Contagem regressiva para a Apple Shop gaúchaFoto: Fnac, divulgação |
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O ambiente Apple dentro da Fnac de Porto Alegre foi "promovido". Irá virar uma Apple Shop a partir de terça-feira. Ou seja, passa a ter consultores treinados pela companhia de Steve Jobs. Além de exibir (e permitir o manuseio de) toda a linha de produtos da marca, a ideia é que sejam realizados workshops gratuitos com bastante periodicidade por lá. Não só apresentar com mais detalhes como é o mundo Mac mas também tirar dúvidas de quem já tem esses produtos. Fica no BarraShoppingSul. Só não confunde com uma Apple Store - nesse caso, são lojas totalmente administradas pela Apple. Infelizmente, não há nenhuma na América Latina. Claro, em Porto Alegre há várias outras revendas autorizadas da Apple. Também é possível comprar Mac no supermercado. @@ Falando na maçã, os novos modelos de computadores anunciados em 8 de junho já chegaram ao mercado tupiniquim. O MacBook Pro de 13 polegadas (processador Intel Core 2 Duo de 2,26 GHz, 2 GB de RAM DDR3 e 160 GB de disco) sai por R$ 4.899. Ah, nossos exorbitantes impostos. Esse mesmo modelo custa US$ 1.199 nos Estados Unidos. O modelo mais em conta no mercado brasileiro é o MacBook branco de 13 polegadas (Intel Core 2 Duo de 2,13 GHz, 2 GB DDR2, 160 GB). Preço: R$ 3.499. Já nos Estados Unidos... é possível comprar um MacBook branco por US$ 999. @@ É uma pena que o preço seja um entrave tão grande para que essas máquinas se popularizem por essas bandas. Porque, na minha opiniãozinha, depois que tu passas a usar um Mac, nunca mais quer saber de outro computador.
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A T@rgetTrust está oferecendo uma série de workshops de TI em Porto Alegre entre os dias 13 a 16 (nos três turnos). O custo é de R$ 50 (com desconto para escolher mais de três). Mais detalhes aqui.
Algumas das opções:
Você na TI! Faça sua carreira de desenvolvedor
Design para quem não é designer
Conhecendo sistema operacional Linux
Conhecendo Java Web services
A importância da atividade de testes de software dento da TI
CakePHP: vantagens x desvantagens
Virtualização e clouding computing
Conhecendo a mobilidade com JME
ITIL - Como posso atendê-lo?
Conhecendo SOA
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Assisti hoje a uma palestra interna aqui na RBS em que um diretor da empresa exibiu um divertido vídeo que mostra uma velhinha confusa com a transição para a TV digital nos Estados Unidos (lá o sinal analógico foi cortado em junho).
Achei no YouTube depois (o vídeo é meio antigo até) e queria compartilhá-lo com vocês. Infelizmente, diz lá, o recurso de "embed" foi desativado mediante solicitação.
Quem quiser assistir (em inglês), chega aqui.
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Foto: Google, divulgação |
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O Street View está chegando ao Brasil. A saber, é aquele recurso dentro do Google Maps que permite ver imagens reais das ruas de grandes cidades. Ou seja, adeus, privacidade. As primeiras capitais contempladas serão São Paulo e Belo Horizonte e, em seguida, Rio. O anúncio foi feito hoje na capital paulista. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Google informou à Zero Hora que ainda não há previsão de lançamento do recurso em Porto Alegre e em outras cidades, mas que a intenção é incluí-las na medida em que as primeiras vão ficando prontas. Para oferecer o Street View no país, foi fechada uma inédita parceria com uma montadora. Serão usados 30 carros Fiat Stilo (aí na foto) para captar as imagens em 360 graus no eixo horizontal e 290º no vertical, na altura do olhar do motorista e do pedestre. Todo o trabalho poderá se acompanhado diariamente pelo site do projeto (www.googlestreetviewbyfiat.com.br). Lançado em 2007, o Street View está disponível em cerca de 150 cidades do hemisfério norte, como Nova York, São Francisco e Londres. As informações são da assessoria de imprensa do Google.
DA MINHA COLUNA NO ZH DIGITAL
Só se tiver Wi-Fi grátis
Cansei de escolher hotel levando em conta se oferecia web gratuita. Mas isso não devia ser um critério de pessoas ultraconectadas como eu, e sim item obrigatório desses estabelecimentos.
Faço coro à opinião de que cobrar internet é como cobrar pela energia elétrica. Se as pessoas não pagam uma taxa extra para tomar um banho quente, por que há custos, muitas vezes salgadíssimos, para acessar os e-mails?
Por isso é bem oportuna a campanha ao lado, que começou no blog www.ladyrasta.com.br. Quem é a favor de hotéis não cobrarem Wi-Fi de seus hóspedes, pode estampar esse selinho aí em seu blog. O código está disponível em http://migre.me/2XPx.
(Ah, assim que eu conseguir um tempinho, vou colocar o selo na coluna da direita deste blog.)
Na semana que vem, o Senac Informática promove uma série de workshops de tecnologia em Porto Alegre. São dois por dia, um às 19h15min, outro às 20h, conduzidos por professores da instituição.
O custo é simbólico, 1kg de alimento não perecível. As vagas são limitadas, por isso tem que se inscrever pelo telefone (51) 3029-3633 ou no local (Av. Venâncio Aires, 93).
A programação:
Dia 6 (segunda-feira)
Segurança na internet
Jogos digitais: uma chance para o futuro
Dia 7 (terça-feira)
O mundo plugado a você
ITIL e COBIT: complementaridades
Dia 8 (quarta-feira)
Segurança de aplicações web
Mobilidade sem fio
Dia 9 (quinta-feira)
Profissão web: design, tendências e reflexões
Programação para web com PHP
Dia 10 (sexta-feira)
Governança de TI: 10 passos para a carreira
Planilhas Excel: uma brincadeira séria
Peter Sunde participou do Fisl, em Porto AlegreFoto: Daniel Marenco, ZH |
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Uau. O site Pirate Bay foi vendido.
Pois é, estou chocada. Peter Sunde, um dos seus cofundadores, circulou (sorridente até) por Porto Alegre na semana passada durante o Fórum Internacional Software Livre dando a entender que eles não desistiriam tão fácil. Em abril, foram condenados a um ano de prisão e multa de US$ 3,5 milhões. No Fisl, Sunde disse que eles não iriam para a cadeia, recorreriam até a última instância em um processo que poderia durar anos.
– As pessoas não querem pagar pelo conteúdo. Não quero impedir as pessoas de baixar o conteúdo que procuram - afirmou.
A saber: o Pirate Bay é um site que permite buscar arquivos em redes de torrents. Tu baixas cada pedacinho da máquina de um usuário de algum lugar do mundo. Essa, aliás, é a alegação do caras: eles não armazenam o material, apenas apontam para os computadores onde estão os arquivos.
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Mas vamos lá: a sueca Global Gaming Factory X pagou US$ 7,8 milhões de dólares pelo Pirate Bay, em uma aquisição de deve ser concluída em agosto. Também já anunciaram que pretendem lançar um sistema que compense quem tem os direitos de autor.
Em seu blog (aqui), os piratas dizem para as pessoas não se preocuparem. Sei, não. Na minha opinião, essa foi uma baita vitória da indústria do entretenimento.
A pergunta agora é: qual site será o novo Pirate Bay? Porque podem até fechar um site de troca de arquivos entre os internautas (o que não foi o caso agora, vale lembrar), mas ao mesmo tempo surgem 10 novos. Não dá pra frear a lógica da rede.
Ah, informação exclusiva para os leitores do blog: em maio, o Pirate Bay foi acessado por 1,1 milhão de internautas nos lares e trabalhos brasileiros. Isso representa 3,1% do total, segundo números do Ibope Nielsen Online.
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O último dia de Fisl estava bem movimentado...Foto: Daniel Marenco, ZH |
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Acabou...
Fisl agora só no ano que vem. O evento de 2010 seguirá sendo realizado em Porto Alegre. =)
Agora há pouco, na cerimônia de encerramento, foram divulgados os números finais. O fórum estava mesmo bem internacional este ano, com pessoas de 27 países. Havia gente de todos os Estados brasileiros.
Foram realizadas 354 palestras, sendo 67 em inglês e nove em espanhol.
O total de inscritos foi de 8.232 pessoas, sendo 40% estudantes e 60% profissionais de TI e empresários. Ah, e um presidente da República.
Os homens dominam o evento (62% dos inscritos). As mulheres são apenas 11%. E os "não definidos" são 27%.
Foram 52 os grupos de usuários (que representam comunidades do software livre, como o pessoal do Ubuntu, do Firefox). Aliás, eles fizeram a festa com a visita presidencial ontem. Recomendo muito o vídeo abaixo:
Vieram para o Fisl 134 caravanas de 14 Estados (a maior foi de Santa Maria, com 71 pessoas). No evento, trabalharam 391 pessoas.
Ah, ainda estou devendo alguns posts sobre o Fisl. Tentarei publicar amanhã. O evento também será tema da reportagem de capa do caderno ZH Digital, na quarta-feira. Também estou guardando alguns pitacos para a coluna Tecnologia na Cabeça.
Vinicius mostra o boletim de ocorrênciaFoto: Vanessa Nunes, ZH |
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A falta de segurança pública em Porto Alegre é uma PALHAÇADA. Eu mesma já fui roubada na rua da minha casa. Aquela coisa, o cara disse que tinha uma arma, duvido que tinha, mas eu não podia arriscar, né, e entreguei a bolsa. Isso faz uns dois. Mas desde então passei a tomar muito cuidado na Cidade Baixa.
Hoje, aqui no Fisl, veio conversar comigo um leitor deste blog, o Vinicius Fromming, de São Lourenço. Ele me contou que na quinta-feira foi ao Bar Ocidente, no bairro Bom Fim, assistir à palestra do Peter Sunde, o cofundador do Pirate Bay.
E não é que foi roubado na saída? Estava esperando um táxi na Osvaldo Aranha quando foi abordado por um cara se dizendo armado. O bandido levou sua carteira com dinheiro e documentos e sua câmera digital. Na máquina, havia uma foto que ele tirou com Peter Sunde. =(
Foto: Marcelo Terres |
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Peter Sunde não só bebeu chimarrão (ao lado) como soltou um "nice".
O cofundador do Pirate Bay disse que nossa bebida típica parecia com chá e que gostaria de levar um kit cuia, bomba e erva para a Suécia.
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Foto: Marcelo Terres |
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Boa parte do público do Fisl é de fora do Estado. É o caso de André Botelho, de Manaus (AM), que tava com aquela curiosidade em saber como é tomar chimarrão.
Então ofereceram um mate pra ele. O resultado foi essa careta aí, devidamente registrada pelo Marcelo Terres.
- Eu não tomaria isso no meu dia-a-dia - comentou Botelho.
Foto: reprodução |
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Conversei com o Thomas Soares, coordenador de infraestrutura do Fisl, para saber por que o Wi-Fi não funciona direito. A culpa, diz ele, é de grupos de usuários e até mesmo de expositores quem montam suas próprias redes. Eles peguem um ponto de acesso cabeado que tem a sua disposição e colocam ali um AP (access point, equipamentos responsáveis por distribuir o sinal). Ou seja, esse pessoal monta a sua própria rede sem fio, que acaba interferindo com a do evento. Vejam na imagem (esta reprodução de tela foi feita na quinta-feira), como há várias redes disponíveis. - Os pontos de acesso aguentariam o evento se os deixassem em paz. Mas estamos brigando pelo ar, é uma guerra de radiofrequência, como se o ar tivesse poluído. Muitos aps estão competindo. Uma hora o computador do participante se comunica com um, depois com outro. O computador fica perdido - explica Soares. No próprio manual do expositor diz que está proibido montar essas redes, mas até órgãos do governo federal estavam fazendo isso. Soares contou que, quando consegue localizar, vai até o estande e pede para não fazer. As empresas fazem isso porque há um custo de ponto de rede, então é melhor para eles ligá-los numa rede própria - e prejudicando os participantes do fórum. :( E tem mais um problema sério, aliás, é bom todos nós ficarmos atentos. Algumas redes clandestinas estão usando o mesmo nome da rede oficial, que é fisl10. Esses APs, explica Soares, poderiam capturar o tráfego de dados de quem está achando que está usando a rede oficial do Fisl. Isso pode ser perigoso. - É um evento de hackers, eles não querem fazer o mal, mas gostam de um desafio, como ver quem rouba o maior número de senhas de e-mail, por exemplo. Isso já aconteceu em outro ano, o pessoal exibindo o número de senhas que conseguiu - alerta o coordenador de infraestrutura do Fisl. @@ Os problemas de conectividade são tão lamentáveis que a Procempa soltou uma nota à imprensa dizendo que o Wi-Fi do Fisl é responsabilidade sua. A estatal garante apenas a banda de 50 Mbps, cinco vezes maior do que a conexão ofertada no ano passado. Segundo a empresa, o maior pico registrado até ontem foi de 18 Mbps.
Na nota, a Procempa esclarece que estava prevista inicialmente que toda a cobertura Wi-Fi dos espaços do Fisl10 seria garantida por rádios de alta performance da empresa. "Entretanto, um dia antes da abertura do fórum, a Procempa foi informada de que o local onde está sendo realizado o fisl10 tem infraestrutura própria e não permite a instalação dos equipamentos", diz o comunicado à imprensa. Se eu entendi direito, a culpa da PUCRS.
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Foto: Vanessa Nunes, ZH |
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Ontem foi noite de #chopptwitterpoa - um encontro de tuiteiros do Fisl.
Convocadas pelo sociólogo Sérgio Amadeu (@samadeu) via Twitter, estavam lá muitas arrobinhas que não conheço, mas também @alexprimo, @trasel, @rodrigomartins, @sandramontardo e @andrepase. Foi bem legal.
A história mais engraçada da noite me contou um estudante de computação da USP. Ele disse que o pessoal da caravana em que ele veio de São Paulo para o Fisl é tão nerd que, quando o evento termina, os guris vão brincar de esconde-esconde (!) no shopping. No caso, o Bourbon, que fica pertinho da PUCRS. Quando cansam, vão para a área de alimentação e, adivinha, puxam seus laptops das mochila...
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Encontros de tuiteiros são prova de que os nerds são sociáveis, sim
Quer saber tudo que já foi dito no Twitter sobre o Fisl? Uma dica é navegar por fisl10.nasretinas.com.br. A página agrega todas as tuitadas que usaram as tags #fisl e #fisl10.
Ou seja, é um livestream, nos mesmos moldes daquele que o pessoal do BlogBlogs sempre faz na Campus Party.
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Na foto, o presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff e Marcelo Branco, da Associação Software LivreFoto: Genaro Joner, ZH |
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Pelo que depender do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Fisl, o projeto de lei de cibercrimes que tramita no Congresso, chamado de "Lei Azeredo", não irá virar realidade.
O público que assistiu ao discurso do presidente levou uma faixa: "Lula, vete o projeto do Azeredo. Compartilhar não é crime". Marcelo Branco, coordenador geral da Associação Software Livre, que organiza o Fisl, também fez um pedido público:
"Presidente, a internet livre está sofrendo um ataque internacional, na França, na Inglaterra e também aqui no Brasil. (...) Um deputado bispo pirateou a lei francesa e quer implementá-la no Brasil. (...) A lei Azeredo também institui a vigilância e o controle da internet. (...) Pedimos que, caso passe (pela Câmara), seja vetada."
Na sua vez de falar, Lula abordou o assunto.
"Nesse governo, é proibido proibir. (...) Essa lei não visa a corrigir abuso de internet. Na verdade, quer fazer censura. O que precisamos, quem sabe, seja mudar o Código Civil, mudar qualquer coisa, (...) não proibir ou condenar, porque isso é de interesse policialesco. Fazer uma lei que permite que as pessoas entrem a casa das outras para saber o que estão fazendo, até sequestrando computadores, assim não é possível."
Ou seja, bye-bye, Lei Azeredo.
Sobre Lula no Fisl, leia também:
Presidente "alfineta" Microsoft em seu discurso
Lula pode não ser nerd, mas é pop entre eles
Foto: Genaro Joner, ZH |
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O presidente Lula encheu a bola do pessoal do software livre. A ministra Dilma Rousseff, que discursou antes, destacou o uso que o governo faz das tecnologias livres, inclusive a economia de R$ 370 milhões em licenças. Banco do Brasil, Caixa e Exército, por exemplo, usam programas de código aberto. A ministra citou o Demoiselle, do Serpro, falou do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo), do projeto de banda larga nas escolas, do Computador para Todos. Disse que no Brasil há 5,1 mil telecentros e não deixou de destacar o Ginga, software livre que garantirá a interatividade da TV digital brasileira. Depois, foi a vez de Lula. Selecionei um emblemático trecho de seu pronunciamento: "Eu lembro da primeira reunião que fizemos na Granja do Torto, em que eu não entendia nada da linguagem que esse pessoal dizia. E houve uma tensão imensa entre aqueles que defendiam a adesão do Brasil ao software livre e aqueles que achavam que nos devíamos fazer a mesmice de sempre. Graças a Deus, prevaleceu no nosso país a questão do software livre. Nós tínhamos que escolher entre ir para cozinha preparar o prato com os temperos que nós queríamos colocar, dando um gosto brasileiro para comida, ou deveríamos comer aquilo que a Microsoft queria vender pra gente. Prevaleceu a ideia da liberdade." O presidente, que arrancou palmas da plateia em várias ocasiões, foi presenteado com um pinguim e um gnu de pelúcia. Na saída do evento, encontrei o Marcelo Branco, coordenador geral do evento, e, depois, o Marcos Mazoni, presidente do Serpro. Os dois estavam com sorrisos lá nas orelhas. Sobre Lula no Fisl, leia também: Minha conclusão sobre o discurso presidencial: adeus, "lei Azeredo" Lula pode não ser nerd, mas é pop entre eles
Foto: Vanessa Nunes, ZH |
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Como é criativa essa comunidade de software livre. O pessoal tava distribuindo uns "santinhos" com a foto do presidente Lula segurando o Tux, o pinguim-símbolo do Linux. Um deles dizia "Lula é nerd".
Foto: Vanessa Nunes, ZH |
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O Fisl sempre quis receber uma visita presidencial, dá prestígio ao evento. Mas isso traz uma série de transtornos aos participantes. O pessoal tem reclamado no Twitter, com frases como "o software é livre, mas o acesso não".
Como adiantei aqui no blog na terça-feira, uma área foi isolada. Teve vistoria da Polícia Federal (rastreamento do esquadrão de bombas, por exemplo) e, agora, só entra quem tem um pin de identificação. Essas pessoas foram escolhidas pela organização do evento, como representantes dos estandes e dos grupos de usuários. Não mais que 300 pessoas de um público de mais de 8 mil inscritos no fórum.
Escrevo dessa área restrita do Fisl, pois fui credenciada como imprensa junto à Presidência da República. Como procedimento padrão, vistoriaram minha mochila e passei pelo detector de metais.
Mais tarde eu conto aqui no blog como foi a visita do presidente Lula ao Fisl.
Levar o laptop para evento de tecnologia é praticamente item básico. E tem, é claro, quem personalize a máquina. Mas os adesivos não têm um caráter apenas decorativo. Os geeks também usam o computador para estampar as suas bandeiras.
Selecionei alguns computadores que chamaram a minha atenção no 10º Fórum Internacional Software Livre:

Na foto acima, o computador do pernambucano Jorge Pereira, 27 anos.
– Quem vê meu computador já sabe que eu uso Linux – afirma.
Quer dizer, quem não é do meio, talvez não saiba que o pezinho colado no laptop é o símbolo do Gnome – uma das interfaces gráficas do sistema operacional Linux, o carro-chefe do movimento de software livre. Na máquina, também se vê o gnu.
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A pesquisadora Vanessa Nogueira (acima), 28 anos, de Santa Maria, não colou um pinguim bebendo chimarrão em seu micro só porque a figura é simpática. Quer divulgar a comunidade de software livre da qual faz parte, a Tchelinux. Ah, o pinguim tem um nome, é o Tux, mascote do Linux.
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O micro acima é de Márcio Leal, 25 anos, de São Sebastião do Caí.
– Esses adesivos ajudam a contar um pouco da minha história – justifica.
Por exemplo, indicam o Estado de onde é, o sistema operacional que usa, a universidade em que estuda, projetos que curte e até alguns eventos em que participou.
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No computador do mineiro Lincoln de Sousa, 22 anos, os símbolos do Debian e do Gnome não poderiam faltar. O motivo é simples:
- Divulgo no meu computador as coisas em que eu acredito - justifica.
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Propaganda ambulante
Se o laptop pode servir de outdoor ambulante, o cartunista Wallisson Narciso, 24 anos, de Maceió, tratou de estampar no seu micro o endereço do seu blog (imagem abaixo). E até dá uma prévia do sua arte, com uma ilustração sua colada na tampa do notebook.
- É uma forma de divulgar o meu trabalho - diz Narciso, que também comprou um adesivo na lojinha da organização do evento.
No local, são vendidos ainda outros itens, como camisetas. Em alguns momentos, há filas. O valor arrecadado cobrirá os custos de produção do material e do estande, e o restante irá para projetos da Associação Software Livre, informa a organização do evento. Nos primeiros dias de fórum, foram vendidos mais de 15 mil adesivos com as marcas do Fisl.
– Comprar os adesivos vendidos pelas comunidades do software livre também é uma forma de ajudar essas projetos – diz Narciso.

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Eu adoro o tema adesivos para laptops, inclusive, já publiquei aqui no blog dicas de sites onde encontrar esse tipo de material. Sugiro espiarem estes posts:
Como personalizar o laptop e outros eletrônicos
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O Tux, pinguim-símbolo do Linux, sempre roubou a cena no Fisl. Este ano, está tendo que dividir as atenções com outro animal especial para a comunidade de software livre, o gnu, que tem sido visto circulando e posando para fotos com participantes do fórum.
Tem gente que não sabe, mas gnu é um animal, um boi-cavalo do continente africano. Mas também é a sigla de GNU is Not Unix. O projeto GNU foi iniciado por Richard Stallman, nos anos 80.
Nos anos 90, o finlandês Linus Torvalds desenvolveu o kernel (que é o núcleo do sistema operacional). É o Linux (cujo mascote é um simpático pinguim "batizado" de Tux). A escolha estaria relacionada com o fato de Linus ter dito que gostava de pinguins. O nome Tux viria da junção de Torvalds + Unix.
Fica a dica: jamais chamem o Linux apenas de Linux na frente do folclórico Stallman (e de outros xiitas do software livre). Tem que ser GNU/Linux.
Update: fiz umas alterações nos dois parágrafos acima. Ficou mais claro?
Bem, eu tenho me perguntando qual deles tem sido mais parado fotos com os participantes do Fisl, o gnu ou o pinguim?

Fotos: Jefferson Botega, ZH
A fauna do software livre vai além de pinguins. Há raposas (ou panda-vermelhos, como preferirem), javalis etc.
Foto: Jefferson Botega, ZH |
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Circulando pelo Fisl, encontrei gente digitando de luvas em seus laptops.
– Isso tudo é frio? – perguntei.
Para me responder, o participante do evento foi logo mostrando seu crachá, onde está escrito a cidade da qual é. No caso, Lauro de Freitas (BA).
- Na Bahia, estou acostumado com temperatura de 25 a 30 graus, e o ano todo - comentou Vito Chiarella.
Não, ele não trouxe uma luva na mala. Comprou em uma banquinha no Centro de Porto Alegre. Para poder usar o laptop, teve que colocar um mouse USB.
- Não dá pra usar o touchpad com luva - disse.
Foto: Jefferson Botega, ZH |
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O fotógrafo Jefferson Botega, que me acompanhou ontem pelo Fisl, registrou a torcida nerd pela Seleção Brasileira, que venceu a África do Sul. Da palestra a que eu tava assistindo, ouvi a gritaria que foi a comemoração do gol do Brasil.
Eu tava numa correria tão grande ontem aqui na redação da ZH pra fechar uma reportagem que não pude assistir às entrevistas sobre o Fisl no Camarote TVCOM. Mas o bom da internet é que... bem, se tu também não viu, taí.
Katia Suman fala com Marcelo Branco, coordenador-geral da Associação Software Livre, Fabricio Noronha, do Cine Falcatrua, e Caetano Ruas, do Ministério da Cultura.
Foto: Vanessa Nunes, ZH |
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Foram detalhadas hoje durante o Fisl as estratégias digitais do governo federal. O Blog do Planalto estreará até o final de julho. A página, porém, não será atualizada pelo próprio presidente, mas terá uma equipe própria, de cinco pessoas: um programador, um webdesigner, um redator, um repórter multimídia e um coordenador. O projeto está na fase de montagem da equipe, informou o secretário da Presidência, Nelson Breve. Ele apresentou uma prévia de como a página poderá ser.
– É a primeira vez que alguém de fora do governo vê este layout – afirmou.
Eu registrei nesta foto tosca acima (culpa da câmera deficiente do iPhone). Breve não quis passar o printscreen pra imprensa. Segundo ele, a idéia é apresentar três opções de layout para que o público escolha a versão final.
Na semana que vem, deve sair o endereço para a consulta pública sobre o projeto.
Inicialmente, o blog não será aberto a comentários dos internautas. A opção é pela cautela:
– Primeiro, vamos ver como funciona. Não sabemos como vai ser isso, quantos vão comentar, se será lido só por jornalistas ou se vai virar um sucesso. Estamos sujeitos a um escrutínio maior do que qualquer blogueiro.
Junto com o blog, o governo federal estreará um canal no YouTube. Está prevista ainda, mas sem data definida, marcar presença no microblog Twitter. Estão sendo fechados acordos para incluir o álbum virtual Flickr na estratégia digital do governo. Breve não descarta o uso do Orkut, o site de relacionamento mais usado pelos brasileiros.
- Queremos estar no maior número de redes sociais possíveis - diz Breve.
A estratégia, inspirada no que vem sido feito pela Casa Branca, tem como objetivo atingir principalmente os mais jovens.
- Percebemos que há um público que está se informando pela internet - afirmou o secretário da Presidência.
Foto: reprodução |
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Criar uma ferramenta colaborativa na internet é bem a cara da fantástica comunidade de software livre. Por isso achei bem legal a ideia do estudante de sistemas de informação Matias Schertel, 25 anos, de Porto Alegre. Usou o Google Maps para indicar no mapa pontos que podem ser interessantes para os visitantes do Fisl (imagem acima). Tu ficas sabendo o que há por perto.
É colaborativo. Dá pra ir lá (aqui) e ajudar.
A esta blogueira, ele contou por que criou o mapa colaborativo:
"A ideia veio porque vi várias pessoas em comunidade do Fisl no Orkut pedindo informações sobre os arredores do evento (onde comer, bancos etc) e locais para sair em Porto Alegre.
Em segundo lugar, porque sempre que viajo tenho o costume de criar um mapa no Google Maps com todos os pontos interessantes da cidade previamente selecionados, como parques, shoppings, museus, restaurantes.
Daí surgiu a idéia de fazer o inverso: criar um mapa de Porto Alegre pro pessoal que vem de fora. Junte isso com o espirito colaborativo da comunidade do software livre e o mapa TINHA que ser aberto para edição por qualquer um."
Este é o quinto Fisl do Matias. Ele também contou ao blog por que curte tanto o evento:
"Tem gente que espera o ano todo pelas férias para ir pra praia, já eu espero pelo Fisl, aqueles três dias do ano (agora quatro), que tu passas respirando, comendo e vendo "software livre, informática, tecnologia", um evento onde tu deixas de ser nerd/geek/sejalaoquefor e vira um "normal", conversa com pessoas de todos os lugares, compatilha conhecimento e experiências, vê palestrantes fantásticos de todo o globo e fica sabendo das últimas novidades. Resumindo, o Fisl não é só palestras técnicas e discussões de negócios, é também o lado humano do software livre. E isso a 20 minutos de casa!"
Transmiti ao vivo pelo Qik o vídeo abaixo no início da tarde. É um passeio pela área do grupo de usuários.
Também conversei com o mineiro Guilherme Guerra, 21 anos. O guri pretende organizar uma flashmob (protesto relâmpago) em Porto Alegre contra o projeto de crimes internéticos que tramita no Congresso.
Ele aproveitou e deu uma dica de game em software livre.
Fiquei tão envolvida com esta reportagem aqui, publicada nesta terça em ZH, que não passei no blog ontem. Esse descaso não irá se repetir hoje.
O vídeo abaixo foi transmitido ao vivo pelo Qik e mostra algumas imagens do primeiro dia de evento.
Sobre a cerimônia de abertura do fórum, quero dar uns pitacos:
Apesar de ter confirmado presença, a governadora Yeda Crusius acabou não indo. Houve vaias quando foi dito o nome dela. Sobrou para o presidente da Procergs representá-la. Em compensação, o ex-governador Olívio Dutra foi muito aplaudido. Só não foi mais ovaciado que Richard Stallman, o fundador do movimento de software livre.
Vale lembrar que o fórum foi gestado, 10 anos atrás, dentro da Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs), no então governo petista de Olívio Dutra. O prefeito Fogaça também não estava presente.

Richard Stallman conversa com Marcelo Branco, coordenador-geral do evento. Ao fundo, o ex-governador Olívio Dutra. Foto: Cristiano Sant'Ana, divulgação
O que é "estranho" é que desta vez até o presidente Lula conseguiu uma brecha em sua agenda, já que estará na Capital amanhã, e visitará o fórum. Por que o nosso prefeito e a nossa governadora também não dão o ar da graça no Fisl?
Como entusiasta da tecnologia que sou, fico triste quando um evento tão importante como esse (com público que já ultrapassa 8 mil pessoas) é encarado sob o velho ponto de vista ideológico. Vaias para Yeda e aplausos para Olívio são um exemplo disso. Software livre não é coisa de partido político.
E a pecha ideológica muitas vezes mais atrapalha do que ajuda. Ouvi certa vez do Marlon Dutra, da Propus, empresa que presta serviços de infraestrutura de TI trabalhando basicamente com software livre: se usar esse discurso ideológico com o cliente, aí sim ele não vai quer saber. A discussão tem que ser sobre tecnologia.
Minha primeira impressão do Fisl 10 é de ter levado um balde de água fria.
Não entendo isso. Se o evento é de tecnologia, prometem Wi-Fi grátis, o mínimo que se espera é que a internet funcione.
Infelizmente, o Fórum Internacional Software Livre (Fisl) mantém a sua tradição de não oferecer conexão sem fio.
Nessas horas resta apelar pro 3G. Para escrever este post, estou usando um N95 como modem do computador.
Tem gente que não sabe mesmo usar os seus brinquedinhos tecnológicos. Impressionantes os dados da pesquisa Etiqueta Móvel: 90% dos adultos norte-americanos sentem-se incomodados com a falta de etiqueta de usuários de laptops e smartphones. Situação clássica: gente que discute assuntos particulares em público.
Do realise enviado pela Intel, empresa que promoveu o estudo, destaco:
* Digitar ou ler mensagens enquanto se está na direção é a principal reclamação (72% dos entrevistados).
* Ler ou digitar textos no celular/notebook na presença de outras pessoas foi considerado praticamente tão irritante quanto discutir assuntos particulares em público.
Eu mesma fico irritada quando vejo com celular que é MP3 player ouvindo música sem usar fones de ouvido. Como se todos quisessem escutar a mesma coisa. Infelizmente, há falta de noção pra tudo nesse mundo. :p
Um evento que existe há uma década em Porto Alegre – e com a importância que o Fórum Internacional Software Livre (Fisl) tomou ao longo dos anos – precisa ser documentado. Melhor ainda se fosse parar nas telonas.
A boa notícia é que este projeto existe. A Casa de Cinema de Porto Alegre está produzindo um documentário sobre software livre e propriedade intelectual. Há mais de 12 horas gravadas de entrevistas e imagens, muitas delas no Fisl, revela a diretora da produção, Luciana Tomasi. Sabe quem deu pitacos no roteiro? Richard Stallman, o cara que começou nos anos 80 o movimento de software livre.
O projeto, porém, está em stand by. Adivinha o que está empacando a iniciativa? Falta de patrocínio.
No momento, está concorrendo a verbas de projetos de incentivos culturais. Tomara que consiga. O resultado terá licença Creative Commons, ou seja, segue a mesma lógica do software livre e será distribuído livremente. Daí o nome do documentário: Copie este filme.
Este aí é um teaser da produção.
Vanessa Nunes é colunista de tecnologia dos jornais Zero Hora, de Porto Alegre, e A Notícia, de Joinville (SC). Nasceu em Butiá (RS) há 26 anos e é jornalista formada pela Fabico/Ufrgs. Neste post aqui, explica por que uma foto com laptop sobre a cabeça. Este blog é sobre nerdices. E também pitacos sobre o que está rolando no mundinho dos bits. E-mail: vanessa.nunes@zerohora.com.br Assine o conteúdo deste blog no Twitter @blogdavanessa 
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