O rompimento de uma barragem, na localidade Cabeça do Tigre, provocou alagamentos em Corupá por volta das 9 horas de ontem. A água desceu a serra do Mar e atingiu localidades rurais, mas o estrago maior foi nas ruas Roberto Seidel, João Tozini e Germano Mahnke, no Centro, porque o nível do rio Novo alcançou a marca de 4,5 metros de altura. Casas e estabelecimentos comerciais foram atingidos pela enxurrada.
O trânsito ficou interrompido na rua Roberto Seidel e quem estava em casa ficou ilhado. Os moradores Lana Romanovicz e Márcio Varela, mesmo em uma casa mais alta que o nível da rua, ficaram preocupados. Eles tiveram mais sorte que outros vizinhos e conseguiram salvar os móveis. “A enchente pegou todo mundo de surpresa, a rua encheu de uma hora para outra”, contou.
O sargento Maurício Marcarini, da Polícia Militar, disse que a situação foi grave, mas que no fim da manhã estava tudo sob controle. O comentário era de que há pelo menos 15 anos não acontecia uma cheia como
essa na cidade.
Bem perto dali, o nível do rio Humboldt também subiu. Uma das pontes que liga a rua Prefeito Willy Gessenger com o Centro da cidade ficou tomada pela água. Os moradores estavam preocupados com a represa do rio Vermelho, em São Bento do Sul, que deságua no rio Humboldt.
O prefeito eleito de São Bento do Sul, Magno Bollmann, afirmou que não há vazamentos e, mesmo que ocorressem, a aguá escorre para outra bacia, que não afeta Corupá. Bollmann é o engenheiro responsável pela obra.
No interior, houve queda de barreiras na rota das Cachoeiras. A interrupção da estrada impediu o transporte da produção das lavouras e a entrega de materiais.
mauricio.cossio@an.com.br
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