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3 de setembro de 2009. | N° 513AlertaVoltar para a edição de hoje

ARTIGO

Dialogar, sim, por Eduardo Dalbosco*

Joinville vive sob um novo modelo de governo. Um modelo que tem deixado muita gente surpresa – talvez até atônita, como alguns confessam – pela capacidade da coalizão petista de dialogar, de tornar público o que antes era um tema privado, de domínio autocrático do gestor de plantão.

Dialogar é um verbo. É uma ação. Implica uma parceria, uma tolerância e uma reciprocidade entre o que fala e o que escuta. Quando aquele que tem o poder se propõe ao diálogo, abre mão de suas prerrogativas e garante o compartilhamento da decisão. Temos, com isso, uma revolução democrática, constituinte da cidadania.

Afinal, o poder é conferido pelo voto para que a vontade pública seja exercida e não às veleidades e caprichos dos governantes. Portanto, o diálogo é uma oportunidade generosa que somente o compromisso democrático pode garantir ao cidadão, tornando a representação um caminho de mão dupla, onde o eleito presta contas, consulta, escuta e decide e o eleitor se manifesta, fiscaliza e decide junto.

É claro que a cultura participativa não se faz de uma hora para outra.

Depois de um longo tempo de gestores profissionais, com a supremacia do técnico em detrimento do político e a privatização dos espaços do poder, temos agora uma experiência que valoriza o espaço público, o conhecimento e a experiência social e transforma a política numa arena sincera de escolha do que é melhor para todos. O risco de erro fica consideravelmente reduzido.

A participação popular é mesmo uma festa, pois todos são iguais e assim se reconhecem. Na compreensão moderna da política, e isso vale para qualquer partido, governar é democratizar a decisão, alocando de forma transparente os recursos, conduzindo coletivamente a tomada de decisões e obedecendo aos interesses públicos. Isso garante probidade, eficiência e correção.

A Prefeitura de Joinville já realizou o Prçamento Participativo, a Conferência das Cidades, da saúde, da educação, da assistência social, da segurança pública, audiência das figueiras, do plano de habitação por interesse social e continuará sempre escutando a população. Isso garante o acerto de todas as decisões tomadas pelo governo.

*Secretário de Planejamento de Joinville

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