


Programação de TV é no hagah! Globo? Record? NET? SKY? TVA? Reveja os filmes que marcaram época
GALERIA DE PERSONAGENS HISTÓRICOS |
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Quase mais ninguém acredita (eu mesmo, algumas vezes, duvido) que esse BLOG tenha prosseguimento, pelo menos, na sua idéia original - falar de filmes antigos. Eu andei dando uns pitacos em outras áreas, dando um tom mais pessoa (como agora, por exemplo).
MOTIVOS
Primeiro para não deixar tanto tempo a coisa parada. Segundo, para apresentar, aos poucos, algumas opiniões, um tanto polêmicas.
Para não correr o risco de DELETAREM - APAGAREM - CANCELAREM - esse BLOG, vou escrever sobre uma novela (eu gostei desse negócio de me infiltar no universo dos "noveleiros")
A novela em questão (falarei dela em capítulos) é de 1989. Um ano tenso na história brasileira. Foi ano de eleições diretas (as primeiras depois da ditadura). Tinha o candidato collorido, o caudilho Brizola, o Lula lá (ainda sindicalista), Gabeira, Marronzinho e Enéas (a primeira aparição do homem do bordão mais famoso no século XX)
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QUE REI SOU EU?
Um grande texto do Cassiano Gabus Mendes, cheio de metáforas, ilações e interditos acerca da realidade brasileira da época. Vou passar um resuminho, coisa básica, para vocês se lembrarem. E na seqüência, destacarei alguns episódios.
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HISTORINHA
O ano é 1786, três anos antes da Revolução Francesa. Após a morte do rei Petrus II, o trono do reino de Avilan é assumido pela rainha Valentine, uma histérica que não estava preparada para o governo. No entanto, em seu testamento, o falecido rei revela haver deixado um filho bastardo, que teve com a camponesa Maria Fromet, e seria o herdeiro do trono.
A rainha Valentine é dominada pelos conselheiros reais: Crespy Aubriet, Gaston Marny, Bidet Lambret, Gerárd Laugier e Vanolli Berval, que com seu jogo de cintura comandam completamente a rainha. O único conselheiro honesto de Avilan é Bergeron Bouchet, que sofre com o assédio de Valentine. Ele é casado com a bela Madeleine, a única mulher do reino que sabe escrever, e tem ideais feministas. Madeleine é objeto do desejo de Ravengar, o bruxo da corte.
Na ausência do sucessor do trono, os conselheiros reais coroam o mendigo Pichot rei, como se fosse o verdadeiro filho de Petrus II. A armação é obra do misterioso Ravengar, o feiticeiro. Porém, há uma conspiração entre a classe pobre de Avilan, que busca derrubar o governo para instituir uma sociedade menos opressiva, já que o reino é corroído pela corrupção de seus governantes e injustiças sociais. Dentre eles está Loulou Lion, a dona de uma taberna que sabe a verdade sobre o filho do rei; e Corcoran, o bobo da corte, que é um rebelde infiltrado no palácio.
Mas o líder da revolução é Jean Piérre, que, ao descobrir que é o filho bastardo do rei, passa a lutar pela coroa que lhe pertence. Todavia, não só de heroísmo sobrevive Jean Piérre. Sua luta é entremeada por duas mulheres apaixonadas: a jovem Aline, e Suzanne, a bela esposa do conselheiro Vanolli Berval, que disputam o seu amor.
Completo hoje uma semana de desatualização (até aí nenhuma novidade, quem acompanha o blog, e sempre tem alguém, já sabe que isso aqui é uma cidade-fantasma, não por vontade, mas por digamos assim, ser uma marca). Quem quiser, que se acostume.
Pretendo prosseguir com a série intitulada Provocações. Na semana passada, destilei acidez em cima da seleção brasileira de vôlei. Alguém poderá questionar, mas o que isso tem a ver com Reprise de filmes??? Nada, direi eu. Mas o que esqueci de avisar, é que EXPANDI o conceito de Reprise. Além de filmes, podem entrar aqui (já ocorreu algumas vezes) séries, novelas, e até esportes. Sim, pois, como lembrou o meu colega PELADEIRO (o pseudônimo é para criar um Q de mistério), o fiasco da seleção feminina será uma REPRISE dos Jogos Olímpicos de Atlanta, Sydney e Atenas.
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PARÊNTESES
Para quem quiser acompanhar o caminho, descaminho desse tal Peladeiro, é só conferir o Inticando (blog de malucos da melhor qualidade), conferir o EU.FC (joguinho para sacanear o amigo que não manja nada de futebol nem dentro e muito menos fora do campo). Tá, chega
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PROVOCAÇÃO 2
Vou seguir no ramo esportivo - afinal de contas, Pequim 2008 já está batendo à porta. Dizem que sou secador do Brasil. Mentira. Sou realista, só isso. Alguém acredita em MEDALHAS de OURO do Tiago Pereira???? Ele tem que ficar FELIZ se obtiver uma vaga nas finais. Pan-americano não é medidor de nada. América Central não existe, e os EUA mandam seus piores alunos (é punição mesmo, o cara foi mal na Universidade, e como castigo é mandado para o PAN). Tá, vão dizer que o Gary Hall estava no RJ. Sim, estava, mas já com seus 30... Daí não conta.
A mãe dele vai voltar sem voz e ele sem medalha.
TORCIDA
Se alguém tiver chance (viram como não sou secador) é o César Cielo. O Phelps não tem como ponto forte a prova de velocidade - 100m rasos. Tem que ficar ligado nos sul-africanos e no nadador francês, os demais, sou mais Brasil.
AMARELÃO
Eu não sei o motivo, talvez seja histórico (vou pesquisar) mas sempre em uma edição dos Jogos, um de nossos grandes ídolos e esperanças (em especial nos esportes individuais, padece de AMARELÃO). Diz aí, quem você acredita que vá amarelar????
O MESTRE E SEUS PUPILOS |
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Life moves really fast. If you don´t stop to
look around once in a while, you can miss it.
Não sabe do que se trata? Não acredito. Tá, para você não precisar ficar pensando, eu vou direto ao ponto. Só 1 aviso: não vou seguir a ordem cronólogica do filme.
Essa é só 1 entre as milhares de FRASES FILOSÓFICAS proferidas por Ferris Bueller (Mathew Broderick), no filme que virou símbolo de uma geração: Ferris Bueller's Day Off, 1986 (Curtindo A Vida Adoidado).
O filme mostra um dia perfeito na vida de todo adolescente em idade escolar: o cara consegue matar aula, enganar o diretor da escola, os pais, passear com a namorada e o melhor amigo dentro de uma Ferrari, comer de graça num restaurante francês, enfim só curtir a vida (depois eu explico, mas o carro não era uma Ferrari)
A pergunta não é o que vamos fazer,
mas o que não vamos fazer.
Ferris Bueller é um baita malandro. O filme começa com ele fingindo que está doente para não ir à escola. Cheio de artimanhas, ele convence os pais de que está muuito doente. A irmã, Jeanie, fica puta da cara. Ela tenta, a todo custo, provar que o irmão é um farsante. E nunca consegue nada. Após os pais saírem, Ferris, se levanta da cama, vira para a câmera e conversa com o telespectador (EM O FEITIÇO DE ÁQUILA, rola a mesma coisa). A conversa gira em torno da receita para enganar os pais para matar a aula: Finjir uma dor de estômago e chorar bastante. Ele complementa: É infantil e estúpido, mas... a escola também é, e começa a pôr seu plano em prática.
Na seqüência, aparece o VILÃO da história: o diretor da escola, Ed Rooney (é o mesmo ator que fez um cientista que temo corpo tomado po um Alien em Howard, o Pato vindo do Espaço). Ed Rooney é um obcecado. Ele só pensa em pegar Ferris matando aula. O desespero em desmascarar Ferris é tão grande (pudera, o cara já tinha matado aula nove vezes naquele semestre) que Rooney chega a ir até a casa de Ferris. Lá, ele tem um contratempo com o cachorro do vizinho, perde um sapato, tem as roupas rasgadas, e de quebra, é atacado pela irmã de Ferris, na cozinha. Lá no final do filme, acabado e humilhado, ele caminha, todo estropiado, quando o ônibus escolar pará. Ele sobe, os jovens o olham com um ar de deboche, ele vai até o fundo do ônibus e senta-se. No teto do ônibus, está escrito SAVE FERRIS. SENSACIONAL!!!
Mais no final ainda, Ferris reaparece dizendo que o filme já acabou e que devemos ir embora...
Momentos marcantes
• A cena do professor (um velhinho bem acabado) fazendo a chamada é hilária: Bueller, Bueller, Bueller. Aí surge a interrupção de uma aluna dizendo que Ferris está doente. Ela ouviu de uma namorada de um amigo do amigo de um colega (é por aí). O professor agradece e segue Flyer, Flyer...
• O diretor Rooney recebe a ligação de George Peterson (pai de Sloane, namorada de Ferris Bueller). O cara, na linha, é na verdade Cameron (amigo de Ferris fingindo ser o pai da guria. Cameron só aceitou depois que Ferris institiu bastante). Ele pede para a sua filha ser dispensada em virtude do falecimento da avó. O diretor, macaco velho, fica desconfiado. Acha que é Ferris ao telefone e dispara: Sim, senhor. Traga o corpo da sua sogra, e liberamos a sua filha.
Nesse mesmo instante, a secretária recebe outra chamada, e tenta de todas as maneiras, fazer com que o diretor veja (ela está em desespero) e diz: Ferris Bueller está na outra linha.
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Aparece Cameron, com uma voz enfurecida, fingindo ser o Sr. Peterson. Fala em desrespeito e tal. O pobre diretor fica atônito. Então, ele libera a jovem para ir ao enterro da avó.
Na frente do colégio, está Ferris, vestido como um adulto esperando por Sloane. Ela o vê, acha engraçado e corre. Ele faz um sinal para ela diminuir o passo. Então, bem perto, ele a beija na boca. O diretor fica boquiaberto. Escondido no banco de trás, Cameron. Começa o passeio
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MAS não foi nada fácil Ferris conseguir passear de carro. Cameron relutou muito. Afinal, o carro vermelho, a tal Ferrari, era o xódo do pai austero de Cameron. O diálogo entre Ferris e Cameron também é muito bom.
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Ferris, Sloane e Cameron, quando chegam ao centro, deixam o carro numa garagem para irem até a parada. No que eles se viram, um dos guardadores (um tipo bem malandro, bah, total) pega o carro, chama um amigo e vai dar uma banda pela cidade. A quilometragem, uma das preocupações de Cameron, que diz que o pai é super detalhista e perceberia, vai lá nas alturas. Cameron• quase tem um treco (tenta se afogar na piscina, mas acaba, no final enfrentando o pai (isso não aparece no filme, só ficamos sabendo).
• Ao longo dofilme, o personagem vai mudando, tem uma crise catatônica (que, no fim, era só enganação) e termina mais confiante. E o mais importante: Cameron fica menos estressado, e mais feliz.
CENA HISTÓRICA!!!
Ferris Bueller, durante a parada de Chicago, cantando Twist and Shout (Beatles). O cara conquista o público. Todo mundo entra na dança. Lembra do grupo de negros dançando coreografado na escada? Não? Então você precisa ver o filme de novo!!!!!! O PAI DE FERRIS, no seu escritório, assiste a tudo da janela e até dança. Na TV, seu filho aparece, mas ele não o vê.
TENSÃO
Dentro de um táxi, Cameron, Ferris e Sloane estão presos num congestionamento. Do lado, o pai de Ferris. Cameron faz grunhidos para que Ferris se dê conta, mas, já é tarde: os dois se olham. No instante seguinte, é Sloane quem está na janela. O pai de Ferris fica perdido. Abaixado, Ferris faz a moça rir para o pai de Ferris e pergunta: O que ele está fazendo? E ela: lambendo o vidro do carro. Era sacanagem, óbvio.
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Depois do lance do carro, FERRIS, tem que correr para chegar em casa antes dos pais. Ele corta caminho por casas adjacentes, ainda rouba um churrasco de um vizinho, é, perto de casa, atropelado pela mãe e irmã, que voltavam da delegacia.
( Depois do lance dentro de casa com o diretor Rooney, a irmã de Ferris foi parar na delegacia para prestar depoimento. Lá, ela conhece o personagem de Charlie Sheen (drogatido total) Rola um clima e um beijo.
A mãe se abaixa bem na hora para pegar umas coisas e não vê. A irmã fica possessa. Ele então tem que correr mais ainda. E chega em tempo de se deitar na cama, e seguir com a farsa. Suado, a mãe ainda pensa que ele está com febre. A irmã, no fim, deixa assim mesmo.
CURIOSIDADES ACERCA DESTE CLÁSSICO:
• A Ferrari do pai do Cameron não é verdadeira. O carro era um MGB modificado. A companhia que modificou foi processada pela Ferrari pelo uso indevido do logotipo.
• As idades dos atores jovens do filme durante as gravações eram: Matthew Broderick (Ferris): 23 anos; Alan Ruckwas (Cameron): 29 anos; Jennifer Grey
(Jeannie): 25 anos; Mia Sara (Slone): 17 anos; Charlie Sheen (garoto da delegacia): 20 anos.
• Na Sessão da Tarde, a Rede Globo, de vez em quando, manda ver o filme. A voz de Ferris Bueller é dublada pelo ator Nizo Neto (o Seu Pitolomeu da antiga Escolinha do Professor Raimundo.)
As curiosidades a seguir foram extraídas do site Cinema Em Cena.
• Em um dos primeiros tratamentos do roteiro, Ferris tinha dois irmãos mais novos que ele.
• O ator Charlie Sheen (Top Gang - Ases Muito Loucos), que faz uma ponta como o viciado em drogas que Jeanie encontra na delegacia, ficou mais de 48 horas acordado antes de sua cena ser rodada, para dar a impressão de que realmente estava drogado.
• Ferris penetra no sistema de computação de sua escola e altera seu número de faltas. Em Jogos de Guerra, Matthew Broderick desempenha uma função semelhante. Como este filme foi rodado em 1983 e Curtindo a Vida Adoidado três anos mais tarde, esta ligação pode ser considerada uma referência ao seu personagem.
• Cindy Pickett e Lyman Ward, que interpretam os pais de Ferris, se casaram na vida real após as filmagens de Curtindo a Vida Adoidado.
1 - O título é uma referência direta ao programa exibido na TV Cultura e apresentado pelo Antônio Abujmara (não conhece o cara? Então, te liga, era o Ravengar, da saudosa novela Que Rei Sou Eu?).
2 - O título é também uma das característica pessoal. Vivo a fazer provocações - políticas, esportivas, sociais e culturais.
3 - O título é para lembrar de 4 escritores-jornalistas que eu admiro, e sempre que posso estou relendo. Por ordem cronólogica: Nelson Rodrigues, Paulo Francis, Juremir Machado da Silva (ele vai odiar saber que alguém gosta do que ele pensa e escreve, mas azar!!) e Diogo Mainardi.
4 - O título é para verificar se, eventualmente, (mesmo que nos últimos tempos tenha sido corriqueiro) fugir do tema principal do blog é proibido. Talvez eu receba uma mensagem alertando para os riscos, ou, talvez seja só paranóia. Veremos, veremos.
PROVOCAÇÃO e TEORIA
Muito bem, depois disso, vou expor algumas teorias provocativas. Vejamos se dá resultado (no caso, ver se alguém, retruca)
1 - Esportivas
Nunca iremos ver a seleção feminina de vôlei conquistar uma medalha de ouro olímpica. Nunca, repito. As "meninas do Brasil" são facilmente intimidadas, não possuem poder de reação algum, quando sob adversidade. O treinador, com sua voz e tática BUDISTA, só piora as coisas. Em momentos cruciais, o que falta é uns tapas, uns puxões de orelha, para acordarem. E não: calma, calma, vamos lá, fulana, você consegue...
Ao primeiro ponto desperdiçado, vem à tona todos os desastres: Atlanta-96 (briga homérica contra Cuba). Márcia Fú (onde diabos está essa???) com o dedo na cara da atleta de Cuba, Ana Moser, chorando desesperada, Ana Paula (com um enorme cabelo, foi presa fácil). Sydney -2000 (mais uma vez, fiasco diante de Cuba, ainda bem que foi só na quadra). Atenas-2004 - O INEXPLICÁVEL, O SOBRENATUIRAL DE ALMEIDA - personagem criado pelo Nelson Rodrigues para fatos sem explicação.
4º SET: Brasil x Rússia
Brasil vence por 23 a 19. O Brasil estava com 2 sets a 1 no jogo, ou seja, mais um ponto e estaríamos na grande final olímpica. Resultado: perdemos o quarto set por 25 a 23, e de ainda tomamos 15 a 13 no set desempate. Recordação: No tiebrake, perdemos, de novo, a chance de matar o jogo. Morremos. E na decisão do terceiro lugar, ainda bem, também perdemos. Nenhuma daquelas atletas mereciam ganhar nada, nem a passagem de volta, na verdade.
Então, quando o Brail perde um ponto, vem tudo isso à cabeça das atletas. E este ano, temos Fofão (olha o nome da jogadora!!!) como a líder. O temperamento das jogadoras - sempre atônitas - a falta de brio na hora decidir (sempre, ainda mais as "famosas" se escondem e deixam a bronca para as mais jovens). As experientes gostam é, depois do jogo, aparecer chorando na TV.
PEQUIM -2008
Te liga só. Hoje saiu o resultado do sorteio dos grupos nos Jogos de Pequim. O Brasil ficou com Itália, Rússia e Sérvia. Isso, ao menos, vai poupar, os torcedores de sofrerem por mais tempo. A agonia será breve.
Um triângulo nem tão amoroso assim... |
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Então, eu disse que colocaria um ponto final nessa história, e é por isso que estou aqui. Sem delongas, vamos ao que interessa:
José Wilker (na época ainda não usava ocúlos com armações coloridas), mas já representava sempre o mesmo papel (se alguém não concorda, azar!!!) O cara é sempre meio abobalhado, fala como se tivesse uma batata na boca, gesticula em demasia. E é Wilker que interpreta o famoso LUÍS ROQUE DUARTE, O Roque Santeiro. O cara é um artesão. Fazia santos em argila. Era noivo de mocinha (Lucinha Lins, filha do prefeito Florindo Abelha e D. Pombinha).
A LENDA
Roque Santeiro teria morrido em defesa da cidade de Asa Branca. Ele havia enfrentado o terrível bandido Navalhada, e numa batalha em frente a Igreja, teria levado a pior. Seu corpo nunca fora achado. O bandido, por sua vez, fio embora depois de saquear a Igreja.
O povo da cidade (pra variar) fez de Roque Santeiro um SANTO. Mas na real, passaram é a explorar a imagem dessa pessoa que teria morrido em nome da cidade. Ninguém se importava com Roque, essa é a que era a verdade.
Para espanto de todos, Roque Santeiro, decide voltar. Sua chegada é cercada de mistério. Só padre Hipólito sabe da verdadeira história. Porém, logo os demais "donos da cidade" tomam conhecimento e ficam putos com a situação. O mais preocupado é Sinhozinho Malta, poderoso fazendeiro da região, que vê ameaçado seu romance com a Viúva Porcina. Esta sustentou durante anos uma mentira criada por Sinhozinho de que ela teria sido casada com o santo. Para piorar, Roque fica hospedado na casa dela, despertando o desejo da viúva.
E não dá outra. Roque e Porcina (Regina Duarte) acabam engatando um romance. É verdade que Sinhozinho Malta dava suas escapadas também com D. Matilde (Yoná Magalhães, dona da boate SEXUS). Matilde é mulher liberada mas romântica, sua saida à rua, com suas "meninas"Ninon (Claudia Raia) e Rosaly(Ísis de Oliveira), agride a cidade, que vê nela uma degradação dos costumes. Ninguém sabe seu passado nem o motivo pelo qual se instalou em Asa Branca.
FINAL
O FINAL QUE a Globo exibiu, na época, Roque Santeiro fica sozinho. Vai embora no avião enquanto Porcina decide ficar ao lado de Sinhozinho Malta. Na reprise - Vale a Pena Ver de Novo - o final foi outro. Porcina foge com Roque Santeiro.
MAIS COISAS.
A história do Lobisomem, foi talvez, a primeira inserção do universo fantástico de Aguinaldo Silva. Ele foi um dos contribuidores como roteirista. Depois disso vieram O Cadeirudo, o cara da lua-cheia, a mulher que atacava as mulheres em Tieta, o Sufocador. Não está na ordem, eu sei. Nem percam tempo mandando comentários corretivos.
O LOBISOMEM perseguiu de forma impiedosa a personagem Ninon ( CLAUDIA RAIA). Ela era atacada direto no cemitério. No final, descobre-se que o lobisomem era o delegado (Mauricio Nabuco). O cara usava uma máscara tosca pra caramba. Na cidade, todos desconfiavam do professor Astromar Junqueira - que está de volta às novelas em A Favorita. Confiram. O cara vivia em volta da Mocinha (doido pra acabar com a virgindade da moça). E todas as noites de lua cheia, o cara sumia antes da meia-noite. Era um tipo bem estranho.
AS MÚSICAS
Trilha Nacional:
Cópias mal feitas (Alceu Valença )
Isso aqui tá bom demais (Dominguinhos & Chico Buarque)
A outra (Simone)
Santa fé (tema de abertura) (Moraes Moreira)
Mistérios da meia noite (Zé Ramalho)
Sem pecado e sem juízo (Baby Consuelo)
Dona (Roupa Nova)
Indecente (Anne Duá)
Roque Santeiro (Sá & Guarabira)
Coração aprendiz (Fafá de Belém)
De volta pro aconchego (Elba Ramalho)
OUTRA BOA CENA
Ary Fontoura, encarnando o prefeito S. Flô. Mostrou seu talento ao ler o discurso de inauguração da estátua de Roque Santeiro só para prender o misterioso professor Astromar (Ruy Resende) em sua casa até meia-noite, hora em que a candice da cidade diz acontecer sua transformação em lobisomem. Enquanto espreitava o relógio, S. Flô solta um "iiih" que encheu a cena de graça. E Paulo Gracindo, com o Padre Hipólito, está perfeito.
DETALHE
Patrícia Pillar estréia na TV como a mocinha do filme (metalinguagem) que uma equipe grava em ASA BRANCA acerca da história de Roque Santeiro.
Bom, acho que tá de bom tamanho. Com certeza, já deu pra relembrar. Até uma próxima.
Depois de um longo período afastado (na verdade, esse não foi o primeiro, mas vá lá) para tratar de assuntos da esfera privada (o leitor nota um tom meio formal? É proposital.) retorno, de forma breve, sucinta para dizer algumas palavras:
1 - Nesta terça, dia 10, encerro a narrativa acerca da novela Roque Santeiro. Sei que falta o principal, o Roque, o professor Astromar e o Lobisomem.
2 - Vou, ainda esta semana, falar do filme que é a referência gráfica do blog: Curtindo a Vida Adoidado (na verdade, eu acredito que as pessoas acessem o blog apenas par ver se saiu algo sobre esse filme – referência cinematográfica dos Anos 80, e por isso, eu tenha adiado escrever, pois, será o fim dos leitores, dos poucos ainda por cima).
Agora, é chegado o momento de me retirar. Vim apenas para dizer: ESTOU VIVO, ME AGUARDEM.
Sinhozinho Malta, um homem temente a Deus |
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Eu tô espantado. Esse espaço está realmente parecendo um blog. A atualização, que antes dependia das Fases da Lua, das marés, agora parece QUASE normal. Eu disse quase, caso contrário, perco a minha marca: a surpresa da atualização. Dito isto, sigo para mais um comentário sobre Roque Santeiro (1985), novela de Dias Gomes, de enorme sucesso (parece que atingiu 90 pontos de audiência nos últimos capítulos) e que foi baseada na peça de teatro O berço do herói. (vai que alguém tá chegando agora, então fiz esse breve resumo).
Tá, ele já havia feito com enorme sucesso, Zeca Diabo na também antológica novela O Bem-Amado. Mas, Sinhozinho Malta é o personagem mais carismático do Lima Duarte, isso, eu garanto. O cara era cheio de bordões e trejeitos.
1 - Tô certo ou tô errado (balançando o braço, sacudindo a pulseira de ouro e relógio). Na trilha sonora, um barulho de chocalho de cascavel.
2- Minha santinha... (era assim que ele se referia a viúva Porcina)
3 - Sou um homem temente a Deus (sempre falava isso beijando a medalhinha que a santa mãezinha havia dado pra ele)
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E quem não lembra da cena CLÁSSICA em que, de quatro, imitando um cachorrinho, ele lambe a mão da Porcina. Os dos haviam brigado e ela tinha feito ele se humilhar para perdoar.
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Ok, mas cuidado. Não pense você meu ingênuo leitor que tratava-se de uma boa pessoa. Não. Sinhozinho Malta era tinhoso. Corrupto. Intimidava o prefeito,seu Florindo Abelha, encarava o Zé das Medalhas, batia de frente com a Igreja (padres Albano e Hipólito) Não media esforços para ver suas vontades e desejos realizados. Mandava dar fim e ponto. Tudo sem deixar pistas. O namoro da sua filha Tânia (Lídia Brondi, toda rebelde) com o padre mosca-morta Albano é alvo de críticas. Foi Chico Malta (a sogra sempre o chamava assim) enriqueceu na cidade Asa Branca às custas do mito de Roque Santeiro. Foi ele quem INVENTOU que Porcina era viúva de Roque. Tudo pq ele era casado. A mulher dele morrera em circunstâncias estranhas....
Ele se dizia APAIXONADO pela Porcina, mas sempre que dava, ia até a boate SEXUS - outro marco da novela - olhar as meninas cantarem: "Banana meu bemmm..... "
E lá, quem cantava? Ninon (Claudia Raia) Isis de Oliveira (Rosaly) e Yoná Magalhães (D. Matilde). Dona Matidel, aliás, teve um affair com Chico Malta, homem que se dizia fiel a tal santinha (Porcina). Se bem que essa também estava botando chifre em Sinhozinho. Ela estava caidinha pelo Roque Santeiro.
A boate Sexus era o antro da perdição. Ao menos era o discurso das moralistas (falsas, na verdade) da cidade. Dona Matilde contava com o aopio dos poderosos da cidade para manter aberto o ESTABELECIMENTO. Ela ainda era a dona da pousada aonde todos da equipe de filmagem estavam hospedados.
CENA CLÁSSICA - BOATE SEXUS:
As "meninas" da boate Sexus exibindo os traseiros para a dupla moralista D. Pombinha (Heloísa Mafalda) e Mocinha (Lucinha Lins) foi ótima. Deu um quebra-quebra. E foi nessa pancadaria, que Sinhozinho Malta perdeu a sua peruca, mas não a pose.
Tá, chega de novo.
Que estilinho hein!!!! |
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Quem é que não lembra dos berros da Viúva Porcina (Regina Duarte) chamando pela empregada???? Tremia tudo naquela casa brega, de cores berrantes. Aliás, Porcina, é um nome que remete à figura do PORCO. E não por acaso. Os modos da viúva não eram um primor. Vulgaridade, esse era o nome dela.
Acompanhe, a partir de agora, mais algumas lembranças de Roque Santeiro
PORCINA - Regina Duarte ainda fez até moda com aqueles laços de tule coloridos.
Morava em Salvador, onde era arrumadeira e se envolvia com os soldados que iam ficar na hospedaria em que ela trabalhava. Foi assim que se relacionou por uns dias com Roque. Um dia, conheceu Sinhozinho Malta, morador de Asa Branca e se apaixonaram. Chico decidiu levá-la para Asa Branca, mas tinha medo de ter problemas, porque era casado. Para resolver tudo, ambos inventaram a história de que ela era a viúva de Roque Santeiro, tudo para ela poder viver com Sinhozinho Malta. Roque Santeiro (José Wilker), quando retorna para a cidade, vai ficar escondido na casa de Porcina. Essa aproximação vai acabar despertando o desejo da viúva sobre Roque, que também não vai se fazer de rogado e partir pra cima. Mina (Ilva Niño), a empregada, vai ser cúmplice desse affair entre os dois. O mesmo vai ocorrer com Rodésio (Tony Tornado), o capanga fiel da viúva. É ele que cuida dos desafeto de Porcina. E no caso, de Roque Santeiro, este está avisado, se magoar a Porcina, já era!!
Mais personagens:
As figuras de Toninho Jiló (João Carlos Barroso), do cego Jeremias (Arnaud Rodrigues) e Gérson do Vale (Ewerton de Castro) também protagonizaram grandes cenas.
1 - Toninho Jiló sempre recepciona os turistas que chegam na cidade de Asa Branca com a mesma lorota. "E foi nessas águas que Roque Santeiro.... E foi bem aqui, na frente dessa praça que Roque Santeiro, para defender a cidade levou... Tudo pra conseguir um trocado. Ele é funcionário de Zé das Medalhas. Todo o city tour pela cidade acabava na loja de Zé das Medalhas.
2 - O cego, era na real, o personagem que realmente VIA as coisas da maneira mais correta. Com seu violão, sentado na frente da igreja, ele cantarolava metáforas da própria história que tava rolando. Ele era acompanhado por um menino negro, que se não estou enganado fazia o Buiú no programa A Praça é Nossa. Arnaud Rodrigues faz até hoje um quadro no programa do SBT, acho.
3 - Pobre do diretor. O cara nunca conseguia fazer as cenas. Ou Roberto Matias faltava, ou o tempo não ajudava, ou faltava luz, ou a verba... Pô, o cara sofreu.
PADRE HIPÓLITO
Paulo Gracindo (outro falecido, também de verdade!!). Puxa, essa novela é cheia de defuntos. Vou te contar. Opa, voltemos. O mestre Paulo Gracindo é o padre oficial da cidade de Asa Branca. Ele representa o poder religioso. Também é um dos que fica sabendo da volta de Roque Santeiro. Mais, na real, ele sabe que Roque NÃO HAVIA MORRIDO. É ele quem salvou Roque no dia do duelo com o bandido Navalhada - Oswaldo Loureiro - que em Xica da Silva, da extinta Manchete, interpretou Jacobino, um personagem bem o tipo do Navalhada. Hipólito fica louco quando descobre que Roque voltou. Ele tinha feito um acordo com o padre dizendo que não mais retornaria. A confusão tá só começando.
FLORINDO ABELHA E D.POMBINHA ABELHA
Ary Fontoura era o prefeito Florindo Abelha, representava, portanto, o poder executivo. Sua esposa, a metida, xereta, Pombinha Abelha - Eloísa Mafalda (o sobrenome abelha, tem a ver com abelhudo, metido), posa de carola, mas na verdade é uma depravada. O mesmo comportamento tem a filha Mocinha (Lucinha Lins). Mocinha estava noiva de Roque quando a história do seu relacionamento com a Porcina aparece. Logo depois, ele ainda supostamente morre. Ela decide então virar uma espécie de moça pura. Intocável. Pura balela!! D. Pombinha é na verdade quem manda na cidade (prefeitura). Seu marido não tem voz pra nada. Sinhozinho Malta manda e desmanda sobre ele.
A TRUPE DA VERDADE
Sinhozinho Malta (Lima Duarte), Zé das Medalhas, Florindo Abelha, Porcina e Padre Hipólito são os únicos que sabem que o estrangeiro que chegou na cidade, na verdade, é ROQUE SANTEIRO.
BEATO SALU
IMPAGÁVEL a atuação do falecido (pô, tô achando que todo mundo morreu!!!) Nelson Dantas. O cara é o pai de Roque Santeiro. E ficou completamente surtado, biruta mesmo, depois da suposta morte do filho. Vivia perambulando pela cidade profetizando o apocalipse. Falava toda hora de um cometa.Todo de branco, com uma barba lá nos joelhos. Ele vive isolado. Os moradores da cidade não o querem por perto. Lembro da cena em que Roque Santeiro vai falar com o pai. O velho berra, desesperado: SAI CAPETA, SAI DEMÔNIO, o meu filho morreu!!!
Personagens de uma obra-prima |
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De novo, fugirei do cinema. Quero espraiar minhas reflexões, sim, ainda são poucas, eu sei. Vou, com ou sem permissão, invadir o território dos noveleiros (direito de resposta nos comentários, ok!!?). Vamos retroceder no tempo. Estamos em 1985. A ditadura está ruindo. Com isso, Dias Gomes (mestre) consegue finalmente levar ao ar a sua novela Roque Santeiro. Tá, antes que venham me dizer que esqueci isso ou aquilo, adianto: sim, na década de 70, a novela havia sido censurada, e sim, a viúva Porcina era interpretada pela Betty Faria.
SÓ PRA CONSTAR:
Ok, agora o que talvez muuita gente não saiba, é que a história é de 1965 e, na verdade, é uma peça de teatro: O Berço do Herói. Claro, que aí mesmo é que não rolou de ser encenada. A ditadura era ferrenha, e a censura rolava solta.
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Roque Santeiro - 1985
Uma obra-prima. Dias Gomes, penso, conseguiu transpôr com maestria a peça para a TV. Vou, a partir de hoje, relembrar a novela.
Meta-história
Quem não se lembra da equipe de filmagem que passou um tempão na fictícia Asa Branca realizando um filme sobre a história de Roque Santeiro. Fábio Júnior, numa espécie de modelo de Jorge Tadeu (Pedra sobre Pedra), interpreta Roque Santeiro. O nome do seu personagem, antes de filmar como Roque Santeiro era Roberto Matias. Elisângela (Marilda) interpreta a mulher de Roberto Matias e chega na cidade depois para atazanar a vida do cara. Mas, para quem lembra, sabe que ele era um verdadeiro Don Juan - não deixava nenhuma mulher passar em branco. A equipe toda do filme ocupa uma pousada na cidade, que vira um caos. Várias revelações, mistérios ocorrem no bar da pousada, a única da cidade.
Padre Albano e Tânia
Outra trama bem interessante. O Cláudio Cavalcani (padre Albano) ok, faz o mesmo estilo do médium Alberto da novela A Viagem. Paradão, mosca-morta, cheio de dúvidas e medos. Mas lá de vez em quando ele curtia um affair com a filha do poderoso Sinhozinho Malta (Lima Duarte). E quem interpretava a Tânia, montadora de cavalos, toda metida a independente??? A falecida (em termos de novelas, por favor, sei que ela ainda vive!!!) Lídia Brondi. A moça vivia intensamente os Anos 80 - cabelos e roupas - da personagem eram o retrato da época.
Zé das Medalhas
Um personagem Antólogico do falecido (esse sim, de verdade) genial Armando Bógus. Zé das Medalhas era casado com Lulu (Cássia Kiss). O cara não deixava a mulher sair de casa, até mesmo do quarto algumas vezes. Ela é vista como uma vidente, pois teria visto Roque Santeiro nas águas de um rio (lamaçal, na verdade) perto da cidade. O marido, burguês, fica rico produzindo medalhinhas de Roque Santeiro. Zé das Medalhas, pai de 2 filhos, quer abrir negócios no exterior. Os filhos, se não me engano, nem nome tem. Parecem até os filhos de Fabiano e Sinhá Vitória, do livro Vidas Secas, do Graciliano Ramos.
Morte
Zé das Medalhas morre numa das cenas mais marcantes da novela. Preso na sua oficina, ele, sem querer, coloca em funcionamento a máquina de produzir as medalhinhas. Ele, acaba, então, enterrado por centenas de milhares de medalhas. Tipo, morto pelo pecado da COBIÇA.
Lulu
Cássia Kiss vai ter um envolvimento com Roberto Matias (Fábio Júnior). Ela vai se desesperar para conseguir se vestir melhor, por batom. O marido a deixa trancada. Ela passa um sufoco nas mãos desse marido.
O terror em forma de gosma... |
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Esse foi um dos filmes que eu fui assistir no cinema. Se bem me lembro, foi no antigo cinema Ritz (bairro Petrópolis, Porto Alegre). A febre do momento eram dos filmes de terror. Hora do Espanto, Hora do Espanto 2, Mosca 2, Sexta-feira 13, parte sei lá qual, todos eles eu conferi na tela do cinema. E depois, claro, revi mais uma centena de vezes (por favor, perdoem o exagero, mas foram muitas mesmo) em casa, na TV.
A BOLHA ASSASSINA - 1988
Antes de começar, aviso que trata-se de uma REFILMAGEM do clássico A Bolha, de 1958, do diretor Irwin S. Yeaworth (esse, por razões óbvias, não assisti). Sem muitos recursos técnicos para a época, o filme tornou-se um verdadeiro CULT MOVIE entre as gerações mais antigas.
Trinta anos depois, Chuck Russell, que dirigiu um dos episódios da série A Hora do Pesadelo, decidiu REFILMAR a história. Sei lá como era a versão de 58, mas na 88 (e aque agora já completou 20 anos!!!!) tinha violência pra caramba além de uns sustos. A bolha assassina não perdoava ninguém, mandava ver. Os efeitos até que não eram dos piores.
A HISTÓRIA
Arborville (cidade fictícia) é uma cidadezinha pacata. Todo mundo se conhece. O filme começa com a cena do NOVO carro de bombeiros da cidade. Se bem me lembro, a novidade no caminhão era a possibilidade de produzir neve, algum tipo de gelo, algo assim. Alguns moradores questionam a utilidade daquilo. Bom, já dá pra sacar que AÍ TEMMM!!!
TAKES SOBRE A BOLHA
É um pássaro? É um avião? É o Super-Homem? Não, não é. É o meteorito que carrega dentro de sim, a tal BOLHA ASSASSINA (er na verdade uma gosma nojenta). Lembram-se da brincadeira de geleka? Pois bem, era igualzinho. O meteorito cai num descampado. Passando pelo local, um velho mendigo metido vai conferir o que era. Ele chega perto, vê algo borbulhar dentro do meteorito. Chega mais perto, e aí: A GOSMA gruda na mão dele. Tá f...
Ele corre até um posto médico. Um casal de jovens tenta ajudar o velhinho, mas não conseguem muita coisa. Ele é devorado pela GOSMA, A BOLHA ASSASSINA. Quando um dos funcionários do posto entra no quarto para ver como está o paciente, ele já era. E no teto, a bolha espreita a próxima vítima. Sinistro!
A BOLHA fica cada vez mais sedenta de sangue (nutrientes). E ela também não pará de crescer. Ela devora todos os freqüentadores de um teatro, destrói um depósito de carne. Tem uma cena que a BOLHA mata, de uma só vez, 160 pessoas. Brincadeira!! A esta altura ela está gigante, invade a tubulação de esgoto e se desloca com enorme velocidade. Os militares (burros) cercam ela sob a tubulação e mandam balas e mais balas, granadas, lança-chamas. Tudo o que ela queria: CALOR. A bolha fica então sem controle algum e GIGANTESCA.
Enquanto isso, o governo já mandou os agentes químicos burocratas para isolar a cidade e ver o que tá pegando. Eles vão descobrir que a tal GOSMA, na verdade, era um experimento do GOVERNO que foi lançado no espaço. Sim, a Guerra Fria ainda não tinha terminado. Eles querem, a todo custo, caputar a bolha viva para análises.
O herói da história, Kevin Dillon, escapa da bolha com ótimas cenas. Ele consegue, de moto, fazer a manobra do globo da morte e enganar a bolha.
A bolha, parece, ter até inteligência. Ela cria tentáculos para capturar as vítimas. Sabe ser dissimulada. A cena trash do cara (cozinheiro do restaurante), que LITERALMENTE, entra pelo cano é uma prova. Ele examina a gosma, toca, aperta, e a bolha nada. O cozinheiro então relaxa. De repente, a bolha solta na cara dele, e o puxa ralo abaixo. É um banho de sangue. O casal de namorados, dentro do carro, também morrem de forma violenta.
TENSÃO
Kevin, num dos embates contra a bolha, percebe que ela foge do frio, recua. Acho que ele está num frigorífico, acho. Ele então tem a grande sacada: o caminhão de bombeiros. Na seqüência final, a bolha, em alta velocidade parte para cima dos últimos moradores. Kevin, arma o plano para jogar o caminhão em cima dela. Porém, algo dá errado. A tensão cresce. Ele está preso no caminhão, que tombou. A bolha avança. Ele consegue se livrar, e o caminhão explode. Com isso, todo o gelo é espalhado sobre a bolha, que é congelada.
FINAL EM ABERTO
O religioso da cidade, o fanático reverendo Meeker, de canto, pega uma amostra da bolha. No final do filme, ele aparece com um tapa olho, brincando com a bolha dentro de um vidro. Ele, se não me engano, dá um pedaço de carne pra ela!!!
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