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Marco Dormino , EFE

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10 de abril de 2009. | N° 369AlertaVoltar para a edição de hoje

  • MOVIMENTO PREOCUPANTE

    O governo do Estado entrou no auge da Semana Santa com uma severa preocupação de ordem funcional. Já chegou ao conhecimento de Luiz Henrique de que o clima nas Polícias Civil e Militar é extremamente adverso. A preocupação ganha contornos de advertência porque a insatisfação não se restringe ao baixo clero (praças e policiais). Já chegou aos oficiais e delegados.

    Se o governo não viabilizar o plano de carreira da Secretaria de Segurança Pública, mas introduzir o programa de premiação dos fiscais da Fazenda, mediante a elevação da arrecadação estadual, a confusão estará armada. A disposição de oficiais e delegados é cruzar os braços.

    Dirigentes das duas corporações já ponderaram que o descontentamento é significativo e que não há como segurar o movimento. Além do plano de carreira, o governo LHS está sendo aconselhado a liberar o teto, especialmente se o “extra-teto” for implementado, pela via do reforço salarial dos fiscais.

    O governo do Estado está numa verdadeira sinuca de bico: reivindicações salariais de um lado, mas o Tesouro deixou de arrecadar mais de R$ 400 milhões nos primeiros quatro meses, do ano consequência da crise financeira internacional e das enchentes que atingiram várias regiões catarinenses em novembro.

    De quebra, a administração estadual ainda corre o risco de ter que enfrentar a paralisação de uma atividade essencial à sociedade.

  • Iniciativa gera mal-estar

    Considerando que o Ministério Público não é órgão auxiliar do governo do Estado, provocou um profundo mal-estar, entre boa parte de seus integrantes, o comportamento de seu titular, em encaminhar sugestões para um veto parcial de Luiz Henrique ao Código Ambiental, aprovado recentemente pela Assembleia.

    A Procuradoria-geral de Justiça acabou ocupando o papel que cabe à Procuradoria-geral do Estado, esse, sim, integrante do Executivo e órgão auxiliar da administração estadual.

  • Desafio habitacional

    Está prevista para terça-feira, em Florianópolis, a adesão do governo do Estado ao programa “Minha Casa, Minha Vida”. Ontem, ficou acertado com a Caixa que a cota de SC será mesmo de 24 mil unidades.

    O projeto do governo federal pretende construir 1 milhão de casas em todo o País, com recursos subsidiados. O déficit habitacional de Santa Catarina, segundo a Cohab, é de cerca de 200 mil moradias.

  • Debate agrícola no Chile

    A Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO), órgão da ONU, vem coordenando encontros de especialistas sobre os novos instrumentos para o desenvolvimento da agricultura. São especialistas de vários países da América Latina e Caribe.

    Temas como novos mecanismos de financiamento agrícola, de enfrentamento da pobreza rural, da relação entre agricultura e meio ambiente, de evolução da pesquisa e da extensão rural, estão sendo tratados com o objetivo de orientar organismos internacionais e nacionais nas políticas públicas colocadas em prática.

    A Fatma foi convidada a participar do evento, que será em Santiago (Chile) entre 15 e 17 de abril.

  • Unidade comemorada

    Fato inédito no meio cultural de Santa Catarina. Na primeira reunião do novo Conselho Estadual de Cultura, os conselheiros aprovaram, por unanimidade, documento enviado ao governador, enaltecendo a atual gestão da Fundação Catarinense de Cultura.

    Diversas ações e projetos foram implementados num processo de cooperação entre a fundação e o conselho.

    A presidente da FCC, Anita Pires (foto), conseguiu incluir uma discussão nova: assim como a economia da criatividade emplacou nos quatro cantos do mundo, chegou a hora de debater sobre a cultura como economia, que gera riqueza, postos de trabalho e inclusão social.

  • Debate ampliado

    Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, o deputado Cláudio Vignatti (PT) participa na segunda-feira, na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), do Fórum “O Impacto da Crise Financeira nas Micro, Pequenas e Médias Indústrias”.

    Dados do Banco Central apontam dificuldades na obtenção de crédito para o setor. Em fevereiro, as novas concessões caíram 7,7% em relação a janeiro e no bimestre atinge 23,9% a menos que no mesmo período de 2008.

    O objetivo do Fórum é discutir alternativas à recessão e à retomada do crédito. Vignatti é convidado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e do comitê organizador do evento.



    APERTO - A situação dos municípios é dramática. O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps (PP), já registrou uma perda de receita de R$ 2 milhões nos dois primeiros meses do ano. Em janeiro e fevereiro, a queda global foi de R$ 4,8 milhões para R$ 3,8 milhões.

    HERANÇA - Não bastassem os prejuízos financeiros, decorrentes da queda do ICMS e do FPM, Deschamps assumiu com R$ 2 milhões de restos a pagar. A convivência com o governo LHS tem sido boa, mas a administração estadual também tem enfrentado suas dificuldades, reconhece o prefeito pepista.

    COINCIDÊNCIA - Curiosidade: Deschamps foi eleito com o apoio do PSDB e DEM, os dois partidos que formam a tríplice aliança com o PMDB no âmbito estadual.

    PROVIDENCIAL - O deputado Kennedy Nunes (PP) aprovou na AL uma moção para a Presidência da República apelando por incentivos fiscais às empresas de transporte coletivo, por projeto de lei.

    SUSTENTAÇÃO - Kennedy lembrou que o governo já reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros e motos e defendeu medidas desse tipo para benefício da população que pega ônibus todos os dias.

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