Deputado Joares Ponticelli (PP) classificou, da tribuna, o governo do Estado como verdadeira "torre de Babel" e de final melancólico. “Está envolto em indefinições e confusões que só prejudicam o povo.”
— Não é a oposição que está falando sobre isso, são eles (os próprios membros do governo e do PMDB) que promovem o “imbroglio”. Ninguém sabe mais quem governa, e o governador Luiz Henrique, que sempre usou o PMDB para seus propósitos se perde pela boca — disse Ponticelli, recordando que há todo o impasse sobre a posse, ou não, do vice-governador e da possível renúncia do mandatário em exercício.
Além da confusão reinante, Ponticelli lembrou que o legado de LHS, de qualquer forma, é o mais frustrante possível: não cumprir, sequer, os mínimos compromissos de campanha, como o de igualar os vencimentos do magistério estadual aos dos professores de Joinville. Nunca cumpriu: hoje, os professores de Joinville ganham duas vezes mais do que o magistério estadual. Não cumpriu a lei 254 (reajuste ao pessoal da Segurança Pública) e não implementou o plano de carreira da Polícia Civil, além de deixar de lado outras importantes promessas.
Deputado Edison Andrino condenou hoje datribuna da Assembléia Legislativa os líderes do PMDB que estão articulando o lançamento da candidatura do prefeito Dário Berger ao Governo do Estado. Disse que o candidato é o ex-governador Eduardo Moreira. E que este movimento divide e enfraquece o partido no contexto da tríplice aliança.
O presidente do PMDB de Florianópolis, Celso Sandrini, confirmou para amanhã a reunião da Executiva que vai definir o programa de lançamento da candidatura Dário Berger.
O professor e suplente de deputado Sérgio Grando foi indicado hoje pelo governador Luiz Henrique para a presidência da Agesan-Agência Reguladora de Serviços Básicos de Saneamento do Estado de Santa Catarina. A agência foi criada no ano passado pela Assembléia Legislativa e a lei já sancionada pelo governador Luiz Henrique.
O presidente e os cinco diretores precisam ter as indicações aprovadas pela Assembléia Legislativa.
Entrevista coletiva à imprensa sobre a Operação Alegria vai ser concedida nesta quarta-feira pelo comando da Segurança Pública de Santa Catarina. Será as 10,00 horas na sede da Secretaria de Segurança.
A denúncia do Ministério Público Estadual contra o vice-governador Leonel Pavan não terá qualquer apreciação do Tribunal de Justiça de Santa Catarina na sessão do Pleno marcada para o dia 17 de fevereiro. Por cair na Quarta Feira de Cinzas, a sessão começará as duas horas da tarde. Assim, não haverá pauta judicial, mas apenas administrativa.
O processo do vice, portanto, ficará para a sessão seguinte, no dia 3 de março. Exatamente 30 dias antes da renúncia de Luiz Henrique.
O Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi) recebeu no fim de semana o navio cargueiro CSCL Tianjin, da empresa China Shipping, que retoma suas operações no Complexo Portuário do Itajaí após 15 meses sem atracar na região.
O navio pertence ao joint service (termo que identifica a associação de armadores) composto pelos armadores CMA/ CGM e China Shipping, que operam linha para a Ásia, com periodicidade semanal.
O navio tem 260 metros de comprimento e capacidade para 4 mil TEUs. Operou 4,82 mil toneladas de mercadorias de importação e exportação. Foram 442 TEU ou 280 contêineres.
Deputado Jorginho Mello, do PSDB, participa do Carnaval em Joaçaba/Herval d’Oeste com crédito político. Viabilizou liberação de recursos de R$ 1 milhão para o desfile das escolas de samba, que fazem todos os anos o melhor carnaval do interior do Estado.
Notícia que merece comemoração foi distribuída pela Justiça Federal. Revela que, “em Brusque, um processo contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para concessão de aposentadoria especial teve sentença em apenas nove dias.
A decisão foi assinada pela juíza Micheli Polippo, da Vara Federal do município, e determina ao INSS a concessão do benefício. A ação começou em 27 de janeiro, com apresentação da defesa do INSS no dia 2 seguinte.”
Nove dias para decidir uma ação deve ir para o livro de recordes.
Acabou um dos mistérios sobre o futuro do vice-governador e do próprio governo do Estado. Depois de encontro com a bancada estadual, Leonel Pavan revelou ao repórter Diogo Vargas, do DC, que só pretende assumir o cargo de governador em 3 de abril, com a renúncia de Luiz Henrique.
Anunciou pelo menos quatro vezes que assumiria interinamente e viu-se obrigado a mudar os planos por força da Operação Transparência e pelos novos acontecimentos na área política. A decisão de Pavan, segundo tucanos e aliados, objetiva descomprimir o clima político.
A interinidade seria uma decisão política de Pavan e de Luiz Henrique. A posse definitiva como titular representa o cumprimento de dispositivo constitucional. As expectativas dentro e fora do governo e dos meios políticos se concentram agora no Tribunal de Justiça e no julgamento da denuncia do Ministério Público.
Outro fator que deverá atuar no processo: a avaliação da crise pelo comando nacional do PSDB. O governador de São Paulo, José Serra, está sendo inteirado dos desdobramentos do caso catarinense todos os dias.
O governador Luiz Henrique reforçou a agenda de março, outro sinal de que fica mesmo até 3 de abril, quando deve renunciar para disputar o senado. Até lá continuarão as especulações e um novo mistério: Leonel Pavan assumirá mesmo ou poderá renunciar com Luiz Henrique.

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