
O governo do Estado entrou no auge da Semana Santa com uma severa preocupação de ordem funcional. Já chegou ao conhecimento de Luiz Henrique de que o clima nas Polícias Civil e Militar é extremamente adverso. A preocupação ganha contornos de advertência porque a insatisfação não se restringe ao baixo clero (praças e policiais). Já chegou aos oficiais e delegados.
Se o governo não viabilizar o plano de carreira da Secretaria de Segurança Pública, mas introduzir o programa de premiação dos fiscais da Fazenda, mediante a elevação da arrecadação estadual, a confusão estará armada. A disposição de oficiais e delegados é cruzar os braços.
Dirigentes das duas corporações já ponderaram que o descontentamento é significativo e que não há como segurar o movimento. Além do plano de carreira, o governo LHS está sendo aconselhado a liberar o teto, especialmente se o extra-teto for implementado, pela via do reforço salarial dos fiscais.
O governo do Estado está numa verdadeira sinuca de bico: reivindicações salariais de um lado, mas o Tesouro deixou de arrecadar mais de R$ 400 milhões nos primeiros quatro meses, do ano consequência da crise financeira internacional e das enchentes que atingiram várias regiões catarinenses em novembro.
De quebra, a administração estadual ainda corre o risco de ter que enfrentar a paralisação de uma atividade essencial à sociedade.
Considerando que o Ministério Público não é órgão auxiliar do governo do Estado, provocou um profundo mal-estar, entre boa parte de seus integrantes, o comportamento de seu titular, em encaminhar sugestões para um veto parcial de Luiz Henrique ao Código Ambiental, aprovado recentemente pela Assembleia.
A Procuradoria-geral de Justiça acabou ocupando o papel que cabe à Procuradoria-geral do Estado, esse, sim, integrante do Executivo e órgão auxiliar da administração estadual.
Está prevista para terça-feira, em Florianópolis, a adesão do governo do Estado ao programa Minha Casa, Minha Vida. Ontem, ficou acertado com a Caixa que a cota de SC será mesmo de 24 mil unidades.
O projeto do governo federal pretende construir 1 milhão de casas em todo o País, com recursos subsidiados. O déficit habitacional de Santa Catarina, segundo a Cohab, é de cerca de 200 mil moradias.
A Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO), órgão da ONU, vem coordenando encontros de especialistas sobre os novos instrumentos para o desenvolvimento da agricultura. São especialistas de vários países da América Latina e Caribe.
Temas como novos mecanismos de financiamento agrícola, de enfrentamento da pobreza rural, da relação entre agricultura e meio ambiente, de evolução da pesquisa e da extensão rural, estão sendo tratados com o objetivo de orientar organismos internacionais e nacionais nas políticas públicas colocadas em prática.
A Fatma foi convidada a participar do evento, que será em Santiago (Chile) entre 15 e 17 de abril.

Fato inédito no meio cultural de Santa Catarina. Na primeira reunião do novo Conselho Estadual de Cultura, os conselheiros aprovaram, por unanimidade, documento enviado ao governador, enaltecendo a atual gestão da Fundação Catarinense de Cultura.
Diversas ações e projetos foram implementados num processo de cooperação entre a fundação e o conselho.
A presidente da FCC, Anita Pires (foto), conseguiu incluir uma discussão nova: assim como a economia da criatividade emplacou nos quatro cantos do mundo, chegou a hora de debater sobre a cultura como economia, que gera riqueza, postos de trabalho e inclusão social.

Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, o deputado Cláudio Vignatti (PT) participa na segunda-feira, na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), do Fórum O Impacto da Crise Financeira nas Micro, Pequenas e Médias Indústrias.
Dados do Banco Central apontam dificuldades na obtenção de crédito para o setor. Em fevereiro, as novas concessões caíram 7,7% em relação a janeiro e no bimestre atinge 23,9% a menos que no mesmo período de 2008.
O objetivo do Fórum é discutir alternativas à recessão e à retomada do crédito. Vignatti é convidado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e do comitê organizador do evento.