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Uma cena imortalizada no filme Titanic, de James Cameron, se repetiu em menor escala, na madrugada de sábado. O barco Anjo de Luz, que naufragou em Balneário Piçarras, ficou inclinado 90 graus, com a proa (parte da frente) dentro da água.
Na parte de trás (popa), os oito náufragos primeiro se equilibraram, e depois se agarraram por mais de uma hora.
— Ficamos todos pendurados até que o barco afundou de vez — conta Gustavo Merine, 23 anos, um dos sobrevivente.
Segundo ele, todos ficaram no barco até ele ir totalmente para o fundo. O capitão Sérgio dava as instruções de segurança. Perto da meia-noite o barco, enfim, afundou. Com o vácuo formado na água, Clóvis e Juarez não conseguiram se agarrar ao resto do grupo, que trançou os braços.
— Todo mundo engoliu água e foi uma gritaria. Ficamos só à luz da lua. Nós seis conseguimos nos juntar, mas o Clóvis e o Juarez foram para mais longe — conta Gustavo.
Agarrados,
ombro a ombro, os seis náufragos tentaram nadar até as Ilhas
Itacolomi.
Leia mais sobre o naufrágio em Balneário Piçarras na edição desta terça-feira de A Notícia.

Leitor Pedro Izaias de Moraes, de Erechim (RS), enviou foto do barco "Anjo de Luz", com o qual participou de uma pescaria em fevereiro de 2008, em Balneário Piçarras acompanhado de Sérgio Luiz Vitcovski, dono da embarcação que morreu na tragédia
Foto:Arquivo Pessoal/Pedro Izaias de Moraes
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