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O show tem de continuar. A frase do diretor da Marcegaglia do Brasil, Antonio Carlos Dias de Oliveira, resume o sentimento de muitos empresários do Norte de Santa Catarina que mantêm firmes os planos de investimento para este ano e estão cansados de notícias ruins. Mesmo em meio à crise financeira internacional, as empresas instaladas na região prometem investir pelo menos R$ 500 milhões este ano (soma de obras com valores confirmados).
Entre os principais projetos está a ampliação da unidade da Marcegaglia, em Garuva. Ela é avaliada em US$ 100 milhões, cerca de R$ 240 milhões. O cronograma está mantido, apesar de todos os solavancos dos mercados internacionais nos últimos meses.
Ao final da construção, que agora está em fase de terraplanagem, a fábrica será ampliada em 50 mil metros quadrados. Com isso, o número de empregos diretos também vai crescer. Quando estiver pronta, a Marcegaglia vai ampliar de 540 para 750 o número de
empregados.
Outro empresário que mantém firme seus
planos em Joinville é Jaimes Almeida Junior. A obra do Joinville Garten Shopping, na zona Norte da cidade, segue em ritmo acelerado e a expectativa é de que o empreendimento de cerca de R$ 150 milhões esteja erguido até o começo do ano que vem.
— Essa é uma crise financeira provocada pela ganância dos banqueiros. Acertou em cheio os Estados Unidos, que, pela sua importância, acaba afetando o resto do mundo — avalia o empresário, que também é dono do Balneário Camboriú Shopping.
Apesar do cenário de crescimento reduzido, Almeida Junior acredita que o Brasil ainda é capaz de suportar bem o ano que vem pela frente.
— É um mercado muito grande, que não depende tanto das exportações — avalia.
Quem também mantém o forte ritmo de expansão na cidade do Norte catarinense é o Perini Business Park. Para os primeiros dois meses deste ano, estão previstos três novos contratos. As novas empresas, que vão se instalar no condomínio, vão ocupar
10.270 m² de área no condomínio.
Além da
chegada de novos contratos, o Perini assiste à ampliação de uma das empresas que já está instalada lá. No final da obra, serão 500 m² de construção.
Para o diretor comercial do Perini, Jonas Tilp, Santa Catarina deve crescer, mesmo que as expectativas não sejam as melhores para o Brasil e o mundo em 2009.
— O crescimento vem com a forte política de atração de empresas que adotamos no Estado. As empresas interessadas, mesmo que enfrentem algum contratempo, são empresas maduras e estáveis, com bases sólidas — disse Tilp.
Construção civil terá ano de lançamentos
A malfalada crise também não vai apagar os planos da indústria da construção civil em Joinville.
— Não mudamos uma vírgula do nosso planejamento do ano passado para cá — diz o empresário Marco Aurélio Camilotti, dono da construtora que leva o seu nome.
Em parceria com a Helbor, a Camilotti pretende lançar três
prédios em 2009: dois no primeiro semestre e outro no segundo. Os investimentos
terão valor de venda avaliados em R$ 100 milhões.
— Lançamos, em dezembro, um novo empreendimento. Em cerca de 30 dias, vendemos 40% — conta Camilotti.
O Magnifique foi o último lançamento da parceria Helbor e Camilotti. Será construído em uma área de 12,1 mil metros quadrados na rua São José, no Centro. Cada apartamento tem quatro quartos e 231 m² de área privativa.
A Rôgga também programa a construção de mais três edifícios para Joinville em 2009, com investimentos de R$ 10 milhões.
A mineira MRV Engenharia lançará, em fevereiro, um residencial do Complexo Jardins, o Spazio Jardim de Nice, na rua Benjamin Constant, com 120 apartamentos. Financiado pela Caixa, o empreendimento terá valor geral de vendas de R$ 12,6 milhões.
O foco da empresa são os consumidores de classe média.
— Optamos por residenciais com preços acessíveis, áreas de convivência com diferentes opções de entretenimento e
segurança — comenta o diretor comercial da MRV Engenharia, José Lima Melo.

Vendedor da Construtora Camilotti, de Joinville, mostra o último lançamento da empresa
Foto:Jessé Giotti
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