Um edital publicado hoje em veículos de comunicação de Joinville declarou guerra entre os dois principais nomes do JEC: o presidente executivo, Adelir Alves, e o presidente do conselho deliberativo, prefeito Marco Tebaldi. No documento, Tebaldi convoca sócios do clube para, na manhã do dia 31 de maio, um sábado, na Arena, votar a favor ou contra a destituição da diretoria. Os cerca de 3,7 mil sócios do tricolor terão direito de se manifestar em cédulas.
O edital assinado por Tebaldi afirma que se os votos "a favor da destituição" forem a maioria, os atuais membros do conselho diretor serão afastados do Joinville. Depois, o conselheiros vão escolher os próximos nomes para comandar o tricolor.
Tebaldi decidiu convocar a assembléia porque percebeu o descontentamento de conselheiros na reunião realizada quarta-feira da semana passada, na Arena. Nesse polêmico encontro, o presidente do conselho sugeriu a compra da vaga na Série C.
A partir daí, Tebaldi e
Adelir tomaram definitivamente lados
opostos. O presidente do Joinville disse publicamente que era contra a negociação por um lugar na competição nacional. "Não compactuamos com essa idéia. Quem quer isso é o conselho deliberativo", afirmou Adelir. No início desta semana, o dirigente se mostrou envergonhado pela repercussão negativa do episódio e, por meio de uma carta enviada à imprensa, pediu desculpas aos torcedores e dirigentes esportivos.
Adelir foi informado sobre o edital no final da tarde de ontem, quando acompanhava a partida da equipe de juniores pelo Catarinense, no centro de treinamento da base. "Não fico surpreso depois dos últimas coisas que aconteceram no Joinville", lamentou.
O presidente do JEC não escondeu o desapontamento com a atitude do presidente do conselho deliberativo. "As duas reuniões anteriores foram feitas para ridicularizar nossa gestão", afirmou.
( diego.santos@an.com.br )
| Gestão de polêmicas |
| ACERTOS |
| REFORMA DO CT |
| Reforma e ampliação do centro de treinamento, num investimento de R$ 97.145,00. Quase 65% desse valor já está pago. |
| MENOS DÍVIDAS |
| Dívida total do Joinville em 31/12/06 era de R$ 6.721.125,00. Hoje, não passa de R$ 6 milhões. Deste valor, R$ 700 mil são dívidas com fornecedores, que podem ser pagas em curto prazo. |
| DÁ PARA PAGAR |
| Aproximadamente R$ 5,3 milhões são dívidas tributárias. Foi parcelada em 240 parcelas de R$ 20 mil que estão sendo pagas pelo clube desde setembro do ano passado. A expectativa da diretoria é a de que a partir de abril essa dívida seja paga com recursos da Timemania. |
| DIVISÕES DE BASE |
| A diretoria alugou o CT que pertencia à Sociedade Esportiva Irineu, na zona Norte da cidade. Os jogadores da base do tricolor passam o dia treinando no local, com direito a dormitório, refeitório, sala de musculação, dois campos de futebol, assistência odontológica, médica e psicológica. |
| ERROS |
| COMEÇO DA DERROTA EM CAMPO |
| No ano passado, a gestão de Adelir Alves já assumiu um clube cambaleando no Catarinense. E cometeu erros de quem não tinha experiência em comandar um clube de futebol. Só em 2007, 60 jogadores assinaram contrato com o Joinville. |
| REBAIXAMENTO EM 2007 |
| Vieram os maus resultados em campo, o rebaixamento no Catarinense - o JEC só voltou à Divisão Principal porque conquistou a Especial - e a eliminação precoce na Série C. |
| PARCEIRO ERRADO EM 2008 |
| A parceria com o Instituto Wanderley Luxemburgo surgiu como a saída para a profissionalização do departamento de futebol do clube. Diante dos maus resultados, a diretoria mudou de técnico e refez o elenco durante o Estadual. Atitude que vai na contramão de qualquer manual do futebol. O JEC ficou fora da Série C. |
| DINHEIRO NO LIXO |
| A atual diretoria gastou nesse pouco mais de um ano de mandato R$ 400 mil com rescisões de contratos de jogadores. |
| an.com.br |
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