Há 1 mês E 3 dias um atacante do Avaí não faz gol no Brasileiro
Há 5 dias o Figueirense negociou o volante Róger com a Alemanha e ainda não apresentou um reforço substituto
Victor é só tristezaFoto: Mauro Vieira |
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Uma incrível sensação de déjà vu assolou o Estado vizinho. O Grêmio vivia situação bastante parecida do rival Inter. Precisava reverter um resultado negativo, herança da partida de ida.
Mobilizou sua fanática torcida. Preparou um clima de luta incansável, um cenário de superação para tentar reverter a situação.
Mas, antes que acabasse o primeiro tempo, viveu seus sonhos esvaírem-se no malvado sistema de fórmula mata-mata com gol qualificado.
Ter que reverter situação contra excelentes times de futebol é uma ingrata missão, a de ter que programar resultados diante de times tão bons ou melhores que o seu.
São dois dias com jeito de velório para o futebol gaúcho.
Para provar que um gaúcho buscou imitar outro, até a história dos jogos foi semelhante: 2 a 0 para o adversário no primeiro tempo; 2 a 2 ao final da partida.
Inspirado nas presenças de Robinho, Luís "Fabuloso" Fabiano, Jô e Ronaldinho Gaúcho, que batem bola hoje à noite, no Scarpelli, numa apresentação beneficente, vou deixar um recado curto no post de hoje. Mas bem direto.
São vários os problemas que podem contribuir para que um time de futebol não consiga embalar.
Pode ser uma má concepção tática. Aí, troca-se o técnico.
Pode ser um mau gerenciamento do futebol. Troca-se o gerente.
Pode ser uma condução equivocada do clube. Troca-se o presidente.
E no caso de um mau rendimento físico? Aí troca-se o preparador físico?
Calma aí. A resposta é "nem sempre".
Principalmente se estes preparadores se aventurarem a em times de Florianópolis e/ou de Criciúma.
Na cidade do Sul, ou mesmo na Capital, a night está virada do avesso e não é só pelos craques e ex-craques da Seleção Brasileira.
Há um fator que derruba qualquer preparador físico. É a noite agitada. Intensa. Que põe o foco em fatores bem distantes do exigido pelo futebol de alto nível.
A noite está bombando. Está forte. Frequentada. E ameaçando todo e qualquer trabalho profissional.
Abram os olhos, torcedores, dirigentes, técnicos e preparadores. Jogador, quando não tem supervisão e cobrança mais rígida, descamba mesmo. É o que está acontecendo com grupos bem definidos.
O escrete do Corinthians que conquistou mais um título para a galeria do TimãoFoto: Mauro Vieira |
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Um título justo e inquestionável do Timão
Eu sou um torcedor do Internacional que está bastante triste pelo empate e perda de um título brasileiro.
É preciso dizer, contudo, que a conquista corintiana foi lisa, justa, inquestionável e, muito desta vitória, foi obtida dentro de campo, com um melhor futebol que o adversário, e, outro tanto, fora dele, por culpa da própria diretoria do Internacional.
Ao tirar o foco do grupo de atletas para "mirabolantes" ações extracampo, o diretor Fernando Carvalho minou a força de reação de seu próprio grupo.
Numa decisão de tamanha monta, com tantas câmeras e recursos, "roubar" um time é quase impossível.
A possibilidade, que já era remota, de reverter a situação ao natural diante da excelente equipe corintiana, se dissipou com a perda de foco.
Agora, o Timão está na Copa Libertadores e Mano papou mais um título.
A confusão no terço final do confronto foi fruto de todo o clima criado ao longo da semana.
Aos vencedores, os louros, a festa e a glória. Aos perdedores, a masmorra. Cai o exército, sepulta-se o comandante. Tite, que perdeu o comando do time, tanto que a direção teve que tentar motivar os jogadores por outros meios, deve deixar o Inter. Muricy está logo ali, esperando.
As estrelas de Avaí e Figueirense estão apagadas no Brasileiro. E onde está a luz para a dupla da Capital voltar a brilhar? A resposta passa por traçar e alcançar metas estatísticas mais consistentes. Quem disse que as séries A e B não têm nada em comum?
Campeonatos distintos, forças diferentes em ação, propósitos diversos, mas parâmetros parecidos e constantes à disposição. E a comparação dos números, sem levar em conta a qualidade dos times, mostra percentuais mais exigentes na Série B, computando a era de pontos corridos.
O primeiro cruzamento matemático é no descenso: Paraná, que puxa a fila rumo à Série C, e Náutico, no G-4 do descenso da Série A, fazem campanhas iguais, de 33%. Outra constante aparece no topo de cima: Barueri, com 54%, e Ponte Preta, com 58%, estariam, respectivamente, na Libertadores e de volta à elite.
Apesar do aporte financeiro mais gordo e alguns clubes de maior tradição, as fórmulas de disputa são idênticas, e o equilíbrio entre as equipes, similar. Dá até para dar uma moralzinha à Segundona. Afinal, o G-4 do acesso à primeira divisão está mais árduo para admitir integrantes.
O Barueri precisou de três vitórias para habilitar-se provisoriamente à Libertadores, a Ponte teve de cravar quatro para habitar a trilha do paraíso. Os números atuais estão dentro da realidade dos pontos corridos, sistema que aportou na Série A em 2003 e, na Série B, em 2006.
Na última edição, o Figueirense caiu com 38%, no 17º lugar, e o Marília foi para a C com 39,5%. Ponto para a Série B, novamente, no quesito dificuldade.
A realidade é parecida nos números do acesso à elite e à Libertadores: o Barueri precisou de 55% para subir, já o Palmeiras foi à competição sul-americana com 57%. Os percentuais não variam, na era pontos corridos, mais do que cinco pontos, na A e na B, para os G-4. O Figueira, com 45,8%, está longe dos 55% necessários à elite.
E o Avaí, com 29,2%, precisa urgentemente entrar na faixa acima dos 35%. Há luz no fim do túnel, mas mantidas as campanhas atuais, pode ser a luz do trem.
Confira a comparação séries A e B na era pontos corridos:
2006 - 4 primeiros1º SÃO PAULO/SP 78 38 22 4 12 66 32 34 68.4% 2º INTERNACIONAL/RS 69 38 20 9 9 52 36 16 60.5% 3º GRÊMIO/RS 67 38 20 11 7 64 45 19 58.8% 4º SANTOS/SP 64 38 18 10 10 58 36 22 56.1% 1º ATLÉTICO/MG 71 38 20 7 11 70 39 31 62.3% 2º SPORT/PE 64 38 18 10 10 57 36 21 56.1% 3º NÁUTICO/PE 64 38 18 10 10 64 48 16 56.1% 4º AMÉRICA/RN 61 38 19 15 4 59 51 8 53.5%
2006 - 4 últimos17º PONTE PRETA/SP 39 38 10 19 9 45 65 -20 34.2% 18º FORTALEZA/CE 38 38 8 16 14 39 62 -23 33.3% 19º SÃO CAETANO/SP 36 38 9 20 9 37 53 -16 31.6% 20º SANTA CRUZ/PE 28 38 7 24 7 41 76 -35 24.6%
| 17º | PAYSANDU/PA | 44 | 38 | 12 | 18 | 8 | 51 | 70 | -19 | 38.6% |
| 18º | GUARANI/SP | 44 | 38 | 11 | 13 | 14 | 53 | 61 | -8 | 38.6% |
| 19º | SÃO RAIMUNDO/AM | 43 | 38 | 11 | 17 | 10 | 42 | 59 | -17 | 37.7% |
| 20º | VILA NOVA/GO | 42 | 38 | 11 | 18 | 9 | 45 | 68 | -23 | 36.8% |
| 1º | SÃO PAULO/SP | 77 | 38 | 23 | 7 | 8 | 55 | 19 | 36 | 67.5% |
| 2º | SANTOS/SP | 62 | 38 | 19 | 14 | 5 | 57 | 47 | 10 | 54.4% |
| 3º | FLAMENGO/RJ | 61 | 38 | 17 | 11 | 10 | 55 | 49 | 6 | 53.5% |
| 4º | FLUMINENSE/RJ | 61 | 38 | 16 | 9 | 13 | 57 | 39 | 18 | 53.5% |
| 1º | CORITIBA/PR | 69 | 38 | 21 | 11 | 6 | 54 | 41 | 13 | 60.5% |
| 2º | IPATINGA/MG | 67 | 38 | 20 | 11 | 7 | 60 | 41 | 19 | 58.8% |
| 3º | PORTUGUESA/SP | 63 | 38 | 17 | 9 | 12 | 63 | 45 | 18 | 55.3% |
| 4º | VITÓRIA/BA | 59 | 38 | 18 | 15 | 5 | 68 | 50 | 18 | 51.8% |
| 17º | CORINTHIANS/SP | 44 | 38 | 10 | 14 | 14 | 40 | 50 | -10 | 38.6% |
| 18º | JUVENTUDE/RS | 41 | 38 | 11 | 19 | 8 | 43 | 65 | -22 | 36.0% |
| 19º | PARANÁ/PR | 41 | 38 | 11 | 19 | 8 | 42 | 64 | -22 | 36.0% |
| 20º | AMÉRICA/RN | 17 | 38 | 4 | 29 | 5 | 24 | 80 | -56 | 14.9% |
| 17º | PAULISTA/SP | 45 | 38 | 12 | 17 | 9 | 58 | 61 | -3 | 39.5% |
| 18º | SANTA CRUZ/PE | 42 | 38 | 10 | 16 | 12 | 47 | 65 | -18 | 36.8% |
| 19º | REMO/PA | 36 | 38 | 10 | 22 | 6 | 53 | 69 | -16 | 31.6% |
| 20º | ITUANO/SP | 33 | 38 | 8 | 21 | 9 | 41 | 74 | -33 | 28.9% |
| 1º | SÃO PAULO/SP | 75 | 38 | 21 | 5 | 12 | 66 | 36 | 30 | 65.8% |
| 2º | GRÊMIO/RS | 72 | 38 | 21 | 8 | 9 | 59 | 35 | 24 | 63.2% |
| 3º | CRUZEIRO/MG | 67 | 38 | 21 | 13 | 4 | 59 | 44 | 15 | 58.8% |
| 4º | PALMEIRAS/SP | 65 | 38 | 19 | 11 | 8 | 55 | 45 | 10 | 57.0% |
| 1º | CORINTHIANS/SP | 85 | 38 | 25 | 3 | 10 | 79 | 29 | 50 | 74.6% |
| 2º | SANTO ANDRÉ/SP | 68 | 38 | 19 | 8 | 11 | 71 | 45 | 26 | 59.6% |
| 3º | AVAÍ/SC | 67 | 38 | 18 | 7 | 13 | 71 | 40 | 31 | 58.8% |
| 4º | BARUERI/SP | 63 | 38 | 20 | 15 | 3 | 58 | 55 | 3 | 55.3% |
| 17º | FIGUEIRENSE/SC | 44 | 38 | 11 | 16 | 11 | 49 | 73 | -24 | 38.6% |
| 18º | VASCO/RJ | 40 | 38 | 11 | 20 | 7 | 56 | 72 | -16 | 35.1% |
| 19º | PORTUGUESA/SP | 38 | 38 | 9 | 18 | 11 | 48 | 70 | -22 | 33.3% |
| 20º | IPATINGA/MG | 35 | 38 | 9 | 21 | 8 | 37 | 67 | -30 | 30.7% |
| 17º | MARÍLIA/SP | 45 | 38 | 11 | 15 | 12 | 47 | 60 | -13 | 39.5% |
| 18º | CRICIÚMA/SC | 41 | 38 | 11 | 19 | 8 | 40 | 54 | -14 | 36.0% |
| 19º | GAMA/DF | 35 | 38 | 9 | 21 | 8 | 37 | 72 | -35 | 30.7% |
| 20º | CRB/AL | 24 | 38 | 5 | 24 | 9 | 35 | 72 | -37 | 21.1% |
Irmão de Emerson mora em Itajaí e família em PelotasFoto: Divulgação |
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Silas continua batendo na tecla de que quer um tetracampeão ou pentacampeão para dar moral, respeito ao time do Avaí.
A busca do medalhão, contudo, não é fácil. Eu e o Mauricio Frighetto fizemos um levantamento de quem está à disposição no mercado dentro deste perfil. (Confira matéria do DC clicando aqui)
Particularmente, acho mais negócio concentrar esforços em reequilibrar o grupo de jogadores, centrar novamente o foco, cuidar para a Ressacada lotar, transformar o estádio num caldeirão, enfim.
Mas, reconheço, que um factóide, para trazer motivação, não seria má ideia, desde que bem conduzido para não se perder o foco de vez.
No levantamento, vemos que sete nomes têm condições de serem tentados pelo Avaí: Cafu, Roberto Carlos, Edmilson, Roque Júnior, Emerson, Denílson e Luizão.
O primeiro, Cafu, reluta em voltar não só ao futebol brasileiro, mas ao futebol como um todo.
O segundo, Roberto Carlos, tem um baita dum mercado: haveria engenharia financeira para bancar seu salário?
O terceiro, Edmílson, se desgastou com o Palmeiras no processo de saída de Luxemburgo. E a LA é parceira do Verdão, portanto, poderia, em tese, dar caldo. Mas a questão de salário é mais complicada, ainda, que a de Roberto Carlos.
O quarto, Roque Júnior, esteve no Palmeiras e está sem clube no momento. Uma vez, contudo, desprezou o Figueirense quando este demonstrou interesse.
O quinto, Emerson, está sem time, mas esbarra na questão salário. Conta pontos voltar a ficar perto de sua família, que é de Pelotas. Um irmão seu, inclusive, mora em Itajaí. Apostaria todas as fichas nele.
O sexto, Denílson, seria o menos sério de todos os investimentos. Vir seria fácil, adora Floripa e baladas. Mas futebol, mesmo, seria difícil recuperar.
O sétimo, Luizão, aparentemente está em processo avançando de encerramento de carreira. Seu último clube foi o Guaratinguetá, mas não chegou a vingar.
Enfim, passando numa peneira, acredito que qualquer tentativa se resuma a Cafu, Emerson e Edmilson. Talvez, Roque Júnior.
Abaixo, confira a lista completa:
Sem chance
Goleiros
Marcos (Palmeiras); Dida (Milan) e Rogério Ceni (São Paulo)
Laterais
Belletti (Chelsea); Júnior (Atlético-MG)
Zagueiros
Lúcio (sem time); Ânderson Polga (Sporting); Juan (Roma)
Volantes
Gilberto Silva (Panhatinaikos); Kléberson (Flamengo); Vampeta (encerrou a carreira)
Meias
Ricardinho (Catar); Rivaldo (Uzbequistão); Juninho Paulista (encerrou a carreira); Ronaldinho Gaúcho (Milan); Kaká (Milan)
Atacantes
Ronaldo (Corinthians); Edílson (encerrou a carreira)
Dá para sonhar
Laterais
Cafu (sem time); Roberto Carlos (sem time)
Zagueiros
Edmílson (Palmeiras); Roque Júnior (sem time)
Volante
Emerson (sem time)
Atacantes
Denílson (sem time); Luizão (sem time)
Jeovânio chegou a ser sondado e seria uma excelente reposiçãoFoto: Roberto Scola |
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Iniciativa do blog para aguardar substituto para Róger
Por iniciativa do blog, começa nesta segunda-feira uma contagem regressiva pela reposição do Figueirense em relação ao meia Roger.
Se você olhar ali no topo do blog, já está uma chamadinha com o título: "Reposição do Roger". No texto, diz assim: "Já é o 2º dia que o Figueirense está sem um titular para a posição de 1º volante."
Todos os dias vou atualizar esta chamada. Até o clube apresentar o reforço.
Acho que é obrigação e compromisso da diretoria investir. Acho Carlinhos bom jogador. Mas esta é uma posição sujeita a cartões, a lesões e, convenhamos, ele não joga tanto quanto Roger estava fazendo.
Era um jogador 3 em 1, que cobria a defesa, fazia a sua de volante e ainda achava fôlego para atacar. A ponto do treinador deixá-lo abandonado no meio, com parceiros como Alê, tecnicamente questionável, e Fernandes e Pedrinho, que não marcam nem uma formiguinha.
Portanto, aguardo anunciar o substituto. Nomes? Não vou cair nessa. Deixo sugestões para os blogueiros. Não precisa ser medalhão, como Roger não era. Nem ficar usando Alê, ou Paulinho, ou Schmöller como primeiros volantes, porque eles não são.
Basta chegar em condições, não ser contratado por DVD e ser, claro, bem melhor que outros menos votados como Totó e Diego Paulista.
Luís Fabiano em ação, para salvar a pele de DungaFoto: EFE |
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A complicada conquista do título da Copa das Confederações deixou para mim a impressão de que o técnico Dunga não só gosta de fortes emoções, como tem tremenda dificuldade em aceitar ser feliz.
Demora para mexer no time, aposta ridiculamente em Robinho, demora e muda mal o time. Mas tem um mérito: fez uma excelente convocação e colheu os frutos da mesma.
Nesta convocação está Luís Fabuloso Fabiano. Cavocou com honra, dignidade, caráter e, claro, gols, sua titularidade.
Algumas impressões da final
- O glorioso Júlio César errou feio o tempo da bola. Sua primeira grande falha após alguns milagres e muitas boas atuações. Me veio à memória o Marcos, que não é tão regular, mas na hora da decisão é sempre perfeito.
- Ao contrário do goleiro brasileiro, o norte-americano Tim Howard fechou o gol, pelo menos no primeiro tempo.
- Não era o Brasil o "kid" nos contra-ataques? Aquela arrancada norte-americana foi um espetáculo. O Brasil provou do próprio veneno no segundo gol, de Dempsey
- O gol de Luiz Fabiano, antes do primeiro minuto de partida no segundo tempo, que deu esperança ao Brasil, foi típico de centroavante. Noção de onde está dentro da área, giro e o chute preciso.
- Sempre aprendi que não devemos sucumbir à gratidão quando o assunto é negócio ou esporte. Que Dunga tem predileção por Robinho e por Gilberto Silva, é um direito. Agora, para mim alcança o terreno da burrice não mexer em dois jogadores e preferir morrer abraçado a eles, mesmo que esta situação signifique uma possível perda de uma competição. Robinho, mesmo, é uma vergonha ficar de titular, com nomes como Pato e Nilmar no banco. Ridículo.
- Aí o mandrake Dunga coloca Daniel Alves novamente na esquerda. E tira Ramires por Elano. Vai mexer mal no time assim na casa do chapéu.
- Luís Fabiano, sempre no lugar certo, faro de gol, estabeleceu o empate, apesar da equivocada mexida de Dunga.
- E Lúcio fez justiça no placar com seu gol raçudo de cabeça. O Brasil era melhor em campo e criou mais chances. A emoção do zagueirão é importante. Um cara que se entrega por completo.
Por fim, parabéns ao grupo brasileiro. E parabéns, também, ao Dunga. Posso não concordar com suas ações, mas não sou louco de ver a principal qualidade de seu trabalho: espírito vencedor e de luta.
Retrato do jogo: Dudu dando um banho nos avaianosFoto: Divulgação |
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Perder para reservas dos reservas e juvenis é humilhação
O Avaí havia ganho do Fluminense. Apagara da memória tropeços contra times em condições sui generis.
O Atlético-MG vinha de uma guerra contra o Vitória. O Coritiba poupava jogadores. O Inter jogou com os reservas. O Flamengo se preocupava com a Copa do Brasil. O São Paulo não atravessava boa fase. O Barueri era adversário direto. Nenhuma dessas situações foi aproveitada pelos avaianos. Ontem, mais uma foi desperdiçada: a derrota por
Fosse o time titular cruzeirense, e até uma derrota seria considerada normal. Mas assusta tropeçar diante de um time que, na rodada anterior, perdera para o Barueri em casa, que só pensa na classificação à final da Libertadores e que entrou em campo com uma baba, com os reservas dos reservas.
Vamos combinar: perder do time reserva do Cruzeiro, combinado com os juniores, chega a ser humilhante. Pela primeira vez, o Avaí jogou um futebol que merece ter como punição a zona de rebaixamento.
Foi um primeiro tempo lamentável sob o ponto de vista de entrega dos atletas do Avaí. E, sem dedicação, a parte tática também desaba.
É a primeira crônica neste blog, desde que começou a Série A, em que constato sérios motivos para críticas veementes ao Avaí.
É inconcebível que o menino Dudu dê um sacode, dance para lá e para cá, arme, corra e a experiente equipe avaiana assista ao garoto jogar. Até que este sofresse um pênalti ridículo cometido por Ferdinando. Convertido por Zé Carlos.
Se é para o Ferdinando entrar em campo e fazer um pênalti desses, então nem deveria ter viajado.
Se a atuação do conjunto era ruim, pior ainda seguem sendo as chances desperdiçadas pelos atacantes Lima e Luiz Ricardo.
Haja barra forçada para manter estes dois e deixar William no banco.
Escrevi estas impressões paralelamente ao decorrer do primeiro tempo.
Segunda etapa mais digna, mas ineficiente
Confesso, me irritei com o que vi. Levantei, tomei uma água e me preparei para a segunda etapa. Nada poderia ser pior do que esta apresentação que chegou a ser desrespeitosa para com a torcida do Avaí.
A mudança de Silas foi puxar Ferdinando para volante e colocar Michel. Medina é mesmo peça de decoração, nem no banco ficou.
Michel, com aquele seu jeitão meio fora de forma, pouco acrescentou.
E Dudu continuou livre, leve e solto. Numa jogada sua, de cruzamento, aos 5 minutos, quase Anderson marcou. Martini fez milagre.
Depois, o garoto ganhou confiança e passou a humilhar. Do alto de seus 17 anos, deu as cartas, não tomou conhecimento da marcação.
Por fim, uma menção a Marquinhos. Sumiu. Desapareceu. Não entrou
Se serve de consolo, pelo menos no segundo tempo o Avaí construiu chances de gol. Sempre com os perigosos chutes de Leo Gago. Ah, e para não mudar o roteiro, em algumas destas oportunidades, Luiz Ricardo ainda se encarregou de errar mais dois gols incríveis.
Foi uma segunda etapa mais digna. Mas somada ao primeiro tempo ridículo, o resultado foi catastrófico.
O árbitro é, certamente, um dos mais complicados e temíveis pelas lambanças não só da Série A, mas do planeta. Agora, me perdoe o técnico Silas. Atribuir ao senhor de amarelo este insucesso é o segundo desrespeito com o torcedor. O primeiro, o futebol apresentado. O outro, desviar o foco desse jeito.
Clodoaldo desencantouFoto: Ricardo Duarte |
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Confesso, fraquejei. Eu que tanto cobro fidelidade das torcidas aos seus times, que tanto discurso já dei, dizendo que apoiar contra tudo e contra todos deve ser o lema do VERDADEIRO torcedor, caí em tentação.
Nesta tarde de sábado entendi o verdadeiro significado da competição desleal que o pay-per-view exerce sobre o futebol no Brasil.
Confesso, pesou a desigualdade. Nem os pedidos insistentes do meu filho. Nem o jogão que se avizinhava, nem a importância da partida.
Nada foi mais forte que o repelente formado pela conjunção frio com deslocamento sob chuva.
A ideia de um bolinho quentinho, com cafezinho foi imbatível e o que aconteceu foi uma tarde em que apelei para a dobradinha televisiva. Uma com este Figueirense
Torcendo? Claro, como fiz pelo Figueirense.
Tratava-se de um jogo em que o lado profissional precisava ficar intacto, claro, por motivos óbvios de discernimento. Mas a necessidade de ver o Figueira bem era tão forte para nós profissionais, quanto para os torcedores.
Fica meu imenso parabéns aos fanáticos que foram ao Scarpelli, TORCEDORES verdadeiros. E a tristeza por mais esta chance que se esvai dentro da competição.
São confrontos diretos pelo futuro no G-4 perdidos (Portuguesa, Guarani, Atlético) e o empate em
Me incomoda bastante a concepção de futebol do técnico Roberto Fernandes. Não importa se a escolha é o 4-4-2, se é o 3-5-2 ou o 3-6-
De que adianta dois homens de criação se você entra com um volante vendido diante da escalação adversária?
O Vasco é um time manjado, não é possível Carlos Alberto jogar à vontade como jogou no primeiro tempo.
E Fernandes? Maltratado pelo mal concebido esquema de jogo.
Foram seis chances vascaínas, contra três alvinegras. E Carlos Alberto deitou e rolou. O estreante Robinho também teve facilidades.
No alvinegro, mesmo sem brilho, Lucas e Rafael Coelho tiveram boas chances.
O segundo tempo começou com um Figueira mais agrupado, consistente, porém visivelmente sem soluções de maleabilidade na condução de bola.
O timing para alterar o time, pelo menos, o técnico tem. Mudou suas peças, mas ele é turrão. Não modificou a concepção do esquema. Trocou seis por meia dúzia. Pedrinho por Jairo. Schwenck por Clodoaldo.
Dunga não tem estrela quando colocou Daniel Alves? Pois Fernandes trilhou o caminho.
Clodô Eto’o, aos 24 minutos, trombou daqui, chutou dali e fez o que centroavante tem de fazer: gol.
A entrada (normal pela volta aos poucos do craque) de Alê na vaga de Fernandes consertou a concepção errônea de que falei ao longo da crônica.
Nos últimos 15 minutos, o time estava equilibrado em suas valências, com Roger, Alê, Jairo e Pedrinho.
Teve até uma bola na trave no final, de Régis. Uma pena. Pelo segundo tempo, mereceu a vitória o alvinegro de Floripa.
Arbitragem: Um árbitro não cometer erros absurdos não significa passar despercebido. O senhor Leandro Vuaden é do tipo de juízes que valoriza o nome dos times. Aquelas equipes influentes, que rendem “indicações” à CBF são tratados de forma diferente. Ao Vasco, uma postura na interpretação. Ao Figueirense, outra. Irritante é o termo para definir a condução de jogo deste senhor.
Róger na Alemanha: A saída do volante Róger era esperada. Boa sorte para ele, um excelente jogador. Agora, atenção: direção alvinegra, reposição imediata. Consistente. Sem enrolação. Do contrário, o já problemático meio-de-campo vai desabar.
Se os petrodólares aparecerem, Marquinhos vaiFoto: Hermínio Nunes |
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Um conto das árabias
Vou contar para vocês uma história das arábias.
Trata-se de como está o interesse árabe pelo futebol de Marquinhos.
A questão é a seguinte: um empresário ligou ontem diretamente para o Anjo Loiro. O atleta respondeu assim: "Não me interesso". E passou o telefone para Luiz Alberto.
Luiz Alberto, por sua vez, nem abriu negociação.
O papo, na realidade, não é novo. Em Biguaçu, há algum tempo, as rodas de amigos já falavam em uma futura proposta árabe.
Enfim, tenho certeza de que, se a questão evoluir, com nova proposta que está para chegar, mais tentadora, não haverá problema nenhum: fecha-se um ciclo do atleta no clube. Entra dinheiro e investe-se em outro bom nome.
Se ficar como está, ótimo também. Que seja com a cabeça exclusivamente no Avaí.
Simples. Bola para frente, sem especulações e esperando o futuro.
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