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23 de julho de 2008. | N° 112AlertaVoltar para a edição de hoje

Quedas de Mãe e Filha

Perícia reforça duas hipóteses

Laudo isenta responsabilidade do shopping e considera as teses de imprudência ou tentativa de homicídio

O laudo pericial sobre a queda de mãe e filha do terceiro andar do Shopping Mueller, em Joinville, apontará duas hipóteses sobre o que aconteceu no início da tarde do dia 5 de julho. Pelo posicionamento das quedas e as distâncias, ficarão apenas as teses de imprudência da mãe ao se aproximar da mureta, colocando em risco a vida da filha, ou tentativa de homicídio, seguida de suicídio. A responsabilidade do shopping no episódio será descartada, porque a mureta de proteção do terceiro piso está dentro dos padrões de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O laudo foi praticamente concluído pelo perito Hélio Coelho, do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joinville. Ele trabalha no caso desde o dia 5, quando estava de plantão e atendeu a ocorrência. Coelho também foi o responsável pela simulação realizada dentro do shopping quatro dias depois da queda da empresária Édina Adriana Ribeiro, de 30 anos, e da filha Tiffany Ribeiro Huang, de quatro anos.

A menina teve traumatismo craniano e ainda está internada no Hospital Infantil Jeser Amarante. Édina já está em casa.

A idéia era entregar o laudo ontem, mas faltaram alguns dados. Agora, o perito espera concluir a documentação em no máximo três dias. O laudo pericial vem repleto de detalhes, como as medições da mureta, da altura entre os pisos e das distâncias entre as duas no chão (confira no quadro).

O perito conta que teve dificuldades para saber a posição exata de como estavam mãe e filha no momento da queda, por causa da modificação do cenário, com a limpeza do local por funcionários do shopping. Por isso, foi preciso fazer a simulação do que teria ocorrido naquele sábado e contar com informações dos socorristas que atenderam as vítimas.

As câmeras do circuito interno de TV não conseguiram captar o momento exato em que as duas despencaram do terceiro andar. O local é considerado uma "zona de sombra".

( marco.braga@an.com.br )

MARCO AURÉLIO BRAGA | Joinville
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