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26 de abril de 2008. | N° 24AlertaVoltar para a edição de hoje

Meio Ambiente

Sala de aula no meio da mata

Caminhada pelo Santuário Rã-bugio, em Guaramirim, ensina importância de se manter o equilíbrio ecológico

A manhã de ontem vai ficar na memória dos 45 alunos das escolas Padre Bruno Linden e Professora Vidalina Xavier, na área rural de Massaranduba. Embora tenham contato com a natureza, porque a maioria das famílias vive da agricultura, as crianças ficaram encantadas com a visita ao Santuário Rã-bugio, no bairro Brüderthal, em Guaramirim.

O santuário é mantido pelo instituto, uma organização não-governamental com o objetivo principal mostrar às crianças a importância de preservar as florestas para se conservar a vida no planeta. Por meio de parceria com empresas, a organização desenvolve um projeto de educação ambiental que deve alcançar sete mil alunos no Vale do Itapocu.

Os alunos passearam pelo santuário - uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN) de 50 mil metros quadrados de mata atlântica, com animais e plantas de diferentes espécies. As turmas foram orientadas pela diretora executiva do instituto, Elza Nishimura Woehl, e pelas assistentes.

Saber que os pássaros também são plantadores de árvores e que o ninho do cupim é essencial para a sobrevivência de algumas aves não passava pela cabeça de Dyanne Golinski, dez anos, aluna da 4ª série do ensino fundamental. Ela também se encantou ao encontrar sementinhas de árvores "esquecidas" por um esquilo. Ele é considerado replantador, porque quando está bem alimentado ele esconde algumas sementes, mas esquece onde guardou. Assim, elas apodrecem no chão e dão origem a novas árvores.

As pegadas de mamíferos como a anta e a onça também atraíram a atenção dos estudantes. Em algumas marcas deixadas pelos animais na mata, a monitora coloca gesso e água para fazer moldes e mostrar como é formato de cada uma delas. Há poucos dias, uma onça deixou marcas atrás da casa de Elza (a diretora mora no santuário), comeu oito gansos e desapareceu.

"Não tenho medo desses animais. Eles fogem ao ver um ser humano. Gostaria que morassem perto da minha casa", comentou Elza. A ambientalista lamenta que muitos homens matem animais silvestres quando estes chegam perto das casas. "Quem faz isso é egoísta. Fomos nós que tiramos a casa onde eles viviam", ensina.

( clarissa.borba@an.com.br )

CLARISSA BORBA | GUARAMIRIM

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