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6 de setembro de 2009. | N° 516AlertaVoltar para a edição de hoje

MERCADO DE TRABALHO

Telemarketing: A porta de entrada para o mercado de trabalho

Para 35% dos trabalhadores do segmento, é a primeira oportunidade de emprego. Até o final do ano, mais vagas devem ser abertas pelas empresas em Joinville

A jovem Laynara Regina de Aviz Wesling, 20 anos, chegou ao mercado de trabalho por meio do telemarketing. Há dois anos no call center da TMKT, que atende à Claro em Joinville, ela começou como operadora e logo subiu alguns degraus da profissão. “Depois de um mês e meio, abriu uma vaga de supervisora e eu me candidatei, passei e assumi a função”, diz.

O próximo passo dado por ela foi ser analista operacional e há um mês chegou à coordenação de 160 pessoas.

“Não esperava que as oportunidades aparecessem tão rapidamente”, conta.

O telemarketing é uma profissão considerada como a porta de entrada para o mercado de trabalho. Laynara é um dos cerca de 900 mil operadores de telemarketing atualmente trabalhando no País. Desse total, de acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), cerca de 35% (315 mil) chegaram às empresas sem antes terem trabalhado em outro local.

Os números são um pouco menores em Joinville. De acordo com Edmilson Stahl, gerente administrativo da TMKT, a maior do segmento na cidade e que emprega 1,6 mil funcionários, 25% do quadro são preenchidos por pessoas que tiveram a primeira oportunidade de emprego.

A Fundação Pró-Rim, que trata de pessoas com doenças renais, tem um call center com 110 pessoas. Elas divulgam o trabalho da entidade e pedem doações. 25% dos funcionários são de primeiro emprego.

“Claro que quem tem experiência ajuda na hora da entrevista, mas contratamos quem quase não a tem”, diz Gerson Raul Persike, coordenador de call center da Pró-Rim.

O segmento está em um bom momento, lembra o diretor comercial da RH Brasil, Jonas Kruger. Novas oportunidades de trabalho devem ser abertas em Joinville nos próximos meses. Até o fim do ano, a TMKT quer abrir 320 vagas. A Fundação Pró-Rim também tem planos para aumentar o número de funcionários (veja mais ao lado).

PÚBLICO FEMININO
Segundo o gerente administrativo da TMKT, Edmilson Stahl, 80% dos funcionários são mulheres. “Geralmente, são jovens ou pessoas com idade mais madura que procuram pelas vagas”

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