Se você quer fazer inimigos, tente mudar alguma coisa.
Woodrow Wilson, ex-presidente dos Estados Unidos.
Está marcada para amanhã a eleição para o comando da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), no período 2010/2014. O vice-reitor Mário Cesar dos Santos surge como candidato único, respaldado pelo reitor José Roberto Provesi.
Principal líder de oposição na Assembleia, Joares Ponticelli completa hoje 45 anos.
O vereador Celso Sandrini, que preside o PMDB de Florianópolis, vetou a presença dos deputados Edison Andrino e Renato Hinnig na reunião de hoje do partido, convocada para consumar o lançamento da pré-candidatura do prefeito Dário Berger ao governo.
O deputado Dado Cherem tem tudo para ser o novo líder do PSDB na Assembleia.
Durante a conversa de hora e meia do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen, com o governador de São Paulo, José Serra, o tucano fez questão de não emitir opinião sobre a situação do PSDB em Santa Catarina.
O ex-ministro José Dirceu usou ontem seu blog para sair em defesa do governo Lula, depois do artigo dominical do ex-presidente Fernando Henrique com críticas à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff.
“Então a campanha vai ser com FHC? Mas os tucanos, governadores-candidatos, Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), não teriam como explicar? (...) O ex-presidente se sente na obrigação de defender seu governo, tão mal avaliado pelos brasileiros; (...) precisa urgentemente levantar a militância tucana e sua base social tão desmobilizada pelos escândalos do PSDB do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo”, provocou Zé Dirceu.
É a segunda vez que ele cita o episódio do PSDB catarinense em seu blog.
Como o PPS introduziu um esquema de rodízio na Assembleia, com os suplentes se revezando até o retorno definitivo do titular Altair Guidi (secretário do Planejamento), o governador tratou de arranjar uma posição para acomodar o ex-prefeito de Florianópolis, Sérgio Grando, que no primeiro mandato de Luiz Henrique pilotou a Fatma.
Grando será o novo presidente da Agência Reguladora de Serviços Básicos de Saneamento do Estado, dependendo apenas da aprovação da Assembleia, o que será pacífico pela sua permanência na Casa nos últimos anos.
Da tribuna da Assembleia, o deputado Kennedy Nunes (PP) mexeu no “vespeiro do PMDB” ao pedir que os aliados do governo autorizassem a Justiça levar adiante a investigação a Luiz Henrique da Silveira.
Sobre a alegação da base aliada, que atribuiu à perseguição política, Kennedy argumentou que o pedido de investigação partiu de juizes e das promotorias públicas de Justiça, tanto estadual quanto federal.
O parlamentar usou o tempo do partido para ler os oito processos que envolvem o governador e declarou apoio ao projeto do deputado Pedro Baldissera (PT), que quer suprimir da Constituição Estadual a exigência de prévia autorização legislativa.
“Torre de Babel”. Foi assim que o deputado Joares Ponticelli, presidente estadual do PP, definiu o atual momento vivido pelo governo Luiz Henrique.
“É um final melancólico. Ninguém sabe mais quem governa, e o governador que sempre usou o PMDB para seus propósitos, se perde pela boca”, assinalou Ponticelli, sem saber se renuncia e se entrega a administração ao vice Leonel Pavan.
Para Ponticelli, “o legado de Luiz Henrique é o mais frustrante possível. Não cumpriu sequer os mínimos compromissos de campanha, como o de igualar os vencimentos do magistério estadual aos dos professores de Joinville, que ganham duas vezes mais”, concluiu.
O objetivo maior é viabilizar um projeto eleitoral vitorioso para 2010, a partir do envolvimento dos prefeitos, que estão fora do circuito, em meio ao atual quadro de indefinição da tríplice aliança.
A proposta é unificar o discurso e o posicionamento da coligação, até porque todos os prefeitos convidados estão não vão participar do embate majoritário deste ano.
Para Ronério Heiderscheidt, o papel a ser desempenhado pelos prefeitos pode ser fundamental, ainda mais que os partidos da polialiança construída por LHS em 2006 controlam quase 200 das 293 Prefeituras de Santa Catarina.
Em fina sintonia com o governador Luiz Henrique, o prefeito Ronério Heiderscheidt promove hoje à tarde, em Palhoça, a primeira reunião política da força municipalista que pretende unificar os prefeitos que integram a tríplice aliança.
O processo de mobilização será deflagrado com a participação de nove prefeitos: Clésio Salvaro (Criciúma), Beto Martins (Imbituba) e Saulo Sperotto (Caçador) pelo PSDB; João Paulo Kleinubing (Blumenau), Milton Hobus (Rio do Sul) e Wanderley Agostini (Curitibanos) pelo DEM; e Ernei Stahelin (São Pedro de Alcântara), Anísio Soares (Governador Celso Ramos), além do próprio Ronério.
Basta que algum dos 50 desembargadores peça vista para que o julgamento de Leonel Pavan não se encerre em 30 dias. Se o vice for efetivado como governador, automaticamente cessa a tramitação no Tribunal de Justiça, com o caso subindo para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
Se realmente o governo desejar uma manifestação do TJ, manobras protelatórias não se sucederão. Para tanto, tem que estar convicto de que Pavan terá votos suficientes para se livrar da acusação de corrupção passiva.
Na dúvida, é preferível o STJ ser acionado, sem estimativa de julgamento para 2010.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina não vai apreciar o processo do vice Leonel Pavan na sessão do próximo dia 17, como estava inicialmente previsto. O julgamento do tucano só começará no dia 3 março porque na Quarta-Feira de Cinzas a pauta será exclusivamente administrativa, no período da tarde.
O TJ terá exatamente um mês para se pronunciar conclusivamente sobre a denúncia do Ministério Público Estadual, considerando que a renúncia de Luiz Henrique está programada para o prazo fatal estabelecido pela legislação eleitoral: 3 de abril.
Ao relançar o nome do prefeito de Florianópolis, Dário Berger, como outra alternativa do PMDB ao embate majoritário deste ano, Luiz Henrique da Silveira acaba enfraquecendo o movimento para consolidar a posição do ex-governador Eduardo Moreira.
Essa é a leitura da mior parte dos peemedebistas de Santa Catarina, que exercem influência direta no processo sucessório de 2010. Ontem, o deputado Edison Andrino, que já foi prefeito da Capital, manifestou-se na Assembleia, criticando “aqueles que desejam enfraquecer a mobilização partidária, apresentando outros nomes”.
A contrariedade em relação a Berger é porque em todos os encontros partidários ele reafirma apoio a Moreira, mas nas internas, trabalha para ser o nome do PMDB. Nos bastidores, a articulação de LHS em favor do prefeito tem as digitais do secretário Regional da Grande Florianópolis, Valter Galina.
Enquanto isso, Eduardo Moreira continua correndo o Estado, como no fim de semana, quando teve sua candidatura novamente lançada no Balneário Esplanada, no Sul do Estado, diante de 300 lideranças regionais.
Colunista de A Notícia, Cláudio Prisco, 47 anos, aprecia sem reservas a política de Santa Catarina, abrindo espaço para um debate marcado pela pluralidade. Fale com o colunista
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