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Greve | 16/09/2009 | 08h55min

Funcionários dos Correios param em Santa Catarina

Categoria adere ao movimento nacional que reivindica reajuste salarial e outros benefícios

Funcionários dos Correios em Santa Catarina aderiram, nesta quarta-feira, à paralisação nacional que teve início à 0h. A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios, Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC) na noite de terça-feira.

Os trabalhadores reivindicam, entre outros benefícios, reajuste salarial de 41,03%, referente às perdas salariais desde agosto de 1994, e o aumento linear de R$ 300 no piso da categoria, atualmente em R$ 648,15.

Segundo Milton Balsanelli, diretor do sindicato, a categoria não aceitou a contraproposta da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), que acenou com reajuste de 4,5% e desconsiderou as demais solicitações da classe. A paralisação é por tempo indeterminado.

Mobilização

Os organizadores do movimento grevista ainda desconhecem o percentual de adesão à greve em Santa Catarina. Cerca de 4,1 mil funcionários trabalham na regional catarinense dos Correios.

Balsanelli acredita que cerca de 70% dos trabalhadores participem do movimento nos próximos dias.

A suspensão parcial dos serviços deve prejudicar o envio de correspondências já a partir desta quarta-feira. Mesmo com a relocação de funcionários administrativos das agências para o setor de distribuição, deve haver atraso na seleção e entrega de cartas, adianta o sindicalista.

Ele ressalta que o trabalho pode ser paralisado no Centro Operacional Administrativo (COA) e outras 34 unidades de distribuição de encomendas e correspondências dos Correios no Estado.

Concentração

Na Grande Florianópolis, os grevistas estarão concentrados, pela manhã, em frente da agência dos Correios na Praça XV de Novembro, no Centro da Capital, e do COA às margens do km 205 da BR-101, em São José.

Por volta das 15h, os manifestantes se reúnem no Centro da Capital.

Negociações

As negociações entre o Sintect e os Correios iniciaram no mês de julho. Além do reajuste salarial e do aumento no piso da categoria, os trabalhadores pedem auxílio-creche para todos os funcionários, a criação de um plano de cargos e salários, redução da jornada sem redução de salário, novas contratações, fim da terceirização de serviços postais, a inclusão do Plano de Participação nos Lucros na Convenção Coletiva de Trabalho (CLT) e o fim das negociações para a suposta privatização dos Correios.

Contraponto

De acordo com Luiz Osnildo Martinelli Filho, da assessoria de comunicação dos Correios em Santa Catarina, a diretoria da empresa deve voltar a debater o reajuste salarial da categoria ainda nesta quarta-feira, em Brasília.

Ele ressaltou que a empresa apresentou contraproposta de reajuste salarial de 4,5%, correspondente à inflação dos últimos 12 meses, e a manutenção dos benefícios já adquiridos pela classe. A ECT não teria encerrado as negociações, como dizem os líderes do movimento grevista.

Até as 9h30min, a empresa não tinha dados sobre a adesão à greve nas agências dos Correios pelo Estado. Um boletim deve ser divulgado nas próximas horas.

Segundo informações preliminares, em Blumenau, no Vale do Itajaí, cerca de 11% dos 280 funcionários do setor de distribuição tinham aderido ao movimento pela manhã. O atendimento nas agências era considerado normal.

DIARIO.COM.BR

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