprias ao governo pelo PMDB e DEM, o PSDB também lançaria candidato? Leonel Pavan de candidato a deputado federal, o tucano responsável pelo mandato tampão poderia buscar a reeleição?
Estaria Luiz Henrique querendo empurrar o prefeito Dário Berger de vice do senador Raimundo Colombo?
Se essa fosse a pré-disposição de LHS e Moreira, porque deixariam de participar da convenção nacional do último sábado, em Brasília?
Peemedebistas mais à esquerda, torcem por uma coligação com o PT. Chapa dos sonhos: Eduardo Moreira para governador, com Cláudio Vignatti de vice. Para o Senado, Luiz Henrique e Ideli Salvatti.
“Minha renúncia é chance zero. Zero e mais zero. E a possibilidade de o Luiz Henrique não renunciar, também é chance zero”. A declaração é de Leonel Pavan ao jornalista Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, de Criciúma.
O ex-governador e ex-senador Casildo Maldaner teve ontem uma conversa telefônica “dura” com o deputado federal Celso Maldaner, que com Paulo Afonso Vieira, compareceu solitariamente à convenção nacional do PMDB, no sábado.
Casildo fez questão de deixar claro que não ligou para Celso como irmão mais velho, mas como ex-presidente do PMDB catarinense por nove anos, além de presidente de honra do partido. Estranhou porque já o havia advertido na quinta-feira, quando se especulava de sua presença no encontro partidário.
Na avaliação de Casildo Maldaner, não se pode estabelecer um paralelo entre o comparecimento de Paulo Afonso e o de Celso Maldaner. “O Paulo é ex-governador, já Celso vai tentar seu segundo mandato de federal em outubro”, ponderou.
Desde que assumiu oficialmente a liderança do PP na Câmara, na última quarta-feira, a rotina do deputado federal João Alberto Pizzolatti já não é mais a mesma. A imprensa nacional, de olho na bancada pepista, tem agora em seu líder, uma nova fonte de informação em ano eleitoral. Hoje, Pizzolatti almoça com jornalistas da “Folha de S. Paulo”.
Os seguidos sobressaltos na gestão da Celesc, no governo Luiz Henrique, só reforçam a tese da privatização da empresa, sustentada por setores consideráveis da sociedade catarinense.
O afastamento do diretor Comercial da Celesc Distribuição, Dilson Oliveira Luiz, ocorrido na última sexta-feira, em reunião do Conselho de Administração, foi provocado face a um pagamento por ele autorizado, sem prévia consulta ao presidente Felipe Luz, ou ao diretor Financeiro, Arnaldo de Souza.
A empresa beneficiada, que responde pelo nome de Monreal, recebeu R$ 12 milhões na véspera da reunião do Conselho, numa operação que estaria eivada de irregularidades. Detalhe: o contrato com a Celesc, para cobrança de consumidores em dívida, deixou de ter validade assim que a estatal passou a contar com os serviços da Serasa. Dílson Oliveira, que foi escolhido diretor pelo voto direto dos empregados da empresa, terá que se explicar também ao Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público.
Numa iniciativa pioneira, o deputado estadual Antonio Derli Rodrigues da Costa está promovendo consulta on line entre os membros do diretório estadual do PPS. Acertou no encontro de ontem da executiva, pilotada pelo deputado federal Fernando Coruja, consulta referente ao pedido do Tribunal de Justiça para processar o vice-governador. Como o sinal verde ao Judiciário já foi dado pela unanimidade da Assembleia, Derli quer a opinião dos companheiros de partido sobre a proposta do deputado Pedro Baldisseira (PT), que defende o fim da autorização antecipada para processar o governador e vice. E a respeito de como deve votar na seqüência do processo.
O encontro do novo líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen, com o governador de São Paulo, José Serra, no Palácio dos Bandeirantes, avançou ontem pela noite. Na pauta, não apenas o papel que Paulinho desempenhará na articulação nacional em favor da candidatura presidencial do tucano, mas também os desdobramentos da Operação Transparência, em Santa Catarina. Leonal Pavan é correligionário de Serra.
Colunista de A Notícia, Cláudio Prisco, 47 anos, aprecia sem reservas a política de Santa Catarina, abrindo espaço para um debate marcado pela pluralidade. Fale com o colunista
priscop@terra.com.br

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