
Miguel Cañas Martins, 30 anos, é formado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas (RS) e pós-graduado em design gráfico e estratégia corporativa pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Vem de uma família multicultural. O pai é gaúcho, a mãe é espanhola, mas nascida no Marrocos (Tanger), a irmã nasceu em Madri. Miguel nasceu em Pelotas, mas passou parte da infância e adolescência na Espanha. Cresceu num ambiente de várias influências culturais, o que foi um fator determinante na sua formação.
Tornou-se uma pessoa observadora, de espírito aventureiro e aberta a novas experiências. Meu avô costumava dizer: Mi pátria es la que da de comer a mis hijos. Essa frase, segundo ele, o incentivou a nunca desistir de seus objetivos, onde quer que eles estivessem, não importando o lugar. Percebi que não existem fronteiras quando se deseja algo. Tudo isso me deu determinação e um olhar mais holístico. Por isso, considero-me um cidadão do mundo e olho sempre para o futuro sem esquecer minhas origens. Foi com esse pensamento aberto que acabei chegando em Joinville, em busca de novos desafios. Estou joinvilense há sete anos e adoro esta cidade.
Considero-me uma pessoa determinada, muito observadora e de fácil adaptação em qualquer situação. Às vezes, sou teimoso e impaciente.
Tenho dois vícios consumistas: CDs e revistas. Sou rato de revistaria. Adoro descobrir novos títulos com bom material gráfico, apesar da era MP3.
Sou muito realizado profissional e pessoalmente. Sou sócio de um dos escritórios de arquitetura mais respeitados do Estado, a M² Arquitetura, e isso sem dúvida é uma grande satisfação. Em quatro anos dobramos o número de colaboradores e passamos a atender também em Florianópolis. Meu foco no momento está voltado para a nossa equipe. Acredito no trabalho coletivo, não no trabalho isolado do arquiteto. Ninguém faz nada sozinho em lugar algum e dessa forma crescemos todos juntos. O futuro da humanidade depende da coletividade.
É impossível haver uma rotina quando se é arquiteto e se trabalha numa empresa que desenvolve desde estandes e residências a complexos projetos industriais e hospitalares. Mas isso é estimulante. No geral, procuro atender a fornecedores, responder e-mails e visitar obras na parte da manhã. Reservo a tarde e muitas vezes a noite para a prancheta e discussões com a equipe. Depois do trabalho, gosto de ficar com minha mulher Fernanda e meu filho Bernardo. Sempre inventamos programas diferentes durante a semana e no final de semana viajamos muito! Rotina, jamais!
Não há coisa mais importante para mim do que a família. Essa é, sem dúvida, minha maior conquista. O que ela me ensina, seus valores e princípios são minha maior fonte de riqueza. No fim, é o que importa e o que fica desta vida.
Difícil escolher uma. Conheço 19 países. Não existe viagem ruim. Viajar é como chocolate e pizza: sempre é bom! Uma boa trilha sonora, um chimarrão e as pessoas que amas contigo são ingredientes para tornar um simples passeio num programa inesquecível.
Acredito na contribuição da arquitetura para um mundo mais justo. Uma arquitetura mais democrática, inclusiva e responsável. Feita por muitas mãos e para as pessoas, não para o arquiteto.
Meu refúgio na praia de Canajurê, em Florianópolis. A vista é deslumbrante e essa ilha é realmente um lugar lindo.
A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original. Albert Einstein

Máquina fotográfica: Sou apaixonado por fotografia. Nos finais de semana, gosto de sair com meu filho para explorarmos novos ângulos da cidade com minha Nikon D80.

Ray-Ban: Adoro o modelo Aviador desde que ganhei meu primeiro par aos 13 anos. Além de proteger, cai bem com tudo.

Design em miniatura: Coleciono miniaturas de clássicos do design de mobiliário. A cadeira Wassily é minha preferida, criada em 1925 por Marcel Breuer para o pintor Wassily Kandinsky. Revolucionou o século 20 pelo design e uso inédito de tubos de aço niquelados.

Markers e cadernos de croquis: Estes são da marca Copic. Meus marcadores e cadernos de desenhos estão sempre comigo. Cada insight eu registro. Sempre tenho um em casa, um na bolsa e um no escritório.

Violão: Toco desde os oito anos, quase todos os dias. Aprendi com meu pai, que é músico. Tocando violão, relaxo e nunca estou sozinho. Um companheiro para todas as horas.