No Caxias, Marcelo está voando.Foto: Porthus Junior |
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Se a contratação já havia sido o grande lance do último semestre de 2009, a renovação surge como forte candidata a ocupar o mesmo posto no primeiro semestre de 2010.
Torcedores grenás, tranquilizai-vos: Marcelo Costa ESTÁ CONFIRMADO na Série C.
Em reunião na sede do Grupo Voges na tarde desta terã-feira, o capitão e mais do que justo dono da camisa 10 do Caxias acertou a ampliação do contrato que venceria no final do Gauchão.
Agora, ele fica até o final da temporada.
E com isso, vai participar daquela que é a competição que realmente interessa no calendário do clube.
Indiscutivelmente, um grande lance da direção grená. Ou de qualquer um que queira pensar de maneira séria na briga por uma vaga à Série B do próximo ano: apostar em QUALIDADE.
O caxias não fez uma partida brilhante, mas jogou o suficiente para bater o Ypiranga por 2 a 0, mesmo desperdiçando várias chances. Apesar da vitória, que garantiu a conquista do 13º ponto nos 15 últimos disputados, a equipe grená segue fora da zona de classificação do Grupo 2. Coisas de um campeonato com um surpreendente desequilíbrio.
Destaques no jogo de hoje: o belo gol de Marcelo Costa, de primeira, e o de Itaqui, em cobrança de falta. Uma amostra de recursos do time, que deixaram a torcida satisfeita.
O positivo é que o Caxias chegará vivo na última rodada. A classificação é difícil, mas, enquanto houver chance, deve ser tentada.
Confira o minuto a minuto de Caxias x Ypiranga, pelo Gauchão 2010.
O Caxias recebeu uma ajuda inesperada do Inter-SM, que venceu o Veranópolis esta noite, no Antônio David Farina. Assim, a situação da equipe grená ficou um pouco melhor. Mas muito pouco mesmo, pois depende, além de vencer seus dois jogos, a começar pelo desta segunda-feira, contra o Ypiranga, de derrotas de outros adversários.
Assim, há esperança, mas não muito grande. De qualquer forma, a equipe deve tratar de, primeiro, fazer a sua parte, antes de torcer contra outros times. É importante fazer um bom jogo.
O Juventude voltou a perder esta noite, desta vez para o Santa Cruz, por 1 a 0. Foi a quarta derrota da equipe em sete partidas, mas mesmo assim se mantém na quarta colocação do Grupo 1 do Gauchão, portanto na zona de classificação às quartas de final do primeiro turno.
Agora é preciso analisar alguns aspectos do jogo. O gol do Santa Cruz ocorreu num cruzamento na área, deixando a impressão de falha do goleiro Silvio Luiz. Foi no início do segundo tempo. Na sequência, o Juventude até criou duas boas chances, mas não conseguiu o empate.
No geral, foi um desempenho bem abaixo do apresentado no Ca-Ju. O que reforça a impressão de que, no clássico, a equipe atuou na base da superação. O desafio é recuperar aquela produção para o jogo do próximo sábado, contra o São Luiz, que definirá a vaga.
Embora faça uma campanha apreciável, o Caxias passará o domingo em uma situação incômoda: torcendo para que os resultados permitam à equipe chegar na segunda-feira com chances de, com vitória sobre o Ypiranga, se manter na luta pela vaga às quartas de final do primeiro turno.
São Luiz e Veranópolis são os adversários alcançáveis. Mas sem esquecer que o Pelotas, com um ponto a mais, também está na briga.
Tudo é fruto do desequilíbrio do campeonato. O Grupo 2, do Caxias, está tão superior ao Grupo 1, do Ju, que a equipe grená, mesmo somando mais do que o dobro de pontos, está atrás da alviverde.
O final da tarde e início da noite de sexta-feira foi agitado no Jaconi. Mais do que poderia se imaginar depois da boa atuação no empate em 1 a 1 no clássico do dia anterior. Primeiro, surgiu a informação de liberação do meia Ivo. O contrato se encerraria em abril e o jogador não revelava o mínimo interesse na renovação. Assim, a direção resolveu antecipar a saída.
Em seguida, veio a bomba de São Paulo. Zezinho está indo para o Santos. Não para o Arsenal e outros clubes do Exterior, em transações turbinadas a euros. Ele vai por empréstimo, de dois anos, em busca da sonhada valorização, para render mais no futuro. Vamos ver.
A terceira notícia foi a da ida de Bruno para o Figueirense. Como o contrato se encerraria em agosto, a situação é a mesma de Ivo. O jogador não quer renovar e blablabla.
No primeiro e terceiro casos, acredito que a direção está certa. Não adianta manter jogadores sem vontade de continuarem no clube. Zezinho também não parecia com a motivação necessária para seguir no Ju.
Ah, e tem outra: comentários de bastidores indicam que Marcos Denner pode ser o próximo a sair. A relação entre gols e salário não estaria agradando ao clube. A conferir.
Após o jogo, todo mundo amigo no campo. E fora dele, rapaziada?Foto: Porthus Junior |
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Saldo do Ca-Ju 263:
Juventude, mandante, em sua melhor partida no ano, firmou posição no G-4.
Caxias, visitante, em uma de suas partidas mais instáveis no ano, ficou ainda mais longe do G-4.
A paz, salvo algumas sandices eventuais prontamente neutralizadas pelo policiamento, prevaleceu no clássico.
Os próprios times se encarregaram de dar o exemplo no gramado.
Quem mais ganhou?
Quem mais perdeu?
Sinta-se à vontade para dar sua opinião - e opinião não é xingamento, ameaça ou denúncia vazia - sobre a primeira noite de gala do futebol caxiense em 2010.
* Reparou no horário em que está entrando o post, não? Pois é, amigo papo, amigo grená e demais companheiros: este é o horário em que estamos fechando a massiva cobertura do Ca-Ju. Amanhã você confere o restante do resultado - afora o que já pintou com sobras neste espaço - na edição impressa do Pioneiro. Um abraço e boa noite a todos.
Confira o pré-jogo e minuto a minuto de Juventude x Caxias, pelo Gauchão 2010.
* crônica originalmente publicada no caderno Sete Dias da edição impressa do Pioneiro desta quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010. Data do primeiro Ca-Ju no ano em que o clássico completa seu 75º aniversário.
O maior do mundo
Reminiscências de pouco ou quase nada ajudam depois que você já está desgovernando um caminhão entupido de combustível pela Terra Devastada. Mas pode acreditar ou não, houve um tempo no futebol em que os escanteios eram cobrados acima dos joelhos e as faltas acima das barreiras – porém ainda abaixo do limiar dos refletores do estádio, numa inconcebível demonstração de equilíbrio.
Sim, era outro tempo. O futebol ainda parecia fazer parte do mundo real. Pois ao menos remotamente lembrava aquilo que um dia foi o máximo denominador comum entre geografia, sociedade e anatomia. Ou algum dos gordos, vesgos, pernascurtas e mangolões que batiam pelada na rua ou no chão de terra sabe dizer com precisão as origens, os patrimônios e as raças de todos os envolvidos? Exceto do cara que combinava e não vinha, que esse realmente tornava-se bem identificado.
Houve um tempo no futebol em que cabia só à bola escolher quem seria digno de seus favores. Qualquer um poderia ser o herói. Só por um dia.
Dias que se passavam nos estádios. Que era o local onde as pessoas se reuniam para testemunhar epopeias de 90 minutos. Mas para outras coisas também.
Nos estádios que cresci frequentando, para aprender a falar palavrão longe da mãe. Para se esquentar na misturinha de doisdenberg com coca durante os antigos Gauchões que seguiam inverno adentro. Para ver senhoras idosas com cara de catequista fumando e praguejando. Para se queixar que não mandavam embora aquela ferida que estava a três temporadas no clube, mal sabendo que anos depois imploraria por algum maisoumenos que ficasse além de seis meses. Para, no caso destes velhos gringos, descobrir mais motivação e companhia com quem reclamar do governo – qualquer um, de qualquer esfera em qualquer gestão – ou do técnico, ou dessa gurizada que fica aí, caminhando. Para vibrar e se irritar com aquele traste de time que não ganha *erda nenhuma. Para ver surgirem – e sumirem – os heróis do homem comum de todo dia.
Jamais importou se os jogadores não faziam luzes ou escova nos cabelos, ou se não usavam cremes, loções, hidratantes, produtos que desafiam as propriedades da testosterona, calças justas, flexões verbais, ou se não ganhavam um salário obsceno para um país corrupto, ou se seus carros não voavam no espaço. Nos estádios que cresci frequentando, o Ca-Ju sempre foi o maior clássico do mundo. Azar do mundo se não percebe isso.

A equipe de Esportes do jornal Pioneiro comenta os lances, novidades e todos os assuntos relacionados a Caxias e Juventude

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