
Fenômeno recente que mudou (para melhor) os ritmos e cânticos dos estádios brasileiros!

Histórias dramáticas das tragédias e atitudes que fizeram a F-1 segura na atualidade

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Semana passada falamos da vitória de 1x0 do Internacional sobre o Palmeiras no Brasileirão de 1999, gol que salvou o Colorado do rebaixamento. Aquele gol foi o único de Dunga pelo Inter no Brasileiro, ele que jogaria mais alguns jogos em 2000 antes de ter seu contrato rescindido pelo então vice-de-futebol Fernando Miranda.
Dunga voltou do Japão em janeiro recebendo um salário milionário, ao lado de Gonçalves e Elivélton, se juntando a André, Christian e Fabiano como as "estrelas" do Inter. Um sonho do então presidente Paulo Amoretty (já falecido) em montar um time campeão da Copa do Brasil e aumentar o número de sócios do Internacional.
Em 1999, o regulamento rebaixava os times que tivessem as piores médias de pontos (contabilizando as temporadas de 1998 e 1999). Na última rodada, Paraná, Juventude e Botafogo-SP já estavam rebaixados, e o Gama acabou caindo, escapando Internacional e Botafogo.
Até o gol de Dunga, os resultados paralelos até aquele instante rebaixavam o time gaúcho, pois o Gama empatou em 0x0 com a Ponte Preta e o Botafogo venceu facilmente o Guarani por 2x0.
Só que o campeonato já estava envolvido em confusão. Para variar, culpa do STJD de Luiz Zveiter. Antes, havia punido o São Paulo por escalar irregularmente o atacante Sandro Hiroshi (que tinha idade adulterada).
Ao invés de simplesmente tirar pontos do time paulista, o tribunal "reverteu" o resultado e o Botafogo, que havia sido goleado por 6x1 no Morumbi na primeira rodada, ficou com 3 pontos. O mesmo ocorreu com o Internacional, que havia empatado em 2x2 com o São Paulo no meio do campeonato. Sendo assim, o Botafogo ficou com três pontos a mais e o Inter com dois, cabendo ao SP perder quatro pontos.
Vale ressaltar ainda que, se os resultados de campo tivessem sido mantidos, o rebaixado seria o Botafogo e não o Gama. Inconformado, o time candango foi à Justiça Comum e ganhou o direito de permanecer na Série A. Para poder ter uma competição nacional no segundo semestre, a CBF se uniu ao Clube dos 13 e criaram a "Copa João Havelange" contando com Botafogo e Gama, satisfazendo a todos.
Como não poderia deixar de ser, os dirigentes aproveitaram para fazer uma "virada de mesa" básica, coisa muito comum naquele tempo, ao invés de simplesmente seguir com o planejado.
Assim, subiram Fluminense e Bahia da Série B, mantiveram Botafogo-SP e Juventude na Série A, porém não fizeram o mesmo com o Paraná, o único que "cumpriu o rebaixamento" em 2000.
E aí tivemos um bagunçadíssimo torneio, que teve tanta data mudada, tanto time com diferença de jogos, tanta confusão, que foi apelidada de "Euricopa", em 'homenagem' ao nefasto presidente vascaíno Eurico Miranda.
Alguma novidade?
Virtualmente garantido na Libertadores 2009, o Grêmio está preparando o time para a próxima temporada. Campeão ou não, é certo que o Tricolor terá visibilidade para novas contratações.
O meu amigo Hélio Sassen Paz fez uma enquete com as possíveis contratações gremistas em seu Blog, vale a pena conferir e participar
Anúncio do Inter em homenagem à DallegraveFoto: Marcelo Pimentel, agência Escala |
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Conheci Arthur Dallegrave há uns 5 anos. Sempre bem arrumado, algumas vezes bravo com alguém (normalmente jogadores folgados), mas sempre de um humor fino, educado e respeitoso Especialmente com o arquirrival. Dallegrave era um símbolo de amor ao Internacional, com mais de meio século ligado ao clube da Beira-Rio (estádio que, aliás, ajudou a construir).
Assim que soube da morte do grande dirigente colorado, o Grêmio Foot-Ball Portoalegrense colocou sua bandeira oficial a meio mastro e decretou luto oficial de três dias, mostrando que o futebol pode unir duas coisas tão rivais como Grêmio e Inter.
Hoje saiu uma peça publicitária oficial do Internacional citando este fato. Estou reproduzindo a mesma aqui no Almanaque Esportivo.
Em uma matéria sobre sua vida, vi uma foto dele com um jovem Paulo Odone e um igualmente jovem Fábio Koff. O ano era 1982 e Dallegrave tratava os dirigentes do co-irmão (como gostava de falar) como sempre: com educação, elegância e uma sempre presente "flauta". Aliás, o maior presidente da história Tricolor, é grande amigo de Fernando Carvalho, igualmente o maior dirigente colorado em todos os tempos.
Em um momento que a violência ganhou de novo da civilidade, como vimos no Olímpico no último domingo, a morte de Dallegrave nos lembrou coisas lindas do futebol.
Sentimentos como a esportividade, a camaradagem e, acima de tudo, RESPEITO.
RESPEITO ao adversário, inimigo imortal em quase um século de rivalidade. Mas dentro do campo. Na bola.
E não em tiroteios, brigas, violência organizada e planejada. Fora dela, somos todos irmãos, seres humanos, homo sapiens. É verdade que alguns menos "sapiens" que outros...
Afinal existem casais separados no futebol, pais e filhos que torcem para times diferentes, irmãos divididos pela paixão. Mas que seguem suas vidas se amando.
Isto vale para todos. Futebol é um esporte. Não uma guerra...
Que o exemplo dado pela diretoria do Grêmio e lembrado pela diretoria do Internacional ajude a iluminar a mente de quem pode agir.
A impunidade é a mãe de todas as injustiças, em especial a violência.
Hoje foi divulgado que o Internacional não perde para times estrangeiros há 24 jogos.Mais interessante do que isto: o Colorado não leva gols desde 34 minutos do 1° tempo do jogo Internacional 3x2 Pumas-MÉX, pela Libertadores 2006.
São 56 minutos do restante daquela partida e mais 10 jogos em sequência sem tomar gols de uma equipe do exterior no Beira-Rio. Com vantagem de 2x0 sobre o Chivas Guadalajara pelas semifinais da Copa Sul-Americana, é mais uma estatística favorecendo o Internacional no confronto desta noite.
De acordo com o pesquisador Paulo Fortunato, da ACEG, são 24 jogos invictos desde 0x1 para o Nacional de Medellín pela Libertadores de 1993 com 19 vitórias e 5 empates.
Na minha conta são 15 vitórias e 8 empates, totalizando 23 jogos OFICIAIS desde o mesmo jogo, em levantamento publicado no mês passado. A diferença de números é porque ele considerou amistosos, descontou jogos contra times brasileiros por competições internacionais.
Os jogos abaixo contabilizam apenas partidas no Beira-Rio, desconsiderando alguns jogos em Torres e Cidreira, e correspondem aos números do Fortunato:
SÉRIE INVICTA CONTRA ESTRANGEIROS
1994 - Amistoso - Internacional 3x1 Cerro Porteño-PAR
1994 - Amistoso - Internacional 2x0 Peñarol-URU
1994 - Amistoso - Internacional 4x0 Nigéria-NIG
1996 - Amistoso - Internacional 3x0 San Lorenzo-ARG
1996 - Amistoso - Internacional 4x1 Universidad Catolica-CHI
1999 - Amistoso - Internacional 3x0 Grasshoppers-SUI
2004 - Copa Sul-Americana - Internacional 1x0 Júnior Barranquilla-COL
2004 - Copa Sul-Americana - Internacional 0x0 Boca Juniors-ARG
2005 - Copa Sul-Americana - Internacional 1x1 Rosário Central-ARG
2005 - Copa Sul-Americana - Internacional 1x0 Boca Juniors-ARG
2006 - Copa Libertadores - Internacional 3x0 Nacional-URU
2006 - Copa Libertadores - Internacional 3x2 Pumas-MEX - Último gol sofrido no Beira-Rio
2006 - Copa Libertadores - Internacional 4x0 Maracaibo-VEN
2006 - Copa Libertadores - Internacional 0x0 Nacional-URU
2006 - Copa Libertadores - Internacional 2x0 LDU-EQU
2006 - Copa Libertadores - Internacional 2x0 Libertad-PAR
2007 - Copa Libertadores - Internacional 3x0 Emelec-EQU
2007 - Copa Libertadores - Internacional 0x0 Vélez Sarsfield-ARG
2007 - Copa Libertadores - Internacional 1x0 Nacional-URU
2007 - Recopa Sul-Americana - Internacional 4x0 Pachuca-MEX
2008 - Copa Sul-Americana - Internacional 0x0 Universidad Catolica-CHI
2008 - Copa Sul-Americana - Internacional 2x0 Boca Juniors-ARG
TOTAL: 24J, 19V, 5E, 0D. 46GP, 5GC, Saldo +31
Nas minhas míseras horas-vagas, irei escrever eventualmente em outro blog.
O Preleção, que irá analisar apenas jogadores, times, técnicos sob o ponto de vista da tática, da estratégia e movimentação. Sem traçar opiniões sobre quaisquer outros assuntos.
Endereço: http://www.clicrbs.com.br/prelecao
O Cléber Grabauska, no "Blog na Rede", destrinchou o último jogo entre Grêmio e Coritiba no estádio Olímpico, um horroroso 1x1 pelo Brasileiro de 2004. Como o Grêmio foi rebaixado naquele mesmo ano, e Coritiba no ano seguinte (só voltando agora), não tivemos mais partidas entre estes dois times até este ano.
Curiosamente vários jogadores daqueles dois times hoje são destaques no futebol europeu. São dois gremistas, de péssima passagem no Olímpico naquela triste temporada, e três coxa-brancas.
O leitor Daniel Marcon me mandou esta estatística bem legal: o goleiro Clemer está há apenas dois jogos de se tornar o recordista de jogos pelo Campeonato Brasileiro.
A marca atual pertence ao ex-jogador Zinho, meia que brilhou com as camisas de Flamengo, Palmeiras e Grêmio, que atuou em 369 jogos entre 1986 e 2004. Os dados foram retirados da Futpédia, do GloboEsporte.com
Clemer tem 368 partidas desde 1994, contando as 19 desta temporada (dados ainda não atualizados na FutPédia). Goleiro do Internacional desde 2002, Clemer atualmente é reserva de Lauro após errar muitos .
Quem deverá superar esta marca é o também goleiro Rogério Ceni, mas somente na próxima temporada. Ele tem 363 jogos disputados e deve atuar nos últimos quatro jogos do São Paulo (único clube que defendeu entre 1993 e 2008).
Sinceramente, já que está sem ambições e jogando com time reserva, o técnico Tite e a diretoria do Internacional deveriam colocar Clemer para jogar e bater este recorde.
O seu tempo no Beira-Rio passou, Lauro é titular e Clemer não está nos planos para 2009. É apenas uma despedida honrosa, muito melhor que seu último jogo, quando falhou feio contra o Coritiba.
Acho que seria justo a homenagem ao goleiro, com oito títulos conquistados no Internacional: campeão da América, do Mundo, da Recopa e pentacampeão gaúcho.
Nada melhor que encerrar a carreira batendo mais um recorde.
E vocês?
Alex, autor de mais um golaço de falta em 2008Foto: Site oficial do Internacional |
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Acabou um jejum de seis meses sem gols de falta do Internacional. O meia-atacante Alex segue dando show na temporada 2008 e foi decisivo na vitória de 2x0 do Internacional sobre o Chivas Guadalajara, jogo válido pelas semifinais da Copa Sul-Americana.
Além de ser um dos principais artilheiros do Brasil na temporada, e goleador máximo do Internacional com 31 gols, Alex marcou de falta. O que tinha sido uma constância no início do ano, havia desaparecido completamente nos últimos 53 jogos.
Exatamente por isto, apesar de ser o quinto gol de Alex desta maneira na temporada, foi o primeiro no segundo semestre. Desde 4 de maio, no histórico massacre de 8x1 sobre o Juventude quando fez o 4° gol, o jogador não marcava assim. Foi também o único gol de falta do Colorado neste período de seis meses. Alex fez os cinco gols no ano.
Gols do Inter de falta em 2008:
Dunga em sua apresentação: deu quase tudo errado em 1999 |
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Em 12 de novembro de 1999, há exatos nove anos, o Internacional venceu o Palmeiras por 1x0 no Beira-Rio, última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano.
O volante Dunga, capitão da Seleção Brasileira na conquista do tetracampeonato e formado nas categorias de base do próprio Inter, marcou o gol da vitória. Mais do que isto, o Colorado escapou do rebaixamento com este gol, marcado aos 37 minutos do segundo tempo. Eram duríssimos anos para o Internacional...
O curioso é que Dunga tinha sido barrado até este jogo por Émerson Leão. Em mais um dos clássicos chiliques do temperamental treinador contra os principais jogadores dos times que comanda (havia feito isto antes com Viola no Santos e Taffarel no Atlético-MG, e repetiria a dose com Ronaldinho no Grêmio), Dunga não jogava há alguns jogos, ou ficava sentado no banco.
Era o final de uma temporada complicada, que começou com esperanças e terminou em pesadelo total. Depois de um primeiro semestre de altos e baixos, com um grande número de sócios e estádio quase sempre lotado, o Inter desandou.
Levou 4x0 do Juventude em pleno Beira-Rio e foi eliminado da Copa do Brasil nas semifinais. Depois perdeu a final do Gauchão para o arquirrival Grêmio, em um show do então garoto Ronaldinho sobre Dunga na final. Paulo Autuori pediu demissão logo depois, na 2º rodada do Brasileiro.
Competição na qual o Inter começou muito mal com 4 derrotas em 4 jogos. Reagiu e ficou próximo da zona de classificação, mas uma nova derrota em Gre-Nal desandou tudo novamente, caindo Louruz. Veio Leão e o time reagiu, mas alternava alguns resultados muito bons com fiascos fora de casa.
Aquela chuvosa noite de 12 de novembro mudou para sempre o perfil da torcida colorada. Antes uma apoiadora inconteste, passou a ser mais exigente, cobrar resultados. Em suma,ficou mais "corneteira", porém diligente, atenta.
Foi um jogo dramático, no qual o Inter precisava vencer para não depender de resultados paralelos. Enquanto o Palmeiras, campeão da América e treinado por Luiz Felipe Scolari, precisava vencer para se classificar para a segunda fase. Cada time meteu uma bola no travessão, e os goleiros João Gabriel e Marcos fizeram ótimas defesas.
Aos 36 minutos, o atacante Celso tentou dar um balãozinho sobre Galeano e sofreu falta. Ele cobrou, Dunga aproveitou erro na marcação palmeirense (Agnaldo e Marcos estavam em cima da linha, evitando o impedimento) e deu uma casquinha de cabeça. Gol, 1x0 para pandemônio no Beira-Rio. Vejam o lance com narração de Pedro Ernesto Denardin, pela Rádio Gaúcha:
Depois disto o jogo virou várzea: apareceram bolas a mais em campo, sumiram os gandulas. "Alguém" mandou apagar a luz do estádio e o jogo ficou suspenso por 20 minutos. Em seu retorno, o atacante palmeirense Pena quase empatou, perdendo gol feito nos acréscimos.
Se ele marca, o Inter estaria rebaixado.
Isto é assunto para amanhã...
O caos causado na temporada de 1999 por mais um desmando do STJD contra o futebol brasileiro...
Jogadores do minúsculo Real Unión comemoram façanha em MadridFoto: El Diário Vasco (reprodução) |
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O Real Madrid ontem foi eliminado pelo inexpressivo Real Unión na segunda fase da Copa do Rei. No primeiro jogo os madrilenhos haviam perdido de 3x2 para a antiga e desconhecida equipe do País Basco (fundada em 1905). Ontem "Los Merengues" venciam por 4x2 e estavam se classificando até 45 do segundo tempo, quando levaram o 3º gol e protagonizaram um enorme vexame em pleno Santiago Bernabéu.
O time do Rei Juan Carlos II, que já venceu 17 vezes, não conquista o título desde 1993, quando bateu a Real Zaragoza por 2x0. Nas 16 últimas tentativas, foi vice-campeão apenas duas vezes, a última em 2004 quando perdeu para o mesmo Zaragoza por 3x2 na prorrogação. Naquele ano, comemorava-se a 100º edição da "Copa del Rey", que nos duros anos da sanguinária ditadura do Generalíssimo Franco, era chamada de "Copa del Generalísimo".
A mais dramática, contudo, ocorreu dois anos antes, no dia 6 de março de 2002. Exatamente neste dia, com a presença de toda a família real o Real Madrid comemorava seu Centenário em grande luxo. No time, atletas do quilate de Zinedine Zidane, Luís Figo e Raúl contra uma competente equipe do Deportivo La Coruña.
O resultado? 2x1 para os visitantes com gols de Sérgio González aos seis minutos, Diego Tristán aos 38 da etapa inicial, descontando Raúl aos 13 do segundo tempo. O jogo se tornou um épico e ganhou inclusive o apelido de "Centenariazo". Vejam os melhores momentos:
O Barcelona não é muito melhor. Apesar de ser o maior campeão do torneio com 24 conquistas, o Barça não vence desde 1998, quando bateu o Valencia na final. Ano passado, enfiou 5x2 sobre o Getafe com direito a um "gol maradoniano" do craque argentino Lionel Messi.
Vejam um comparativo deste gol com o mítico assinalado por Diego Maradona contra a Inglaterra nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1986:
Porém no jogo de volta foi inacreditavelmente goleado por 4x1 e ficou de fora. O Getafe acabou perdendo o título para o Valencia na decisão, derrotado por 3x1...

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