
Que Rock Band, o quê! Quem precisa de videogame diante da proximidade real com a obra dos Beatles proporcionada pelo The Beats? Em julho, a banda argentina alimenta o culto mais uma vez em Santa Catarina, mas desta vez incluindo mais cidades na experiência (veja o quadro). Certo, alguém pode dizer que os covers hermanos são quase arroz-de-festa no Estado estiveram ano passado em Blumenau, quando um rolo com as acomodações do Teatro Carlos Gomes deixou uma pá de gente sem ver o show , mas o empenho e a eficiência dos rapazes em reprisar com a máxima fidelidade as músicas e o visual do Fab Four faz fã esfregar os olhos e checar o calendário sim, é 2009, mas parece 1966. Ou vocês acham que qualquer um chama a atenção de George Martin e grava nos estúdios Abbey Road?

Com parada gay e caminhada por Jesus batendo na porta, é capaz de ter gente lembrando que Joinville já teve uma Marcha Operária, menos polêmica e fervorosa, é verdade, mas igualmente engajada. Em 1982, o então artista plástico Edson Machado ainda longe da presidência da Fundação Cultural apareceu com um tributo ao trabalho e empreendedorismo, os símbolos da cidade desde sempre.
Filtrando dadaísmo e pop art, Machado criou uma instalação que consistia de tamancos enfileirados e adornados por fitas verde-amarelas que eram utilizados pelos colonos e operários. A obra passou por salões catarinenses, gaúchos e paulistas e, até onde se sabe, não foi saqueada como os baldes de Luiz Henrique Schwanke. Fosse hoje, os mais intolerantes diriam que isso sim é arte com os pé no chão.
O Devil Side Festival 2009, que rola dia 29 na cidade alemã de Duisburg-Nord, vai conseguir uma proeza: colocar Max Cavalera e o Sepultura no mesmo palco depois de 13 anos. Não juntos, é verdade, mas respirando o mesmo ar, já que o Soulfly (de Max) e a banda brasileira estão entre as atrações do megaevento de metal. As trocas de gentilezas entre as duas partes, via imprensa, continuam, então é muito pouco provável que role algum tipo de interação musical. Mas a organização fará algo pra evitar o encontro nos bastidores?

Sabe aqueles dias em que a única coisa que você quer da vida é levar um tranco de guitarras desabaladas dando trela pra sexo e drogas numa noite de sexta? Pharmako Dinâmica (Monstro Discos), disco de estreia da banda recifense Amp, é a trilha sonora desses dias inóspitos, mas divertidos. O prazer é proporcionado com patadas stoner e letras (em inglês e português) sem muito sentido. Mas nada de lesação o negócio do quarteto é despejar riffs cavalares em ritmo acelerado, às vezes mais setentista (Billy), às vezes mais psicodélico (Black Grass). A única contraindicação é a surdez momentânea provocada por Devils Prize e Way Side, especialmente.
Depois do lançamento na Livraria Midas, em março, Eduardo Baumann e Fernanda Leal dão mais uma chance para o público conhecer os meandros amorosos de seus textos. A dupla de escritores joinvilenses saca das canetas pra autografar hoje, às 18h30, na Livrarias Curitiba, o livro que ambos dividem, Dois em Um, bancado pelo Simdec. Ali, as poesias e crônicas se enchem do pós-modernismo pra radiografar uma geração que vaga pela noite se encharcando de emoções e cultura pop pra transformá-las em palavras.

"Os jornalistas estavam em dívida para com os soldados que protegiam suas vidas enquanto eles se acovardavam atrás do ataque dos soldados e se tornavam agentes de imprensa e (frequentemente) protetores desse Exército contra as acusações de brutalidade que foram feitas."
O escritor GAY TALESE, maior atração da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em julho, revela à Folha Online sua teoria sobre o porquê de os jornalistas americanos não conseguirem boas histórias durante a ocupação dos EUA no Iraque.